sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Crime - Trabalho escravo em área da Petrobras


Auditores do Ministério do Trabalho e Policiais Federais encontraram 40 pessoas em condições de trabalho escravo em uma área que pertence à Petrobras, no interior do Paraná. Foi caracterizada situação de trabalho escravo pela condição degradante dos alojamentos, segundo os agentes. A empresa, que foi notificada, havia feito um acordo com antigos proprietários para que eles desmatassem o terreno de 44 hectares. A área será utilizada para exploração de xisto.

As pessoas contratadas para a empreitada estavam trabalhando em condições precárias: não usavam botas, luvas nem tinham carteira assinada. Entre os trabalhadores havia, inclusive, um jovem de 16 anos com as mãos calejadas. Depois da jornada, os funcionários eram alojados em barracos de lona, carroças e casebres abandonados. Uma mulher dividia com o marido o espaço em um antigo galinheiro.

Funcionários da Petrobras estiveram no local, mas não quiseram se pronunciar (nessas horas é normal silenciarem-se). A Petrobras informou em nota que repudia o trabalho escravo. A empresa diz que a aquisição dos terrenos onde vai ser implantada a mina de xisto teve início em 2003, mas a companhia só vai assumir a posse definitiva da área no ano que vem. A companhia afirma ainda que, embora não tenha responsabilidade sobre a condição dos trabalhadores, vai colaborar com as autoridades para combater a exploração da mão-de-obra.

O tempo é senhor do universo. O tempo faz as máscaras caírem e a realidade nua e crua, como o petróleo bruto que brota do chão, aparece desvendando o âmago do ser. O fato lembra aquela historinha fiada: fumei, mas não traguei. A Petrobras adquiriu a área, mas não tem responsabilidade pelo que ocorre em seus limites? Isso só demonstra que o petróleo não é nosso. O petróleo só serve para os diretores e funcionários da Petrobrás. Os terceirizados e o povo que se lixem. Como se a contratante não tivesse nenhuma responsabilidade por pessoal terceirizado, se acham no direito de contrariar a lei trabalhista na maior cara de pau.


O fato também ajuda a comprovar o processo de maquiagem ambiental e social que vem ocorrendo na maioria das empresas no país. Investem enormes somas
em propaganda de suas ações sócio-ambientais, ações essas que consomem um ínfimo percentual dos absurdos lucros semestrais anunciados desavergonhadamente na mídia. A Petrobras se gaba de ser a maior patrocinadora de projetos sociais, culturais e ecológicos, o que na realidade é muito fácil, pois os investimentos nesse tipo de ação por parte das outras empresas são irrisórios, bem menores dos que feitos pela Petrobras. A grande maioria costuma patrocinar meia dúzia de projetos, divulgando-os em suas campanhas institucionais como se fossem a coisa mais importante do universo. O marketing faz uma lebre virar um leão. E aí elas se tornam empresas ecológicas, socialmente responsáveis. Vejam os bancos por exemplo. Até pouco tempo atrás não davam ouvidos para meio ambiente. O negócio era ganhar dinheiro a qualquer custo. Agora, em curtíssimo prazo, são todos ecológicos e socialmente responsáveis. É impressionante a rapidez do processo de ecologização dessas instituições! É de se desconfiar em caso de propaganda enganosa, fato que deveria ser apurado minuciosamente pelo Ministério Público e órgãos de defesa do consumidor.

Voltando aos escravos da Petrobras, esses investimentos sócio-ambientais são irrisórios perto do risco que suas atividades representam, dos danos que podem causar e já causaram e principalmente dos lucros absurdos que alferem como mencionado anteriormente. Não pense você que ela faz esse tipo de investimento por vontade própria, por ser uma empresa “boazinha”. Esses investimentos devem ser vistos como compensações a esses riscos e danos. Ela os faz por mera exigência, ou por órgãos ambientais licenciadores, ou pelo poder da opinião pública, da mídia. Puro marketing.

É uma vergonha para o país e para a humanidade, uma empresa desse porte só tomar conhecimento e repudiar o trabalho escravo depois que o problema surge na mídia. Se não tivesse sido exposto, o problema continuaria a ser ignorado ou camuflado e tudo bem. Seria mais um ato escondido no meio de tantos que devem ocorrer corriqueiramente nessa empresa e em tantas outras pelo Brasil a fora. Tenho certeza, que com os diretores e funcionários da Petrobras isso não ocorreria de forma alguma. Afinal de contas, o petróleo é deles. Mas o tempo continuará a desvendar as mazelas da falsa ecologização empresarial brasileira. É só aguardar.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Consumo consciente – Instrumentos em madeira certificada


Se você está procurando adquirir um instrumento de cordas, antes de fechar qualquer negócio, faça um contato com a Oficina Escola de Lutheria da Amazônia – OELA. Constituída em 1998, a OELA é uma entidade de direito privado com fins econômicos não lucrativos, que vem promovendo a formação profissional e incentivando adolescentes e jovens da Zona Leste de Manaus.

Nos seus dez anos de atuação a OELA é responsável por iniciativas de educação profissional nas áreas de lutheria, no fino processamento da madeira, na formação de manejadores florestais e na área de inclusão digital, trabalho esse que beneficia adolescentes, jovens e adultos, gerando oportunidades de ocupação e renda para as famílias e comunidades ribeirinhas em comunhão com a responsabilidade sócio-ambiental e o espírito de cooperação e ajuda mútua.

A OELA está educando e qualificando profissionalmente jovens da Amazônia na arte da construção de instrumentos musicais de corda dedilhada e o diferencial está na preocupação sócio-ambiental da escola, que usa somente madeira de manejo florestal de origem certificada pelo FSC (Forest Stwardship Council - Conselho para o Manejo Florestal). Por ser ambientalmente adequada, socialmente justa e economicamente viável, a metodologia estimula o uso responsável e racional dos recursos florestais. Este conceito permitiu o status de Primeira Escola de Lutheria no mundo a conquistar e manter a certificação sócio-ambiental FSC.

Ao comprar um instrumento fabricado pelos alunos da oficina, você estará ajudando a manter o projeto e terá a garantia de um instrumento fabricado com todos os cuidados de não agressão ao meio ambiente, respeito e valorização da mão-de-obra local. Músico ecológico usa instrumento ambientalmente correto. Faça música ecológica!

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Política - Esquerda faz “desmanche social” para manter poder


Uma realidade bem diferente da imagem politicamente correta que se conhece do Acre, dominado por três governos consecutivos do PT de Chico Mendes, Marina Silva e dos irmãos Jorge e Tião Viana, começa a emergir formalmente de uma análise sobre participação da sociedade e da governança de espaços de definição de políticas públicas do Estado.

Financiado pelas organizações Rede Grupo de Trabalho Amazônico (GTA), com apoio da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) e WWF-Brasil, o estudo foi conduzido pelo agrônomo Luis Meneses, 39, ex-coordenador do Programa Amazônia do WWF, que atualmente é consultor em governança institucional e gestão de programas ambientais.

A análise, suficientemente ácida para ferir o brio do “governo da floresta”, expõe o desmanche social promovido pelos partidos de esquerda, sobretudo o PT, para tentar se perpetuar no poder político do Acre. Expõe da mesma maneira a relação incestuosa à qual se submeteram diversas lideranças do movimento social.

Segundo a análise, as organizações de base reconhecem que o crescimento político do movimento de esquerda no Acre fez aumentar a ingerência de políticos junto ao movimento sindical. A situação tem reforçado um paternalismo onde sindicatos sentem-se subordinados ao governo e aos políticos e não podem se manifestar contra nada em função do estabelecimento de convênios e outros benefícios próprios de quem controla os cofres públicos.

No final dos anos 80, sendo a maior expressão do movimento social acreano, Chico Mendes forçou o Banco Mundial a financiar um plano de mitigação dos impactos socioambientais decorrentes do asfaltamento do trecho da BR-364 entre Porto Velho (RO) e Rio Branco. Atualmente, seus antigos aliados constroem rodovias sem respeito às leis ambientais e defendem ou calam diante dos impactos gerados por diversas obras de infraestrutura na região.

O “governo da floresta”, que começou em 1999 com o engenheiro florestal Jorge Viana, poderá ter continuidade com o senador Tião Viana, a partir de 2011, como “governo do petróleo”. Existem até pretensos ambientalistas que aderiram à atividade agropecuária que tanto criticavam e se tornaram destacados articuladores e defensores do plantio de cana-de-açuçar para produção de etanol na região.

O marasmo do movimento social é crescente, não existe mais articulação, e isso resulta no arrefecimento do papel contestador e aguerrido dos anos 70 e 80, quando foi capaz de impulsionar uma ruptura na política local com a eleição de lideranças que hoje são respeitadas dentro e fora do país. Além disso, a cultura do cargo público comissionado tem enfraquecido a atuação do movimento e gerado confusão de papéis na interlocução com a sociedade.

- Isso é constatado pelas organizações entrevistadas e também foi observado em relação à ascensão do PT ao Governo Federal. Esses quadros, que representam as melhores cabeças do movimento, quando no governo, tendem a compreender que participação das organizações do movimento podem ser substituídas pelo histórico pessoal e político dessas pessoas - afirma Meneses.

Na semana passada, ao tomar conhecimento da existência da análise, o governador do Acre, Binho Marques (PT), conversou rapidamente com Luis Meneses e manifestou intenção de instituir no Estado um mecanismo de certificação de organizações não-governamentais.

Leia na íntegra a entrevista com Luis Meneses no BLOG DA AMAZÔNIA.

Árvore do mês - JACARANDÁ (Dalbergia nigra)


Ocorrência – do sul da Bahia até São Paulo
Outros nomes - jacarandá da bahia, jacarandá preto, caviúna, cabiúna, cabiúna rajada, cabiúna do mato, graúna, caviúno, jacarandá cabiúna, jacarandá caviúna, jacarandá una, pau preto, jacarandazinho.
Características – espécie decídua, com 12 a 25 m de altura. Tronco com 40 a 80 cm de diâmetro, casca fina, pardo-acinzentada, que se descama em placas longitudinais, aparecendo a madeira avermelhada-escura. Folhas compostas, imparipinadas, folíolos oblongos, pilosos quando novos e depois tornam-se glabros. Flores pequenas, violáceas e perfumadas. Fruto sâmara, oblongo, com pedicelo longo, glabro, com venação reticulada, indeiscente, com sementes achatadas, negras e lisas. Um kg de frutos (vagens) contém até 10.000 unidades.
Habitat - formações florestais do complexo atlântico
Propagação – sementes
Madeira – madeira de coloração parda-escura-arroxeada com listras pretas, superfície lisa ao tato, irregularmente lustrosa, pesada, dura, resistente e de longa durabilidade em ambiente natural.
Utilidade – madeira muito usada no passado, na confecção de móveis de luxo, objetos decorativos e instrumentos musicais. Foi a mais valiosa das madeiras nacionais, mundialmente conhecida na fabricação de pianos, estando hoje quase extinta devido a exploração sem limites. Pela sua raridade é utilizada atualmente no paisagismo.
Florescimento – setembro a novembro
Frutificação – agosto a setembro
(Fonte: Vivaterra)

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Crime ambiental – Ambientalistas pressionam Minc


Ambientalistas acusam o ministro Carlos Minc de fazer seguidas concessões ao lobby ruralista, por isso vão entregar um manifesto em que condenam seu apoio ao plantio de espécies exóticas, como o dendê, em áreas desmatadas da Amazônia e cana-de-açúcar no Pantanal. Segundo eles, Minc está contrariando seu discurso de posse, quando afirmou que o presidente Lula não permitiria a redução da reserva legal de áreas verdes na maior floresta tropical do mundo. O documento já circula na internet e traz a assinatura de várias entidades.

Neste domingo, o ministro negou que seu aval à liberação de novas áreas de plantio de cana - em acordo com o ministro da agricultura, Reinhold Stephanes - ponha em risco a proteção do Pantanal. De acordo com Minc, o novo zoneamento da cana, que permitirá o plantio em terras do Planalto Pantaneiro, não ameaça as riquezas naturais da região.


O ministro negou que o acordo atenda a interesses da bancada ruralista no Congresso, como acusam as ONGs, e disse que o plantio da cana só será liberado em áreas hoje ocupadas por pastagens e outras lavouras. Como se isso não tivesse potencial algum de interferência no frágil ecossistema do Pantanal! Parece até que as ocupações hoje existentes não têm nenhuma responsabilidade sobre os danos que ocorrem no ecossistema.

- Isso ainda não está decidido. Pode ser um decreto ou uma portaria conjunta entre mim e o Stephanes - disse.

Portaria ou decreto, não interessa. Está pronto para ser assinado. A tal medida só não será assinada se o cinismo for vencido pela pressão popular e da mídia, derrotando os interesses daqueles que sempre espoliaram o povo e os recursos naturais da nação. O ministro deveria negar a existência da medida, se realmente não quisesse ceder aos ruralistas. As áreas já degradadas ou ocupadas por atividades agropecuárias à montante do Pantanal deveriam ser recuperadas e protegidas, principalmente nas nascentes e margens dos rios que alimentam o ecossistema. Tanto lugar para se plantar cana nesse país, o governo vai liberar o plantio em áreas marginais ao Pantanal, um dos ecossistemas mais ameaçados do planeta, sem ter condições de garantir a não utilização de agrotóxicos e o emprego de técnicas adequadas de plantio e conservação do solo. Os órgãos responsáveis não têm estrutura alguma para fiscalizar mais essa frente de ação. Estão totalmente falidos, desestruturados. É ministro, o cerco está se fechando. A hora de definir o verdadeiro lado que defende está chegando. O meio ambiente ou o crescimento a todo custo, nas bases do tradicional poder dos coronéis?

Meio ambiente – A televisão anti-ecológica


É inacreditável como a televisão brasileira contribui cada vez mais para agredir o dia-a-dia do telespectador. O maior meio de comunicação de massa, a cada dia que passa, vem contribuindo para o aumento da poluição visual, sonora e com a mais nova categoria de poluição, a cultural. Em se falando de poluição sonora e visual, as programações das emissoras de TV aberta deveriam passar pelo licenciamento de órgãos ambientais para entrarem nos lares dos brasileiros, a exemplo de outros projetos que, para serem instalados e entrarem em operação, têm de previamente apresentar os Estudos de Impacto Ambiental com medidas mitigadoras e compensatórias para serem analisados, em contrapartida de possíveis danos ao meio ambiente que possam causar. Por exemplo: para cada hora de poluição gerada, a emissora compensaria com uma hora de programas com qualidade. Um dos principais agentes de poluição são os próprios artistas e apresentadores contratados por essas emissoras. Cada dia que passa está ficando insuportável assistir televisão no Brasil. O que seria um excelente meio de divulgação da informação, educação, cultura e lazer, está se tornando um verdadeiro tormento.

É um festival de imposições, direcionamentos, gritaria, bajulação e asneiras que não cabem mais nas telas, ainda mais se o telespectador tiver o mínimo de discernimento. São artistas, apresentadores e programações verdadeiramente insuportáveis e anti-ecológicas. E ainda tem aqueles que dizem: “não gostou? Você é livre para mudar de canal”! Infelizmente não dá mais para mudar de canal. Se você não quiser se irritar, é melhor desligar o aparelho como eu e muitos fizeram várias vezes durante as olimpíadas. A quantidade de “malas” que as emissoras tentam impor ao espectador como estrelas é impressionante. São verdadeiros poluidores. Com eles, a televisão vem se tornando um dos maiores agressores do meio ambiente no dia-a-dia do cidadão. Transmissões esportivas ninguém vê mais lá em casa. Ninguém agüenta tanta baboseira e gritaria! Os caras são tão chatos que são continuamente satirizados pelos próprios colegas humoristas, e mesmo assim eles não se tocam. Continuam fazendo a mesma coisa o tempo todo!

É um festival de donos da verdade, de especialistas, de craques, de maravilhas, de expertises, falando tanta besteira e gritando, exaltando isso ou aquilo, que tira qualquer um do sério. Além de falarem o que bem entendem, atuam como verdadeiros atores, fazendo caras de indignação, de nojo, julgando tudo e todos, e como diz um personagem humorístico dessa mesma televisão, “se achando”. E é verdade! Os caras se acham! Sem contar aqueles que rasgam seda o tempo todo, apresentado um exemplo de casal, de glorioso artista, de espetacular ser humano, exemplo de caráter, e um tempo depois aparecem as notícias contrariando tudo o que foi dito, muitos tornando-se até caso de polícia. A maioria não é exemplo para ninguém nem para nada, e nem é para ser.

O que mais espanta é que essas emissoras se apresentam altamente preocupadas com o meio ambiente, fazendo campanhas, comerciais e divulgando ações, na sua maioria de auto-promoção de seus diretores e patrocinadores, e na verdade estão se tornando um dos maiores agressores ambientais do país. Sim, porque conseguem poluir diretamente os lares dos brasileiros. Se você deixar ligado o aparelho de televisão, você receberá em domicílio uma carga diária de poluição como nenhum outro veículo degradador é capaz de fazê-lo.

E assim, apresentamos os maiores poluidores da TV brasileira a partir de uma enquete interna aqui na redação do blog e de alguns e.mails recebidos de nossos poucos leitores. Para elegê-los, foram levados em consideração vários parâmetros que contribuem para a o grau de poluição produzida. São eles: quantidade de asneiras que falam; volume de suas potentes vozes; julgamentos que emitem sem qualquer cerimônia; caras e bocas quando interpretam a notícia ou comentário; conjunto visual da obra; qualidade da programação que apresentam; qualidade dos convidados que recebem; qualidade das músicas que compõem e/ou cantam; índice de exposição. Aí vão os dez primeiros colocados nessa prévia enquete:

1º Galvão Bueno (eleito disparado o maior poluidor sonoro)
2º José Luiz Datena (eleito o maior falastrão e dono da verdade)
3º Faustão
4º Márcia Goldschmidt
5º Sônia Abrão
6º Cleber Machado
7º Tadeu Schmidt
8º Willian Bonner e Fátima Bernardes (o casal que faz carinha para tudo)
9º Jô Soares
10º Cláudia Leite e Ivete Sangalo (único caso de empate)

OBS.: o quarto e quinto lugares estão quase que empatados.

Também foram lembrados: Cláudia Raia; Joelma; Gilberto Barros; Luciana Liviero; Alexandre Garcia; Luciano Huck; Repórter Vesgo; Gugu; Ratinho; Xuxa; Hebe; Luciana Gimenes; Miriam Leitão; Nelson Rubens; Irislene Stefanelli.

Participe. Envie-nos por e.mail (verdefato@gmail.com) o seu voto para o ranking dos maiores malas da TV anti-ecológica brasileira.

Meio ambiente – Outra visão sobre o eucalipto


O eucalipto pode melhorar a sua imagem ante os ambientalistas. Acusado de ser uma espécie que empobrece o meio ambiente, principalmente por ser plantado em grandes extensões como monocultura, ressecando o solo e afugentando a fauna, o eucalipto contribui diretamente na produção do papel, celulose e madeira, auxiliando na diminuição da supressão de mais áreas de matas nativas, comum Há alguns anos atrás.

Recentemente foi divulgada uma pesquisa do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP), mostrando que as plantações de eucalipto no interior de São Paulo podem servir de passagem entre áreas de preservação e ajudar na sobrevivência de algumas espécies de carnívoros, entre elas, o lobo-guará, a onça-parda, a irara e a jaguatirica.

Apesar de defenderem que os eucaliptais não oferecem recursos necessários à fauna nativa, os biólogos descobriram que eles são o que chamam de matrizes permeáveis – um meio para os animais chegarem a locais onde podem encontrar esses recursos. Funcionam como um tipo de corredor entre diferentes regiões de mata. Os animais conseguem passar pelo eucaliptal, coisa que em outras matrizes não conseguem.

Isso é positivo, quando existem eucaliptais associados a fragmentos de vegetação nativa, que são a fonte que garante aquela biodiversidade. Os eucaliptais conectam esses fragmentos servindo de proteção para o deslocamento da fauna.

Os pesquisadores registraram durante 18 meses, entre 2005 e 2007, imagens desses animais. Eles estudaram uma área de 50 km² nos municípios de Santa Rita do Passa Quatro, a 248 km de São Paulo, e Luís Antônio, a 273 km da capital paulista. O local foi escolhido levando-se em consideração as características das áreas de preservação. Nesses municípios estão localizados o Parque Estadual de Vassununga e a Estação Ecológica de Jataí. As reservas eram áreas de usinas que foram desativadas, por isso tinham essa característica fragmentada – áreas de preservação mescladas com espaços preenchidos com eucaliptais ou plantações de cana-de-açúcar. Para registrar os animais no local, eles utilizaram uma tecnologia empregada há muitos anos pelos ecologistas. As câmeras fotográficas disparam ao detectar movimentos de corpos quentes.

O estudo mostra que os eucaliptais são melhores para esses animais como áreas de passagem do que as plantações de cana-de-açúcar, por exemplo. O eucalipto é protegido pelas empresas contra os incêndios. Ainda que seja uma monocultura, existe uma situação de proteção ali. Mas, se só tivesse eucalipto, não adiantaria nada, pois os animais não vivem apenas no eucaliptal. Segundo os pesquisadores, isso pode mostrar uma melhor condição de sobrevivência desses animais no atual cenário econômico.

domingo, 24 de agosto de 2008

Crime ambiental - Minc nega liberação de plantio de cana-de-açúcar no Pantanal


Irritado com a divulgação pela mídia da liberação do plantio de cana na região do Pantanal, o ministro Carlos Minc, negou, neste sábado, que o governo tenha preparado um decreto sobre o assunto. Reportagem do jornal O Globo, publicada neste sábado, informou que, por decreto do presidente, Lula iria liberar o cultivo de cana-de-açúcar e a instalação de usinas de álcool na região.

Em entrevista à rádio CBN, o ministro afirmou que somente o cultivo de áreas devastadas, onde já existem pastagens ou lavouras, no entorno do Pantanal, seriam aproveitadas para esse fim. Segundo ele, não haverá nenhuma usina de cana no Pantanal e o ecossistema está protegido por leis e que ainda tomará providências para ampliar essa proteção. O que está sendo discutido são áreas degradadas do entorno do Pantanal, e nessas áreas deverão ser permitidas apenas lavouras formadas por plantio direto, sem agrotóxicos, para não contaminar os rios.

A emenda é tão ruim quanto o soneto. Permitir monoculturas nas áreas acima do Pantanal, mesmo sendo áreas devastadas, continua sendo crime, com plantio direto ou não. Certamente, não haverá controle sobre esses plantios que garanta a não utilização de agrotóxicos. Essas áreas deveriam ser recuperadas principalmente com o plantio das matas ciliares, protegendo nascentes e margens de rios além da rica fauna da região, que no máximo, deveria ser utilizada para ecoturismo, sua maior vocação. É inviável defender o desenvolvimento de monoculturas na região. Se a intenção se consolidar, constituir-se-á em crime ambiental.

sábado, 23 de agosto de 2008

Crime ambiental – As consequências de um cinismo escancarado


Estava demorando, mas as porteiras começaram a se abrir para mais crimes ambientais no país. Segundo o jornal O Globo, por decreto do presidente Lula, o governo vai liberar o plantio de cana-de-açúcar e a instalação de usinas de álcool em áreas do Pantanal. A proibição do avanço da cana na região foi uma das principais bandeiras da ex-ministra Marina Silva. Com sua saída, os ministros Carlos Minc (Meio Ambiente) e Reinhold Stephanes (Agricultura) fecharam um acordo duramente criticado por ambientalistas.

A notícia da liberação irritou dirigentes de ONGs ambientalistas, que elevaram o tom das críticas a Minc e chegaram a pedir sua saída do governo. O ministro rebateu os ataques e classificou os protestos de "gritaria, infantilismo e ecodemagogia".

Na última quarta-feira, numa cena incomum, Minc foi aplaudido por parlamentares da bancada ruralista ao encerrar sua participação numa audiência pública da Comissão de Agricultura da Câmara. Minutos antes, ele havia anunciado a decisão de rever o decreto presidencial que havia endurecido, há um mês, as penas por crimes ambientais.

No dia anterior, Minc já havia provocado polêmica ao fechar acordo com o ministro da agricultura, para permitir que os produtores que desmataram além da reserva legal compensem o dano fora dos limites de sua propriedade, contanto que a área escolhida fique no mesmo bioma.

Mais uma demonstração das intenções vergonhosas desse governo para com o meio ambiente. Num país com tanta terra para se plantar, promover o desenvolvimento da monocultura da cana-de-açúcar na região do Pantanal, um dos ecossistemas mais sensíveis e mais ameaçados
do planeta, é simplesmente um ato criminoso. Gritaria, infantilismo e ecodemagogia é o que o atual ministro está acostumado a fazer aqui no Rio de Janeiro, quando consegue meia dúzia de gatos pingados para acompanhá-lo em patéticas e cômicas manifestações públicas em “prol do meio ambiente”. Nesse tipo de experiência ele é craque. Agora está tendo que mostrar nacionalmente que também é capaz de se sujeitar às pressões dos poderosos em prol do “desenvolvimento”. Substituiu uma ministra, que através da inércia (em especial na liberação de licencenças ambientais), pelo menos criava dificuldades para que criminosos não terminassem de vez com os principais ecossistemas brasileiros apoiados na legalidade. Na sua época (não mudou muita coisa de lá para cá), as maiores agressões ocorriam de forma ilegal com a facilitação da inerte fiscalização oficial. Agora, sobre o pretexto da ação e do "desenvolvimento sustentável", o ministro e seus companheiros de governo começam descarada e cínicamente escancarar as porteiras da devastação sob os aplausos dos grandes destruidores e exploradores do povo e da nação. É por essas e outras que divulgo no meu humilde espaço o slogan abaixo.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Tecnologia verde – Pen drive ecológico


Feito em madeira certificada de cedro produzido no Japão, esse pen drive tem capacidade de armazenamento de 1 GB. Dimensões: 76 mm (comprimento) x 23mm (largura) x 9.4mm (espessura). Está sendo utilizado em campanha de preservação de florestas e prevenção do aquecimento global no Japão pela organização MAIS ÁRVORES, estimulando-se o consumo somente de madeiras provenientes de florestas certificadas. Custa US$ 62 aproximadamente.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Meio ambiente - Mares brasileiros estão desprotegidos


Relatório da organização não-governamental Greenpeace, divulgado na terça-feira (19) em São Paulo, aponta que apenas 0,8% dos mares brasileiros estão protegidos por leis de preservação. O resultado está abaixo da média mundial, de 1%, que, segundo a ONG, já é insuficiente para a recuperação da biodiversidade.

No documento, intitulado “À Deriva - Um Panorama do Mar Brasileiro”, a organização mostra ainda que, das espécies economicamente exploradas pela pesca nos mares do país, 80% estão ameaçadas.

Para eles é necessário regularizar a atividade pesqueira para garantir a continuação da sustentabilidade econômica do setor no futuro. O estudo identifica ainda, outros três temas prioritários na p
reservação dos oceanos: impactos das mudanças climáticas, criação de áreas marinhas protegidas e ausência de uma Política Nacional de Oceanos.

Segundo técnicos do Ministério do Meio Ambiente, é possível aumentar sensivelmente a proteção do mares do país nos próximos anos e a meta é de alcançar 10% dos mares protegidos em 2012.

Meio ambiente - Tratamento de esgoto ainda é o maior problema de saneamento no país


O baixo percentual de tratamento de esgoto no país – apenas 30% – é o principal gargalo da implementação das diretrizes
apontadas pela Lei do Saneamento, que além do acesso aos serviços de esgoto sanitário, prevê tratamento de água, drenagem urbana e destinação correta para os resíduos sólidos.

O acesso ao saneamento é mais crítico nas regiões Norte e Nordeste. Para universalizar o acesso ao saneamento no Brasil são necessários cerca de R$ 180 bilhões. Nos últimos cinco anos, o governo investiu R$ 12 bilhões e até 2011, outros R$ 40 bilhões serão liberados para as ações na área, no chamado PAC do Saneamento. Ainda é muito pouco em relação à demanda.

Muitos políticos tinham a imagem de que investir em saneamento significava enterrar obras (ainda hoje temos alguns que pensam dessa forma). Hoje, a população reconhece e cobra o saneamento como fundamental, necessário para qualidade de vida. Investir em saneament
o significa menos gasto com saúde e, consequentemente, mais saúde para o povo. É simples, não?

Tecnologia verde - Moto-bicicleta elétrica


Se você está preocupado com sua comunidade e o meio ambiente global e procura maneiras simples e ecológicas para enfrentar o trânsito das cidades para trabalhar ou para as suas atividades do dia-a-dia, aí vai uma dica.

A Ultra Motors, empresa americana, lançou recentemente sua nova moto-bicicleta elétrica nas ruas dos Estados Unidos. É a si
mpática A2B. O conceito (Light Electric Vehicle – LEV) já é amplamente utilizado na Índia e na China (o que há de mais ecológico por lá, diga-se de passagem). O objetivo é reduzir custos de transporte e ter um impacto positivo sobre o meio ambiente. Projetada para áreas urbanas, esse LEV é construído em alumínio leve (não é trocadilho, pelo menos não tive a intenção) e possui suspensão integral. Apresenta design elegante e clean, uma base rígida com amplo bagageiro, quadro que lembra uma mountain bike, único amortecedor traseiro e uma potente bateria. Concebida para ser parte moto, parte bicicleta, a A2B pode atingir velocidades de até 20 mph (aproximadamente 32 Km/hora) com autonomia de carga para viagens de até 20 milhas (32 Km) de percurso. Você pode dobrar a autonomia adicionando mais uma bateria lithium-ion ou, se preferir, pedalando! Possui vários opcionais como cesta transportadora de bagagens.

A A2B vem equipada com motor de 500 watts e pesa 73 lbs (aproximadamente 33 Kg). Nos Estados Unidos ela custa US$ 2.599,00.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Meio ambiente - Baía de Guanabara recebe 80 toneladas de lixo flutuante por dia


É inacreditável, nos dias de hoje, com tanta informação chegando com facilidade ao ser humano, independentemente do seu nível sócio-econômico, a falta de respeito com o meio ambiente, em especial com a Baía de Guanabara, um dos cartões postais da cidade do Rio de Janeiro. O retrato da situação é manchete de O Globo hoje.

Os barcos de coleta e ecobarreiras não dão con
ta do lixo flutuante da baía. Trabalhando a todo vapor, conseguem tirar da água cerca de sete toneladas de resíduos por dia. Mas, diante da imensidão de plásticos, garrafas PET, sofás, pedaços de madeira, geladeiras velhas, tubos de imagem de TV e até cadáveres boiando, as iniciativas da Secretaria Estadual do Ambiente se comparam a pano que enxuga gelo. O volume médio de lixo flutuante expelido pelos rios que desembocam na baía é de 80 toneladas por dia. O volume de resíduos varia de dez toneladas por dia, em dias mais estáveis, a até 200 toneladas por dia, em condições extremas de chuva e maré.

Segundo o geógrafo Elmo Amador, a Serla (Superintendência Estadual de Rios e Lagoas) faz um trabalho importante, mas com eficiência muito baixa. O estado precisa ir além das ações isoladas para resolver o problema. Precisa dispor de um plano que contemple um sistema de coleta de lixo mais efetivo nas comunidades existentes às margens das bacias, rastrear os resíduos que chegam à baía, para, aí sim, dimensionar a necessidade de barcos e ecobarreiras, além de outros instrumentos de combate.

O geógrafo também faz um alerta sobre os resíduos que já afundaram e cobrem o fundo da baía. Segundo ele, são pelo menos 20 Km2 de fundo completamente perdido, revestido com plástico e outros materiais, a ponto de não existir mais peixe, nada. A retirada desse lixo é ainda mais delicada que a do que flutua e requer mais tecnologia.

O lixo que flutua sem rumo pela Baía de Guanabara não causa apenas danos ambientais. A navegação de barcos de transporte de passageiros e esportivos também é constantemente afetada pelos resíduos sólidos. As embarcações da Barcas S/A, que transportam passageiros e fazem c
inco rotas dentro da baía, vão para o estaleiro pelo menos uma vez por mês devido às avarias causadas pelo choque com madeira, sofás e outros lixos de grande porte.

Pois é, como falamos no início, não é por falta de informação. A maioria da população assiste televisão e ouve rádio. O tema meio ambiente, principalmente a questão do lixo, é abordado constantemente nos meios de comunicação. Sem contar a internet, que chega a um número cada vez maior a moradores de áreas carentes. Pelo que vemos é falta de vontade da população de fazer o que tem de ser feito: a seleção domiciliar do lixo, cobrar das
autoridades a coleta do lixo pré-selecionado, além de reivindicar melhorias em suas comunidades e acesso a moradias dignas. E, do lado das autoridades, a falta de vontade de virar esse jogo. Parece que o pensamento desses políticos é que se conseguirem acabar com os problemas da população, provavelmente não terão o que fazer, vão perder os seus votinhos de cabresto, suas mordomias, suas falcatruas, etc. Para eles, certamente, é interessante manter os problemas vivos e ir empurrando com a barriga. E ainda cabe a velha pergunta: onde está todo aquele monte de dinheiro que deveria ter sido empregado na despoluição da Baía de Guanabara?

Meio ambiente - Diretoria de Licenciamento do IBAMA apresenta resultados um mês depois de divulgadas novas normas


(Fonte: Ambiente Brasil)

Na segunda-feira (18) completou um mês que o Ministro Carlos Minc e o presidente do IBAMA, Roberto Messia
s, anunciaram as novas medidas para agilizar e qualificar o licenciamento no IBAMA. Nesse mesmo dia, a Diretoria de Licenciamento apresentou o quadro de medidas que já foram adotadas até agora. A primeira delas, em função das mudanças propostas, foi definir e estabelecer normas dos procedimentos gerais da rotina dos trabalhos para os serviços do licenciamento.

Também foi realizado um diagnóstico do potencial técnico das unidades e de oportunidades para a melhoria dos quadros dos Núcleos de Licenciamento Ambiental - NLAs nos estados e de como eles se relacionarão com as coordenações de áreas da diretoria, na sede. Além disso, está sendo providenciado material e equipamentos para os NLAs.

Já está concluída a identificação de profissionais com perfil para atuarem no licenciamento. Foi providenciada até agora a remoção e redistribuição de 10 servidores e elaborado o edital de contratação de novos quadros. E ainda foram analisados os processos a serem repassados ao Ibama nos estados, cerca de 70 processos, terão o licenciamento descentralizado para as superintendências estaduais.

O planejamento para a capacitação de analistas ambientais foi concluído. Serão treinados 140 técnicos, divididos em grupos de 35 p
essoas por vez. O primeiro curso será realizado no início de setembro/2008. A diretoria prevê para novembro o encerramento do primeiro módulo de capacitação que inclui: procedimentos, legislação ambiental, avaliação de estudos, análises de risco e estudos de casos.

Dois grupos de trabalho foram instituídos para elaboração de uma instrução normativa que trata de supressão de vegetação e um segundo grupo para elaborar padrões de Termos de Referência por tipologia de empreendimento. Também está em andamento a criação de um conselh
o consultivo de licenciamento ambiental que terá a participação de especialistas ligados às diversas áreas do conhecimento. Com relação ao protocolo único para os processos de licenciamento, foram realizadas as avaliações das condições de inovação do sistema informatizado de licenciamento.

As instruções normativas estão sendo retificadas, com a participação do Ministério do Meio Ambiente, para adequações técnicas e possíveis reduções nos prazos.

Para a Diretoria de Licenciamento do órgão, os novos pr
ocedimentos já adotados vão permitir um foco maior do IBAMA Sede nos processos mais complexos e que demandam análises mais qualificadas, resultando em maior segurança na hora de emitir ou negar licenças.

Vamos continuar aguardando os resultados práticos e ver se realmente serão eficientes para a proteção do meio ambiente ou serão apenas ferramentas para licenciar e facilitar a implantação dos empreendimentos.

domingo, 17 de agosto de 2008

Dica – Site para as mamães ecológicas


Um site dedicado às mamães conscientes. É o Organic Green Mommy. Nele as mães vão encontrar produtos ecológicos para o seu bebê e para o dia-a-dia da casa, fórum, dicas, vídeos, etc. Vale a pena dar uma passeada no OGM.

sábado, 16 de agosto de 2008

Meio ambiente - Ações mirabolantes, resultados desconsertantes III – O conluio dos pecuaristas


O leilão de cerca de 3.000 "bois piratas" apreendidos pelo Ibama, na Estação Ecológica da Terra do Meio, no Pará, desatou uma guerra política, na avaliação do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. O ministro disse que pecuaristas da região articularam um conluio cujo objetivo é fazer o gado morrer no pasto (o gado só vai morrer no pasto se não houver os cuidados necessários daqueles que o guardam).

Minc disse que após três tentativas fracassadas, o governo espera fazer o leilão definitivo no próximo dia 26 e entregar o gado num lugar menos conturbado. Segundo ele, o objetivo nunca foi vender boi e sim tirá-lo da unidade de conservação.

Os três primeiros leilões não foram adiante
por falta de lances. Parece que o ministro acha que está no Rio de Janeiro. Aqui ele fala à vontade, diz que vai fazer isso, fazer aquilo. Temos de lembrar ao ministro que ele está tratando de um problema na Amazônia. Lá não adianta ficar falando, falando, falando, e se fizer tem que saber o que está fazendo para não ter problemas futuros.

Nesse meio tempo, o governo gasta (dinheir
o do povo) para manter o gado no campo com seguranças da Polícia Federal (que deveriam estar cuidando de nossas fronteiras dentre outros problemas e não de gado), com alimentação (pelo menos sal mineral) e tempo, o que além de prejuízo financeiro, causa desgaste político. Pelo menos esperamos que estejam cuidando dos animais, pois se isso não estiver ocorrendo, o ministro poderá responder por crime de maus tratos aos animais. Já imaginaram que situação?

Meio ambiente – Aquecimento ou era do gelo?


Indo na contramão de muitos que defendem o aquecimento global e contrariando muitos oportunistas que aproveitam para lucrar e aparecer com o tema, técnicos da Universidade Nacional Autônoma do México (Unam) previram que o planeta está perto de uma "pequena Era de gelo" que duraria entre 60 e 80 anos como conseqüência da diminuição da atividade solar.

Eles defendem que a re
cente ruptura da geleira argentina Perito Moreno, incomum por ter ocorrido em pleno inverno (segundo os partidários do aquecimento global), não foi devido à mudança climática. Para eles, trata-se de um processo natural provocado pela temperatura e pela precipitação do rio. Este tipo de fenômeno natural ocorre a cada dois ou quatro anos, ainda no inverno. Afirmam que as previsões do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), onde se informa que a temperatura vai aumentar por causa das mudanças climáticas, são errôneas, pois baseiam-se apenas em modelos matemáticos e apresentam resultados em cenários que não incluem, por exemplo, a atividade solar. Acrescentam que dentro da mudança climática há fatores internos como os vulcões e a atividade humana, e externos como a solar. O astro nunca foi visto como um agente de esfriamento, mas de aquecimento, mas tem os dois papéis.

Pelos estudos, atualmente o mundo vive uma etapa de transição onde a atividade solar diminui consideravelmente, portanto, em dois anos aproximadamente, haverá uma pequena Era de gelo que durará de 60 a 80 anos, e a conseqüência imediata disso será a seca. Neste século as geleiras vão aumentar, como já ocorre e pode se observar na cordilheira dos Andes e em Perito Moreno.

E aí Sr. Al Gore, como é que ficamos?

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Meio ambiente – Príncipe Charles afirma que transgênicos causarão a pior catástrofe ecológica


O desenvolvimento em massa de culturas transgênicas pode provocar a pior catástrofe ambiental jamais vista no mundo, afirmou nesta quarta-feira (13) o príncipe Charles, herdeiro do trono da Inglaterra e fervoroso defensor da causa ecológica. Segundo ele, depender de "grupos gigantescos" para a produção de alimentos em vez de pequenos agricultores irá terminar com um "desastre total".

E o príncipe continua: "se as pessoas acham que, de um modo ou de outro, isto vai funcionar porque eles vão ter uma nova forma de técnica genética engenhosa, então não contem comigo, porque isto vai ser a maior catástrofe ambiental de todos os tempos".

O Banco Mundial afirmou que os preços dos aliment
os quase dobraram nos três últimos anos e que dois bilhões de pessoas foram afetadas pela atual crise de alimentos.

Até o príncipe Charles, que não é nenhum especialista, enxerga isso. Se o desenvolvimento e produção de transgênicos e o controle por parte de monopólios internacionais fosse tão bom, porque o mundo passa por essa crise alimentar, somente pelo crescimento populacional? Os transgênicos estão espalhados pelo mundo todo e, segundo os “especialistas”, são responsáveis pelo aumento da produtividade agropecuária, são mais resistentes a pragas e doenças, respondem mais facilmente à fertilização e correção do solo, são mais resistentes às mudanças climáticas, etc. No Brasil, por exemplo, grande parte da produção de alimentos é proveniente de organismos geneticamente modificados, “melhorados” segundo os mesmos especialistas. Isso há décadas. Basta ver a quantidade de sementes modificadas colocadas no mercado anualmente. Não há novidade alguma. E a crise está aí. Onde está a eficiência desses transgênicos? A sim, está no bolso daqueles que possuem suas patentes!

Só falta o príncipe e sua família abdicarem de grande parte de suas fortunas para ajudarem no combate à miséria e a injustiça que assola o planeta. Será que ele(s) topa(m)?

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Animal do mês - HARPIA (Harpia harpyja)


Características – mais poderosa predadora entre as aves de rapina do mundo, o gavião-real ou harpia é a maior ave de rapina da América do Sul, possuindo porte majestoso e imponente. P ode medir de 50 a 90 cm de altura, cerca de 105 cm de comprimento e possui 2 m de envergadura. O macho pode pesar de 4 a 4,5 Kg e a fêmea de 6 a 9 Kg. Suas asas são largas e redondas, as pernas curtas e grossas e os dedos extremamente fortes com enormes garras. A cabeça é cinza, o papo e a nuca negros. O peito, a barriga e a parte de dentro das asas, brancas. Seus olhos são pequenos. Possui um longo topete, uma crista com duas penas maiores e a cauda com três faixas cinzentas. É a ave de rapina mais forte do Brasil, capaz de levantar um carneiro do chão. A realeza das harpias não se deve apenas à sua aparência imponente - asas, cauda e um colar em torno do pescoço negro, peito branco e cabeça ornada por um cocar cinza e macio, do qual despontam dois conjuntos de penas maiores, semelhantes a "chifres" -, mas principalmente à sua incrível força e ferocidade. Uma harpia adulta carrega um animal de mais de 10 quilos. Suas garras são tão poderosas (a unha chega a medir 7 centímetros) e sua força tão grande, que ela consegue, em pleno vôo, arrancar uma preguiça da árvore. Pode viver até 40 anos.
Habitat – florestas tropicais altas e densas. Na Mata Atlântica a população está em declínio, mas sua maior ocorrência é na Amazônia.
Ocorrência – do México a Bolívia, Argentina e Brasil. Hoje ainda
sobrevive em alguns estados do Nordeste, em Mato Grosso, Goiás, Espírito Santo, Rio de Janeiro, e nos estados do Sul.
Hábitos – tem um assobio longo e estridente. Voa alternando rápidas batidas de asas com planei
o. Quando ataca uma presa, torna-se veloz e possante, podendo carregar para uma árvore, mamíferos de médio porte. Avessas a mudanças de hábitat, as harpias costumam se estabelecer em um território de caça de cerca de 100 quilômetros quadrados de extensão.
Alimentação – animais de médio porte como preguiças, macacos, filhotes de veado e caititu, aves como araras e serpentes. A harpia está no topo da cadeia alimentar (não tem outros predadores a não ser o homem).
Reprodução –
reproduzem-se de junho a novembro. O ninho, construído pelo casal em uma das árvores mais altas da área, é perene e refeito a cada período de reprodução, que normalmente ocorr
e de dois em dois anos. Nidificam em árvores altas e de troncos fortes, seu ninho consiste em uma pilha de galhos, a fêmea coloca dois ovos. A incubação dura em torno de 56 a 58 dias, sobrevivendo apenas um filhote, que é alimentado pelos pais até sair do ninho entre 6 e 8 meses. Chega a maturidade somente no quarto ano de vida.
Ameaças – ameaçada de extinção. Atualmente encontra-se praticamente restrita à Floresta Amazônica, devido à caça indiscriminada pelo homem, destruição do habitat e o tráfico de animais. Fonte: Vivaterra

Tecnologia verde – Bolsas, maletas e mochilas solares


Elas foram desenvolvidas para os praticantes de esporte de aventura, estudantes, ladies, yuppies, nerds, dentre outros. Com placas fotovoltaicas embutidas que captam a luz solar e a transformam em energia elétrica, as bolsas, maletas e mochilas solares estão virando moda em todo o mundo. Elas carregam pilhas que transferem energia para eletrônicos como celular, MP3 player, Ipod, GPS, games, câmeras digitais e laptops. Algumas possuem um carregador de pilhas AA para 4 unidades que pode ser usado também independentemente e acompanha adaptador veicular 12V e/ou fonte bivolt, podendo incluir vários tipos de conectores para diversas marcas e modelos de celulares.


A maioria é fabricada em nylon, tecidos reciclados ou couro ecológico. Utilizam a energia limpa e renovável do sol a seu favor e a favor do meio ambiente. Atualmente, existem modelos que, para aproveitar melhor ainda a energia do sol, são capazes de reconhecer qual dos aparelhos mais precisa de carga, e assim desviar a maior parte das operações para o mesmo. Podem ter integração Bluetooth, o que facilita a comunicação sem fio. Possuem um microfone instalado colocado na faixa do ombro esquerdo, enquanto um fone de ouvido foi incorporado a um bolso. Assim, quando uma chamada é recebida, o iPod pára de tocar até que a transmissão seja terminada. Capacitores de reconhecimento de voz permitem chamar números sem fazer a discagem.

Controlar o iPod sem tirá-lo da mochila também é um privilégio de alguns modelos. Os comandos básicos do aparelho ficam na altura da barriga do usuário, em uma das faixas que prendem a mochila ao corpo. E, para os que têm medo de chuva, uma boa notícia. Os módulos do iPod e Bluetooth ficam armazenados em um local a prova d'água.

Os componentes mais comuns desses equipamentos são os múltiplos bolsos e compartimentos que lembram as mochilas e malas convencionais.


Normalmente têm 1 ano de garantia, cobrindo materiais e defeitos de fabricação. Podem ser adquiridas via internet e os preços variam de US$ 120,00 a US$ 1.500,00. Estas bags garantirão a você não ficar fora de sintonia da onda ecológica.

Humor verde - O ativista

Saúde – Crime contra a humanidade


Mais uma vez ganha destaque na mídia a situação dos hospitais no Rio de Janeiro. Filas no atendimento, falta de médicos, falta de assistência e medicamentos, falta de leitos, pacientes abandonados, pacientes em macas nos corredores, sujeira, descaso, etc. O problema é antigo e velho conhecido do povo, principalmente daqueles que necessitam da saúde pública. A novidade agora é que o governador culpa os médicos. Chegou a dizer em alguns meios de comunicação, que os médicos são preguiçosos, não gostam de trabalhar, não gostam de “bater ponto”.

Sabe o que eu acho disso? É falta de vergonha! Não dos médicos, mas do governador. Esse que está aí, es
tá acostumado, quando as coisas erradas aparecem, a culpar e denegrir seus colaboradores, normalmente muito mal pagos. Chama-os de incompetentes, imbecis, preguiçosos, despreparados, sendo de qualquer setor, da polícia, da saúde, etc. Recentemente, em discurso indignado, perguntou à população que cidade era essa? Que cara de pau! Quanto cinismo, quanto deboche.

Vários fatores contribuem para a situação caótica da s
aúde, não só no Rio de Janeiro, mas em todo o país e em todos os níveis, federal, estadual e municipal. Vou citar alguns em especial para lembrar ao governador: corrupção; roubalheira; desvio de verba para outras finalidades, normalmente supérfluas; incompetência administrativa; incapacidade profissional (principalmente de pelegos políticos que ocupam cargos que não deveriam ocupar, pois não têm capacidade para tal); contratações e nomeações com fins políticos; e, principalmente, baixos salários dos profissionais da saúde. Como os professores, os médicos são vergonhosamente desvalorizados. Será que temos de lembrar ao governador quanto ele paga a um médico? Provavelmente vai fazer aquela cara de indignação, de patrão profundamente chateado com o funcionário, o velho script. Certamente estará acompanhado de seus asseclas que balançam suas cabeças positivamente e com aquele beicinho, a exemplo dele mesmo quando está acompanhando o presidente da república. Fica que nem papagaio de pirata, concordando com tudo que o compadre Lula fala!


E desse jeito, quem vai sofrendo é o povo. A maioria das unidades de saúde pública do país são verdadeiros campos de concentração. Ali o povo se encontra para sofrer e, dependendo da situação, esperar a morte
. Como não estou falando novidade alguma, a culpa disso tudo que está aí é das “autoridades”. Simplesmente isso. Daquelas que governaram e daquelas que estão governando (aliás, desgovernando). Esses são os verdadeiros responsáveis. Esses senhores e senhoras que se gabam do poder (uma das poucas coisas que sabem fazer) são os únicos que deveriam responder por essa situação calamitosa. São responsáveis por verdadeiro crime contra a humanidade, termo do direito internacional normalmente usado para descrever atos de perseguição, agressão ou assassinato contra um grupo de indivíduos, ou expurgos, assim como o genocídio, passíveis de julgamento por tribunais internacionais por caracterizarem a maior ofensa possível. Isso é o que eles vêm fazendo com o povo brasileiro. Esses “senhores digníssimos” deveriam enfrentar a Corte Penal Internacional pelos crimes contra a população brasileira que estão cometendo. Não é mais caso de polícia. É CRIME CONTRA A HUMANIDADE. É CASO PARA A CORTE INTERNACIONAL.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Tecnologia verde - Siemens apresenta conceito de celulares ecológicos


A tendência de se construir dispositivos com baixo impacto ambiental, de modo a reduzir a poluição está se confirmando. Recentemente, na Europa, a Siemens anunciou que irá adotar um código de conduta para o meio ambiente. A empresa vem desenvolvendo propostas de construção sustentável de eco dispositivos. Em curto prazo, poderemos ter disponíveis no mercado novos modelos de equipamentos desenvolvidos nesse novo conceito verde.

Nesse sentido inclui-se a nova família EcoVision de telefones móveis. Esses aparelhos são construídos em materiais recicláveis, orgânicos e eco plásticos. Dois modelos foram apresentados, o “Folha” e o “Solar”, completamente alimentados por energia solar.

Além da preocupação com os materiais e a forma de utilização de energia, o cuidado com o design não foi esquecido. O display invisível está inserido em uma lente translúcida, dando ao telefone um toque futurista. Os modelos foram desenvolvidos para consumir menos energia. Isso é apenas o começo.

sábado, 9 de agosto de 2008

Meio ambiente – Baía de Sepetiba em alerta


A Baía de Sepetiba foi matéria de O Globo mais uma vez essa semana. A matéria destacava o estado de alerta em que se encontram os ambientalistas da região, em relação ao excesso de empreendimentos na orla da baía, que já possui dois terminais de carga funcionando (Porto de Itaguaí e MBR). Ano que vem entrará em operação mais um terminal e a FEEMA já tomou conhecimento de mais três portos, que ainda não tiveram os pedidos de licença ambiental enviados. Segundo informações, a FEEMA já negou a licença para duas empresas interessadas na instalação de portos na Baía de Sepetiba, a Brazore e a BHP Billiton, ambas mega mineradoras internacionais.

Técnicos do Projeto Boto-cinza, patrocinado pela Vale, que também terá pelos menos dois terminais na baía (possui participação na CSA - entrará em operação brevemente; controla a MBR - operando há décadas na Ilha de Guaíba), afirma que Sepetiba já está no limite de receber novos empreendimentos. Segundo eles, daqui para frente deveria ser barrado qualquer porto ou atividade, pois este excesso pode desencadear uma degradação em cadeia e Sepetiba virar uma Baía de Guanabara.

O Laboratório de Mamíferos Aquáticos e Bioindicadores
da Uerj (MAQUA) também encontrou nos botos de Sepetiba concentrações de resíduos industriais que prejudicam o sistema imunológico, hormonal, diminuem a capacidade de reprodução e causam anomalias ósseas. Os técnicos estimam que existam na Baía de Sepetiba entre 700 e 2000 botos-cinza, que já sentem a poluição ambiental e sonora. Os animais sofrem com doenças de pele, que têm ligação direta com baixa imunidade, ferem-se na colisão com hélices e cascos de embarcações e com redes de pesca ou morrem por sufocamento quando presos às redes, pois periodicamente precisam emergir para respirar. Por ano, são 20 golfinhos mortos pelas redes e 10% dos botos fotografados pelo Projeto Boto-Cinza apresentam ferimentos.


Botos mortos na Baía de Sepetiba

Os técnicos ainda temem pela ação dos grandes barcos, qu
e vêm do sul do país e praticam a pesca predatória de manjuba e sardinha, problema antigo que se perpetua por falta de fiscalização dos órgãos ambientais. A oferta destes peixes pode ficar escassa e o boto sentirá com isso, já que esses peixes fazem parte de sua dieta. O boto é a sentinela da vida na baía. Se ele sente, todos sentem.

Outro antigo problema que enfrenta a baía diz respeito à água de lastro dos navios. Se não houver fiscalização adequada dos navios que aportarem em Sepetiba (e não há), espécies exóticas podem ser trazidas na água do lastro de navios estrangeiros e acabar com a fauna e flora locais.

A verdade é que a Baía de Sepetiba não é comparável com a Baía de Guanabara, simplesmente porque a segunda ganha muito mais espaço na mídia devido sua localização e importância econômica e populacional (a capital e a maior parte da região metropolitana do Rio de Janeiro se encontra em suas margens). Simplesmente, a Baía de Sepetib
a dá menos “ibope” (a população da orla é menor se comparada com a Baía de Guanabara e as cidades que a rodeiam). Sepetiba é frequentemente esquecida. Enfim, o que acontece é que a Baía de Sepetiba é tão agredida hoje quanto a Baía de Guanabara. É um dos ecossistemas do estado em nível crítico de sobrevivência. Além dos mega-projetos, Sepetiba é agredida pelo despejo de grande parte do esgoto sem tratamento produzido pelas indústrias, residências da Baixada Fluminense e pelos núcleos urbanos de sua orla, pela ocupação desordenada, destruição de manguezais, aterros e dragagens irregulares, pesca predatória, tráfego crescente de navios de grande porte, poluição atmosférica, chuva ácida, metais pesados, dentre outros absurdos. O desleixo do Poder Público, em todas as esferas, é evidente e histórico no caso de Sepetiba.

Não é somente o boto que está morrendo e os peixes estão acabando. A baía está agonizando. A baía está em fase terminal. O homem também não resistirá.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Direitos Humanos - Olimpíadas 2008


Não compre produtos fabricados na China ou em outros países que violam os direitos humanos e a liberdade de imprensa. Não financie o sofrimento e a exploração de seres humanos e outros animais.

Crime – A roubalheira continua

Todo dia descobrem-se falcatruas dos políticos brasileiros. Mais uma chegou ao nosso conhecimento ontem. A roubalheira continua no Senado Federal. Empresas, com o aval de políticos, superfaturavam a disponibilização de funcionários terceirizados para o Senado Federal.

O senado tem em torno de 1.100 funcionários terceirizados. Só na TV Senado, são 337 contratados por empresas que venceram licitações. Eles custam R$ 2,4 milhões por mês. A maior parte desse dinheiro vai
para os donos das empresas e não para os trabalhadores. Um arquivista, por exemplo, tem salário de R$ 1.900, mas o Senado paga à empresa terceirizada mais de R$ 6.200. Um operador de pós-produção ganha R$ 3.800, mas custa ao Senado R$ 14.167. Um diretor de programação recebe R$ 4 mil, para a empresa quase R$ 17 mil. A roubalheira é descarada. A diferença em relação ao que se pratica no mercado chamou a atenção da polícia.

Com autorização da Justiça, a Polícia Federal gravou conversas telefônicas entre diretores do Senado e empresários, concluind
o que uma quadrilha fraudou as licitações e os contratos. As gravações indicam participação de altos integrantes do Senado nas fraudes e há citações dos nomes do diretor-geral da Casa, Agaciel Maia, e do primeiro-secretário, senador Efraim Morais (DEM-PB). Oito pessoas foram indiciadas por improbidade administrativa. O Ministério Público pede a devolução de R$ 36 milhões aos cofres públicos. Mesmo sob suspeita, os contratos foram renovados por ordem do senador Efraim Morais.


O senador nega qualquer envolvimento no epis
ódio. Disse que vai solicitar à PF que encaminhe ao Conselho de Ética qualquer gravação telefônica com os funcionários envolvidos no esquema. O presidente da casa defendeu o primeiro-secretário.

Nessas horas ninguém é culpado. Que diretoria é essa que aprova o pagamento de salários claramente escandalosos e não toma nenhuma providência? Só se manifestam quando a coisa explode e vai para
a mídia. Que presidente e que secretário são esses? Estão fazendo o que lá? E o pior de tudo que são pagos com dinheiro do povo. O povo é que paga aqueles que estão fraudando as licitações, os funcionários usados pelos fraudadores e os políticos eleitos pelo mesmo povo. Enquanto eles continuam roubando, a população fica sem saneamento básico, educação, saúde, transporte, habitação, e claro, sem dignidade.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Economia - Onde está a classe média?


Duas pesquisas divulgadas nesta quarta-feira - uma da Fundação Getúlio Vargas e outra do IPEA – tentam incutir (pra não dizer “atochar”) na mente do povo, com a ajuda da mídia sensacionalista e tendenciosa, que a classe média cresceu e o número de pobres encolheu no país. Senhores especialistas/comentaristas, não precisa ser muito inteligente para ver que a classe média está cada vez mais miserável! A classe média está morrendo! A distribuição de renda no país é tão desumana que estão se formando somente duas classes no Brasil: a muito rica e a muito pobre. Que conversa fiada é essa de que a classe média está crescendo! Claro que é para tentar iludir a massa, tentar amansar a boiada, que continua a ruminar e deixar que os poucos, mas muito ricos e poderosos, continuem a fazer o que quiserem para continuar enriquecendo e explorando o povão. Para continuar a enganar o povo, que iludido, se acha com poder aquisitivo maior, capaz de comprar bens e serviços que antes não tinham condições, e continuar enriquecendo e aumentando a exploração por parte desses gananciosos (principalmente pelos políticos e empresários inescrupulosos).

Que salários são esses que os pesquisadores consideram para a formação da classe média? Salários de fome. Isso nunca foi e nunca será classe média. Continua a ser classe pobre ou miserável. Salários que mal dão para satisfazer as necessidades básicas e dignas de uma família. Agora vêem com essa de “nova classe média”. É a velha classe baixa, isso sim.

Trabalhor escravo

Os pobres desse país estão comprando computadores, celulares, carros, etc., etc., etc., porque os eternos exploradores deram acesso ao crédito indiscriminado, o que ajuda nada mais a prender e encalacrar cada vez mais essa classe em dívidas eternas. Se comprar automóvel, não pode comprar computador e vice-versa. Os bancos não têm nem piedade dos aposentados
(que vivem há anos como verdadeiros miseráveis) dando-os a isca do crédito fácil para depois cobrarem a dívida originada de juros absurdos. É a verdadeira agiotagem legalizada, com o apoio do governo que se gaba de proporcionar melhores condições de vida à população a esse preço. O povo continua sendo enganado e agora de forma mais maquiavélica.

Segundo o estudo, da
FGV, a classe C, considerada por eles a "nova classe média" no país, passou de 42,49% da população brasileira em abril de 2003 para 51,89% em abril de 2008, ou seja, já é mais da metade da população! Isso é espetacular para quem é idiota ou para quem não vive no Brasil.

O estudo do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) revela que três milhões de pessoas deixaram de ser pobres entre 2002 e 2006 nas seis principais regiões metropolitanas do país, o que corresponde a uma queda de 8,8 pontos percentuais na pobreza. O número de pobres era de 14,3 milhões em 2002, subiu para 15,4 milhões em 2003 e desde então vem caindo, tendo chegado a 11,3 milhões neste ano. Deixaram de ser miseráveis e passaram a ser paupérrimos!!!

De acordo com a FGV, famílias estão deixando a linha da pobreza, não apenas pela ajuda de programas sociais, mas sobretudo por conseguirem trabalho com carteira assinada, como se o trabalho com carteira assinada proporcionasse salário adequado para a pessoa se manter dignamente. É a escravidão legal, com documento oficial, com o aval do governo!

Já o IPEA afirma que só nos primeiros seis meses de
2008, surgiram no Brasil 1,3 milhão de novas vagas e atribui a melhora aos aumentos reais do mínimo e programas sociais. Pelo amor de Deus! 1,3 milhão de vagas destinadas a subempregos, sem exigência de capacitação ou qualificação profissional, com salários de fome! Quando os “aumentos reais” desse salário mínimo influenciaram em alguma coisa para melhorar a vida desse povo que o recebe? Quando que esse salário mínimo representa alguma coisa nesse país, que traga benefícios reais para a população? Esse salário mínimo de R$ 450,00 nada mais é do que o maior representante dessa escravidão legalizada!

A renda familiar média do brasileiro aumentou de R$ 1.568 em abril de 2004 para R$ 1.956, em 2008 - um crescimento de quase 25%. Segundo o DIEESE o salário mínimo para a manutenção digna de uma família seria de R$ 2.072,70. Ora, se o salário familiar médio passou para R$ 1.956,00, continuamos a não atingir o mínimo necessário para uma vida digna! Além do que, se o salário mínimo fosse o sugerido pelo DIEESE, a renda média familiar do brasileiro cresceria consideravelmente, quando aí poderíamos ficar mais otimistas com o crescimento ou o surgimento da “nova classe média”! Quanta falta de senso, quanta cara-de-pau!

Há algum tempo atrás, a classe média era representada pelos profissionais liberais (médicos, professores, advogados, engenheiros, etc.), pequenos e médios empresários, funcionários públicos, dentre outros, que conseguiam manter condições dignas de vida para si e seus familiares. Hoje o que vemos é o empobrecimento dessa classe média. Com o apresentado pelas tais pesquisas, estão querendo “atochar” essa tal de “nova classe média” na população. Isso, a meu ver, é falta de vergonha. Basta lembrar quanto ganha um médico, um professor, um engenheiro hoje em dia. Um recém formado, que investiu muitos recursos para se educar (mesmo se conseguiu cursar ensino público), ganha salário de fome em seu primeiro emprego e continuará a ganhar por muito tempo se quiser continuar trabalhando. Todos estão ganhando salários de fome! O pior é que os profissionais aceitam esse tipo de coisa! Se fosse em qualquer outro país, já teriam parado tudo, à exemplo do que fazia o atual presidente quando líder sindicalista.

Os institutos ainda, estão muito satisfeitos com a “redução da desigualdade”! Os miseráveis estão diminuindo, passando para o nível dos paupérrimos. Enquanto isso a classe dos ricos aumenta, tanto física (maior quantidade de exploradores da população de 362,26 mil passaram para 476,59 mil) quanto economicamente (estão cada vez mais ricos). Essa é a desigualdade que os institutos estão festejando.

Ainda, segundo os institutos, o ponto fraco detectado pelas pesquisas, foi a educação. O país saiu da condição de crise de desemprego para
o apagão de mão-de-obra. Hoje os empresários estão demandando pessoas qualificadas e o Brasil, apesar de ter feito o dever de casa e aumentado a educação, falta aumentar a qualidade na quantidade necessária. Os empresários agora vivem se lamentando com a falta de mão-de-obra especializada! Estou morrendo de penas deles! Sabe porque isso? Mais uma vez pelo acúmulo de riqueza na mão de meia dúzia. Anos e anos de exploração do povo a todo custo, não dando-lhe condições de educação, saúde, capacitação e vida digna. Agora, se quiserem continuar a enriquecer, terão de pagar a conta, os empresários e os políticos ladrões, que só souberam roubar e espoliar o povo nesses anos todos.


O recado dos institutos, diante dessa realidade que expusemos aqui, é no mínimo suspeito: o Brasil está fazendo o dever de casa e as melhoras sociais são sustentáveis. Se continuarmos investindo em educação e bons programas sociais, boas colheitas virão para enfrentar as intempéries. Para o bom entendedor, meias palavras bastam.

Ainda segundo a Fundação Getúlio Vargas, existem no Brasil 36 milhões de pobres. FGV, não são pobres! São miseráveis! Não existe povo digno sem distribuição de renda, sem salários dignos! Com renda, c
om salários dignos, teremos educação, saúde, habitação, bens e serviços. Com exploração não existe desenvolvimento sustentável. Chega de pesquisas fajutas patrocinadas por políticos e empresários inescrupulosos. Até quando teremos que ser dirigidos por bandidos? Até quando bandidos continuarão a fazer as leis que teremos de cumprir? Até quando o povo continuará a votar em bandido? Até quando a roubalheira vai continuar nesse país? Até quando a escravidão continuará a existir? Como disse anteriormente, a exemplo do presidente Lula quando sindicalista, já passou a hora de pararmos o país.

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terça-feira, 5 de agosto de 2008

Meio ambiente - China – Que exemplo de desenvolvimento! Não adianta maquiar


Não dá para entender como ainda existem alguns “especialistas-comentaristas” que apontam a China como exemplo de país em desenvolvimento, exaltando o impressionante “crescimento” do PIB do país em níveis acima dos 10% ao ano! Eles ainda acham o que acontece na China uma das maiores maravilhas da economia mundial. O PIB real da China nunca chegou a esses níveis senhores! O que a China produz economicamente, tem ou terá de gastar para se recuperar ambientalmente! O crescimento da China é feito às custas da destruição criminosa do ambiente natural e a exploração da mão-de-obra em modelo escravagista. Que economia de mercado é essa, reconhecida até pelo magnânimo presidente Lula? Com toda sua cultura milenar, exaltada aos quatro ventos por muitos admiradores, mas, certamente, não observadores, eles ainda não entenderam o conceito de desenvolvimento sustentável.

Muitos acreditam que os problemas ambientais na China se resumem à poluição atmosférica causada pela enorme emissão de gases tóxicos de suas indústrias, documentada pelas reportagens televisivas durante a cobertura das olimpíadas. Aliás, a catástrofe ambiental chinesa só ganhou destaque na imprensa com o problema da poluição atmosférica de Pequim, que pode afetar atletas e turistas du
rante os jogos. Mas a realidade é outra completamente diferente. A realidade é cruel.


Ainda não há consenso de que o país seja o maior emissor de gases-estufa do mundo, à frente dos Estados Unidos, mas sabe-se claramente que a China está entre os primeiros da li
sta, alavancada pelo uso de carvão como fonte de energia. E o problema cresce. Estimativas do IPCC (painel do clima da ONU), indicam que até 2010 as emissões chinesas crescerão até 5%, em relação a 2004. Pesquisas menos animadoras mostram que as emissões na China devem crescer ainda mais. Ao levar em conta todas as províncias e fazer uma análise detalhada, projeta-se um aumento de ao menos 11% na produção chinesa de gases-estufa. A china costuma ser tratada como um só país, mas cada uma das províncias é maior do que muitos países da Europa, tanto em tamanho quanto em população. Nessas proporções, qualquer ação provoca reações com impactos gigantescos (positivos ou negativos).

A verdade é que o problema do crescimento chinês não se resume à poluição atmosférica, com o lançamento sem limites de gases tóxicos por suas chaminés. O avanço da indústria e do comércio também tem ajudado a estabelecer espécies invasoras por todo o país. Aproximadamente 400 plantas e animais exóticos são considerados invasores. Um tipo de lagarta vinda da América do Norte, por exemplo, rapidamente devasta a paisagem urbana de Pequim ao desfolhar mais de 200 espécies de planta. Da mesma forma, sementes de grama não-nativa e outros vegetais importados para deixar a capital mais bonita para as olimpíadas podem ter dado carona a insetos nocivos.

A poluição atmosférica, sem dúvida, ocupa o topo da lista dos problemas ambientais chineses, s
eguida de perto pela falta de água para sua população, a segurança alimentar, a erosão das terras, a poluição dos rios, o destino final de resíduos sólidos, a propagação de espécies invasoras de animais e plantas pelo país e a perda de biodiversidade. Apesar do governo tomar algumas iniciativas para tentar diminuir momentaneamente as emissões atmosféricas (pelo menos durante os jogos olímpicos), o país não se preocupou até o momento em aplicar tecnologias para economia e racionalização de água em toda Pequim nem priorizar uma política para geração de menos lixo – ao invés de construir mais incineradores. O consumo desenfreado cresce cada vez mais nos grandes centros urbanos. Os novos milionários e a nova classe média são simplesmente devastadores, consumindo desesperadamente e produzindo quantidades de lixo cada vez mais catastróficas.

Cerca de 300 cidades na China têm grave carência de água e mais de 70% dos rios chineses estão poluídos, praticamente mortos. A disponibilidade de água por pessoa é somente 1/32 do nível médio internacional.

E alguns animais refletem os problemas ambientais do país. O boto baiji, natural do rio Yangtzé, por exemplo, está praticamente extinto (criticamente ameaçado). Segundo a Sociedade Zoológica de Londres, caso seja confirmada a sua extinção, ele será o primeiro cetáceo a desaparecer como resultado direto da influência do homem: pesca abusiva, navegação excessiva, poluição fluvial e construção de usinas hidrelétricas. Sobrou até p
ara o panda-gigante, símbolo nacional, que perdeu muito de seu habitat (e continua perdendo) e quase sumiu nos anos 1980. Ainda é tido como "em perigo".

Apesar da maioria dos chineses utilizarem a bicicleta como meio de transporte (não sabemos até quando terão capacidade para respirar e pedalar), só 22% têm carro, a frota automotiva cresce exageradamente.

O que vem ocorrendo na China é que o governo realmente não tem interesse em mostrar coisas que assustam os turistas e a opinião pública mundial e por isso, vem tomando medidas para esconder descaradamente suas mazelas. Mas o cobertor é pequeno para tanto descalabro. Além de limitar carros para controlar a poluição durante as olimpíadas, proibiu a venda de carne de cachorro, iguaria tradicional. A fumaça de automóveis, porém, deve sair de cena só durante os jogos. Já os cães, por ironia, podem passar de vítimas a vilões. Estudos mostram que, na última década, os maiores estorvos para turistas foram doenças respiratórias e... mordidas de cachorro. Muitos viajantes precisam de cuidados respiratórios durante a viagem e muitos, após a viagem para a China, têm que se tratar devido a mordidas de animais - de cachorro, algumas de gato e macaco - precisando de vacina anti-rábica. Está difícil de esconder os absurdos chineses. Não existe cobertor suficiente que consiga esconder ainda, o desrespeito aos direitos humanos, à liberdade de expressão, a exploração de mão-de-obra, as populações rurais miseráveis, o abuso de autoridade, a censura à internet, as calúnias aos opositores do regime, etc., etc., etc. Chega de exaltação a esse modelo do absurdo!


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Meio ambiente - O “boom” da construção civil faz o resíduo das obras superar o lixo doméstico nas capitais


Apesar de ser considerado menos nocivo ao ambiente do que o doméstico por ter um potencial de reciclagem maior, o volume de resíduos gerados pela construção civil já supera o de lixo doméstico nas capitais brasileiras. Em Salvador (BA), a quantidade de entulho recolhida em obras e reformas quase chega a 60% do total de lixo da cidade - em Goiânia (GO) e em Porto Alegre (RS) esse índice fica em 55%.

O problema ambiental é agravado pelo fato de o lixo ser depositado em local inadequado. Prefeituras não cumprem resolução de 2002 do Ministério do Meio Ambiente que determinou a criação de aterros específicos para o entulho de obras.


Em Goiânia, a agência ambiental do município já autuou todas as empresas que fazem coletas de restos da construção civil por despejo de materiais em áreas não permitidas. A cada dia são recolhidas na capital de Goi
ás pelo menos 1.300 toneladas geradas por obras e reformas. A agência aponta o "boom" do setor da construção no país como uma das causas do problema. O PIB (Produto Interno Bruto) da construção civil cresceu 21,7% entre 2004 e 2007.

Em Belo Horizonte (MG), o volume de resíduos produzidos por obras também deve ser superior ao do lixo doméstico. O lixo de construção representa 45% do que é coletado pela prefeitura diariamente e não há dados sobre quatro aterros particulares onde materiais também são depositados. Um aterro próprio para entulhos usado pela prefeitura se exauriu e os rejeitos acabam depositados junto ao lixo comum.


Em São Paulo, são recolhidas por dia 4.000 toneladas de lixo de construções pelas concessionárias da prefeitura. Também há na maior cidade do país 28 mil caçambas particulares cadastradas atuando na coleta de entulho.

A maioria dos municípios ainda não tem estrutura na área ambiental para fiscalizar e regulamentar a destinação do entulho. As maiores poluidoras são pequenas empresas que atuam de maneira informal. Em Minas, por exemplo, o Sindicato da Indústria da Construção Civil diz ter criado u
m "banco" onde construtoras podem comprar e vender terra e entulho descartados de obras.

Pelo visto, é urgente a criação de uma política para reutilização desse material (pois tecnologia existe), prevendo a sua reciclagem, processamento, além de sistema de licenciamento de obras prevendo as medidas necessárias para o destino adequado por parte das construtoras. A obra só seria aprovada caso a construtora apresentasse plano que contemplasse o tratamento e reutilização dos resíduos gerados pela construção.


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segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Qualidade de vida - Pobreza e poluição ameaçam a saúde do brasileiro


Relatório com 230 páginas, traça um quadro sombrio dos impactos sobre saúde das iniquidades sociais, da degradação ambiental e do consumo inconsciente. Segundo os especialistas da Comissão Nacional sobre Determinantes Sociais da Saúde, criada pelo presidente da República em 2006, os custos para o contribuinte são incalculáveis, tanto do ponto de vista da necessidade de atendimento quanto do prejuízo econômico gerado por morbidade e mortalidade do trabalhador. Falta de saneamento básico, má distribuição da rede de serviços sanitários, poluição atmosférica nos grandes centros urbanos, alimentação e nutrição, mudanças no comportamento e estilos de vida, crescimento econômico sem distribuição de renda, condições de trabalho, migração, colonização e urbanização são os mais importantes fatores que geram impactos na saúde da população.

A Comissão foi formada por 16 lideranças de diversos setores e liderada pelo Presidente da FIOCRUZ, o sanitarista Paulo Buss. Personalidades externas à área médica, como Moacyr Scliar, Lucélia Santos, Zilda Arns, Dalmo Dallari e Roberto Smeraldi, se juntaram a especialistas como Adib Jaten
e e César Victora.

Um dos exemplos das rápidas mudanças pelas quais o Brasil vem passando - com impactos muitas vezes não considerados nas políticas públicas relevantes - é o da alimentação. Nas últimas décadas, aponta o relatório,houve uma transição nutricional, com a substituição de um padrão baseado no consumo de cereais, feijões, raízes e tubérculos por uma alimentação mais rica em gorduras e açúcares. Essa mudança resultou no aumento de risco de sobrepeso e obesidade, condições que contribuem de forma expressiva para doen
ças crônicas e incapacidades.

O transporte automotivo também está entre os grandes vilões, mesmo sem considerar os acidentes, que recentemente chegaram a matar mais que a violência. Só na cidade de São Paulo, os custos financeiros das doenças respiratórias e cardiovasculares geradas pela poluição atmosférica passam de US$ 1,5 bilhão por ano.

Se muitos fatores analisados estão vinculados à urb
anização, a Amazônia também não está imune nos impactos, principalmente pelas mudanças demográficas e grandes projetos que agravam problemas como o da malária, assim como pelos efeitos das queimadas de pastagem ou de derrubada florestal.

O que mais me espanta, é que para chegar a essas conclusões, obedecendo ao costume desses que estão acostumados a empurrar os problemas com a barriga (principalmente os políticos brasileiros), foi necessário formar uma comissão de especialistas, de ilustres. O Presidente da República, homem vivido e de origem popular (coisa que ele adora ficar lembrando aos que ainda o escutam), parece que esqueceu o básico. Teve que criar tal comissão para lembrá-lo quais as causas das mazelas da população brasileira. Quanta perda de
tempo e dinheiro mais uma vez gastos, à custa da população evidentemente, para chegar às conclusões que todos sempre souberam, até mesmo a pobre população desfavorecida. Para variar, muita discussão, muito estudo, muita reunião, muito blá, blá, blá, e agir que é bom, nada. E o pior de tudo é que ainda existem “especialistas” e “ilustres” que se sujeitam a esse tipo de coisa. Enquanto isso, o povo, sem saúde, educação, renda digna, habitação, transporte, saneamento, fica batendo palma. Até quando vai continuar esse estado de coisas? Pobre Brasil!

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domingo, 3 de agosto de 2008

Crime - Depois de absolvidos, IBAMA reabrirá o caso de fiscais acusados de corrupção


Acusados de montar uma rede de funcionários que não trabalhavam, atuando apenas para ganhar dinheiro livrando de infrações ambientais grandes empresários, supermercados e até pescadores de sardinhas, 28 fiscais do Ibama do Rio foram presos pela Polícia Federal em 2006, sob suspeita de corrupção, mas acabaram absolvidos no início deste ano, numa investigação interna cheia de irregularidades.

Ao saber do desfe
cho do caso, o Ministro do Meio Ambiente Carlos Minc determinou que o processo administrativo disciplinar (PAD) fosse todo refeito.

A operação da PF levou quase dois anos para ser concluída. Os agentes da Delegacia de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente e o Patrimônio Histórico conseguiram reunir tantas provas que o relatório da investigação tem m
ais de 600 páginas. Em 2006, quando a ação foi deflagrada, um quarto do quadro de pessoal do Ibama do Rio acabou atrás das grades.

O processo criminal a que os acusados respondem por formação de quadrilha e corrupção ativa e passiva continua em curso na Justiça Federal de Nova Iguaçu. O que não andou - ou melhor, andou para trás - foi a investigação interna do Ibama para excluí-los do órgão. Depois de dois anos, ninguém foi punido. Pelo contrário: os fiscais continuam recebendo seus salários. Dos 28 acusados inicialmente, 20 teriam retornado ao trabalho.

Na investigação interna, os fiscais receberam apoio de amigos de fora do Ibama, que atuaram como testemunhas. Um coronel da PM, um dos que depuseram, afirmou que os servidores eram pessoas de bem e honestas.
Nenhuma folha do processo criminal com os detalhes da longa investigação da PF foi incluída no processo administrativo, apesar de o seu uso ter sido autorizado - o inquérito está em segredo de Justiça.

Foram tantas as irregularidades encontradas que o Ministério do Meio Ambiente interveio. O problema agora é encontrar um procurador do Ibama disposto a tocar o processo administrativo disciplinar. Ninguém quer aceitar o caso, temendo represálias. Pelo menos dois funcionários do Ibama que ajudaram na investigação da PF foram ameaçados de morte. Até mesmo o delegado Alexandre Saraiva, da PF, que comandou o inquérito, sofreu ameaças indiretas.

É, o negócio é muito sério. Tem muita coisa suja por aí. Deve ter muita gente envolvida e muita coisa em jogo para o caso terminar dessa forma e ter que o ministro intervir para reabrir o processo interno no IBAMA. É muito mais que corporativismo. É máfia. Isso tudo é culpa do sistema que está implantado no país desde as suas origens. O sistema que fomenta a grande organização nacional da corrupção, do crime generalizado. Esse sistema é caracterizado por várias particularidades, das quais podemos destacar: o emprego de gente despreparada em todos os sentidos (profissionalmente, eticamente, de caráter e valores, etc.), principalmente através de nomeações políticas, possibilitando o emprego de pessoal sem qualquer experiência; ausência completa de sistemas de capacitação profissional; desvalorização do profissional (baixos salários, inexistência de planos de carreira, nomeação de chefias inexpressivas e totalmente não confiáveis, etc.); completa falta de estrutura de trabalho (equipamentos, condições de trabalho, instalações, etc.), principalmente dos órgãos de defesa ambiental (todos encontram-se falidos); sistemas de fiscalização que facilitam e fomentam a corrupção; a facilidade de se encontrar corruptores a cada esquina nesse país!

O que a corrupção tem a ver com meio ambiente? A corrupção está intimamente relacionada ao meio ambiente, a partir do momento que proporciona menores investimentos nas áreas de infra-estrutura, habitação, saneamento, saúde e educação. Interfere de forma direta e negativa na qualidade de vida das comunidades. Corrupção é igual a desemprego, marginalidade, violência, desrespeito, salários de fome, escravidão. Pense nisso e aja. Denuncie.

POLÍCIA FEDERAL
DPF LUIZ FERNANDO CORRÊA (Diretor Geral)
Telefone: 3311-8501; 8504
FAX: 3321-9386 SAS Quadra 6, lotes 09/10 -ED.SEDE/DPF
CEP: 70037.900 - Brasilia/DF
P A B X: 311-8000
Telefone do Plantão: 223-2302/311-8450/8452
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