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terça-feira, 7 de abril de 2009

Nuclear - Greenpeace protesta em Angra contra energia nuclear


Com o objetivo de questionar os investimentos do Governo Federal na retomada do programa nuclear brasileiro enquanto o "potencial eólico do país é desprezado", ativistas do Greenpeace colocaram, nesta terça-feira, quatro turbinas eólicas de três metros de altura flutuando, com o auxílio de uma balsa, na frente dos prédios das usinas nucleares de Angra dos Reis, litoral sul do estado. Três militantes exibiam um cartaz defendendo a adoção de energias renováveis e rejeitando o uso da nuclear.

Apesar de se tratar de uma área bastante vigiada, os ativistas mantiveram a embarcação atrás de uma linha de bóias, respeitando os limites. A empresa enviou dois botes com membros de suas equipes de segurança e a Polícia mandou outro barco. No entanto, como não estavam violando nenhuma norma, eles se limitaram a observar os manifestantes. A assessoria de imprensa da empresa informou que recebeu um comunicado do Greenpeace por fax, mas a manifestação já estava em andamento.

Segundo eles, a construção de Angra 3 consumirá mais de R$ 9 bilhões de recursos públicos, além de agravar o problema do lixo radioativo, que continua sem solução em todos os lugares do mundo. Para os ambientalistas, os investimentos em energia nuclear são de alto risco e acabam desviando recursos das fontes renováveis de energia. O protesto foi uma forma de mostrar o contraste entre dois tipos de energia: a nuclear, com sua complexidade e periculosidade, e a renovável, que é simples e respeita o meio ambiente.

Ainda segundo os ativistas, a terceira usina em Angra seria um investimento muito alto em uma fonte energética que já se mostrou cara, insegura e pouco eficaz e um parque de geração eólica com o dobro da capacidade de Angra 3 (1.350 megawatts), pode ser construído em apenas dois anos, com o mesmo valor que será investido na usina nuclear.

Em nota, a ONG informou que o protesto de hoje marcou o final da expedição “Salvar o Planeta. É agora ou agora”, que, desde o mês de janeiro passou por Manaus, Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Rio de Janeiro e Santos. A bordo do navio do Greenpeace, o Arctic Sunrise, os ambientalistas promoveram uma série de eventos públicos para alertar a sociedade sobre a gravidade do aquecimento global. Nas manifestações, a ONG coletou cerca de 30 mil assinaturas para pressionar o Governo Federal a assumir a liderança nas negociações internacionais sobre clima, especialmente na reunião da Organização das Nações Unidas (ONU) marcada para dezembro, em Copenhague (Dinamarca).

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Tecnologia verde - Catavento bola


O catavento em formato de bola Energy Ball é um gerador eólico de pequeno porte fabricado pela empresa sueca Home Energy. Com design elegante, é completamente silencioso. O vento sopra através do rotor ao longo do eixo, ao contrário do sistema convencional. Quando as pás da turbina giram, criam um efeito de rotação em forma esférica. Este fenômeno, conhecido como Venturieffekten, se traduz em maior eficiência aerodinâmica comparada ao conseguido com os convencionais moinhos. Energy Ball é conectado diretamente à rede, bastando inserir o plug padrão em uma tomada elétrica que toda energia produzida pode ser prontamente utilizada.

No Brasil, já existem alguns fabricantes de aerogeradores muito eficientes e, como o Energy Ball, indicado para residências, deveria ser incentivada a instalação em todas as residências no país, a começar pelos novos projetos em licenciamento nas prefeituras municipais. Como geradores eólicos de energia, sistemas de aquecimento e produção de energia solar também deveriam ser itens obrigatórios no licenciamento de obras de novos projetos. As residências, edifícios e estabelecimentos comerciais existentes ou já licenciados, teriam prazo de 5 anos para se adequarem às exigências. Está aí uma sugestão para os próximos prefeitos, vereadores e secretários municipais de obras e de meio ambiente.