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quinta-feira, 9 de abril de 2009

Poluição - Países pobres dizem que ricos exportam sua poluição


Nas últimas décadas, muitas fábricas deixaram nações desenvolvidas em busca de mão de obra mais barata e das exigências ambientais menores para baratear seus custos.

Por conta disso, países como a China, que absorvem essa demanda das empresas, dizem que emitem gases-estufa para produzir bens de consumo para os ricos, e querem agora que aqueles que consomem esses bens, não quem os produz, sejam responsabilizados pela emissão de gases do efeito estufa decorrente do processo.

Elliot Diringer, vice-presidente do Centro Pew de Mudança Climática Global, núcleo de estudos da Virgínia (EUA), afirma que a questão não é tão relevante ou crucial para as negociações.

Já Surya Sethi, integrante da delegação indiana, discorda veementemente da posição de Diringer. Segundo ele, o problema climático não será resolvido se se não resolver-se a questão da produção e do consumo, que ocorre nos países industrializados, pois os níveis de consumo atuais são insustentáveis e, se não caírem, não haverá solução para a questão. Uma saída seria criar novas tecnologias que reduzam emissões. Segundo o delegado indiano, nas economias emergentes, exceto na China, o consumo de combustíveis fósseis, que agrava o efeito estufa, está estagnado ou caindo.

domingo, 22 de março de 2009

Degradação - Ricos ocupam 70% das encostas dos morros cariocas acima da cota 100


Todos costumam dizer que as favelas dominam o cenário das encostas da cidade. Não é o que mostra um estudo inédito apresentado pelo Instituto Pereira Passos (IPP). Os pesquisadores jogam o mito ladeira abaixo e revelam que 69,7% das áreas ocupadas acima dos 100 metros de altitude (cota 100) no município, que totalizam 11,7 milhões de metros quadrados, estão nas mãos das classes média e alta. Apenas 30% são de favelas.

O estudo revela ainda que com relação à população na área estudada, a proporção se inverte: 73,5% são moradores de favelas (137.515 habitantes) e o restante se espalha pelo generoso espaço da ocupação formal. A legislação para construção acima da cota 100 é restritiva, estabelecendo limites como 10% da área ocupada e um máximo de três pavimentos. Mas a fiscalização é falha. Existem mais de 20 favelas acima da cota 100, parcial ou totalmente ilegais. Entre as comunidades com áreas acima dessa altitude estão Vidigal, Rocinha, Complexo do Alemão, Chácara do Céu, Complexo do Borel, Morro do Juramento e Morro do Dendê.

Os moradores das favelas se agrupam num espaço considerado inadequado pela legislação das áreas formais da cidade. Essas comunidades não são passíveis de legalização pelos princípios da cota 100, por isso, onde há intervenção da prefeitura, valem as regras de área de especial interesse social.


Mais uma vez vale refletir: o que causa mais degradação? A pobreza ou a riqueza?