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terça-feira, 16 de junho de 2009

Baía de Sepetiba – Crimes da CSA na mesa


No próximo dia 26 de Junho, haverá uma Audiência Pública na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, onde serão debatidos os crimes e os impactos sócio-ambientais causados pela Thyssen Krupp CSA - Companhia Siderúrgica do Atlântico. A Fapesca-RJ & Confapesca-BR terão assento na mesa de debates. Os pescadores e ambientalistas acusam a CSA por diversos crimes além das ameaças a pescadores que lutam contra a sua presença na Baía de Sepetiba.

Os representantes da empresa, por ocasião da Audiência Pública realizada pela Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da ALERJ em março deste ano, foram lacônicos ao afirmar que tomavam conhecimento naquele momento das denúncias de intimidações e ameaças aos pescadores da Baía de Sepetiba. A CSA é acusada de relação conjunta com milícias da região, impedimento do direito de ir e vir dos pescadores, ilegalidades e falta de transparência no processo de licenciamento ambiental, cooptação de autoridades públicas, destruição ambiental na Baía de Sepetiba com o desmatamento de extensa área de manguezais e violação dos direitos dos trabalhadores. Segundo os pescadores e ambientalistas, para redução dos custos, a empresa contrata chineses e nordestinos sem lhes garantir condições dignas de vida e trabalho. Alguns imigrantes não possuem documentos, nem contratos de trabalho.

Nessa mesma ocasião, o depoimento mais emocionante foi o do pescador Luis Carlos da Silva, que relatou ter sido obrigado a se mudar e parar de trabalhar na região para escapar das perseguições dos seguranças da Companhia Siderúrgica do Atlântico. Anésio Vieira de Souza, pescador há mais de 30 na Baía de Sepetiba e presidente do Conselho Fiscal da Associação de Pescadores APESCARI declarou: “Em 2006, nos reunimos com a empresa para buscar uma solução para todo esse problema. No final das contas, eles não fizeram nada e mandaram a gente procurar a justiça. Aí chegam aqui e ficam querendo enrolar dizendo que não sabem de nada. A fala deles não foi verdadeira”.

A lengalenga continua. Enquanto isso, a empresa as "autoridades" vão empurrando com a barriga e dando risada para as câmeras de TV. O povo fica olhando inerte e pacificamente a destruição descarada e criminosa da Baía de Sepetiba e a extinção do pescador artesanal na região.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Poluição - Países pobres dizem que ricos exportam sua poluição


Nas últimas décadas, muitas fábricas deixaram nações desenvolvidas em busca de mão de obra mais barata e das exigências ambientais menores para baratear seus custos.

Por conta disso, países como a China, que absorvem essa demanda das empresas, dizem que emitem gases-estufa para produzir bens de consumo para os ricos, e querem agora que aqueles que consomem esses bens, não quem os produz, sejam responsabilizados pela emissão de gases do efeito estufa decorrente do processo.

Elliot Diringer, vice-presidente do Centro Pew de Mudança Climática Global, núcleo de estudos da Virgínia (EUA), afirma que a questão não é tão relevante ou crucial para as negociações.

Já Surya Sethi, integrante da delegação indiana, discorda veementemente da posição de Diringer. Segundo ele, o problema climático não será resolvido se se não resolver-se a questão da produção e do consumo, que ocorre nos países industrializados, pois os níveis de consumo atuais são insustentáveis e, se não caírem, não haverá solução para a questão. Uma saída seria criar novas tecnologias que reduzam emissões. Segundo o delegado indiano, nas economias emergentes, exceto na China, o consumo de combustíveis fósseis, que agrava o efeito estufa, está estagnado ou caindo.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Poluição - Carbono do desmatamento colocaria o Brasil entre os maiores poluidores do mundo


As emissões de carbono provenientes do desmatamento são significativas e colocariam o Brasil, caso fossem contabilizadas, na 4ª ou 5ª posição entre os maiories emissores de carbono do Mundo. Por causa disso, segundo especialistas do mercado de carbono, os países industrializados deverão exercer forte pressão para incluir os projetos de conservação florestal no novo acordo que deverá substituir o Protocolo de Kyoto, a partir de 2012, o que prevê que o país deverá sofrer uma pressão muito grande nas próximas negociações.

A nações industrializadas procurarão incluir esse tipo de projeto no protocolo mais preocupadas com a nossa floresta, ainda com grandes áreas preservadas, pois as suas (florestas) quase não existem atualmente.

O governo brasileiro é contra a inclusão dos projetos de conservação florestal no acordo, por uma questão de soberania nacional, por receio de algum tipo de moção anti-desenvolvimentista, conservacionista, imposta ao país.

Nenhum país pode, atualmente, incluir projetos de conservação florestal no Protocolo de Kyoto como projetos de redução de emissões de gases poluentes, o chamado Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL). O protocolo permite apenas duas modalidades de projetos de MDL na área florestal: reflorestamento de áreas degradadas ou aflorestamento, ou seja, o plantio em áreas que nunca tiveram árvores. Conservação florestal, ou desmatamento evitável, não é elegível como projeto de MDL.

Os projetos que não são aceitos pelo Protocolo de Kyoto são aceitos pelo mercado voluntário, que funciona em paralelo ao mercado regulado, e é movido pelas iniciativas de empresas que têm medidas voluntárias de redução de emissão.

O novo tratado climático que substituirá o Protocolo de Kyoto deve ser concluído até dezembro próximo, na reunião da Organização das Nações Unidas, programada para ocorrer em Copenhague, na Dinamarca.

Legislação - STF suspende lei que proibia uso de fogo na colheita da cana


A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Ellen Gracie concedeu liminar suspendendo a decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) que considerou válida a lei municipal de Botucatu (SP), no interior de São Paulo, que proíbe a utilização de fogo na colheita da cana-de-açúcar. A liminar favorece o Sindicato da Indústria de Fabricação do Álcool de São Paulo (Sifaesp) e o Sindicato da Indústria do Açúcar de São Paulo (Siaesp).

As duas entidades ajuizaram uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) no TJ-SP, alegando que a norma municipal viola os artigos da Constituição Federal, uma vez que a sua edição não teria observado a competência estadual para legislar sobre meio ambiente.

O TJ-SP considerou improcedente a ação e os sindicatos entraram com uma ação cautelar no STF para suspender a decisão do tribunal. De acordo com o Supremo, o Sifaesp e o Siaesp pediram urgência no julgamento do caso porque a colheita da cana-de-açúcar tem início em abril, e o prazo para cadastramento de requerimentos para queima terminou no último dia 2.

Em sua decisão, a ministra confirmou a alegação das entidades e disse que conforme consta na Constituição Federal compete à União, aos estados e ao Distrito Federal legislar sobre as questões ambientais. A ministra acolheu ainda o pedido de urgência, tendo em vista o início da colheita e a limitação imposta pela lei.

Está liberado para queimar!!! Enquanto o mundo se preocupa em diminuir a emissão de CO2 para a atmosfera, os usineiros querem continuar queimando. Com fogo, o preço do álcool fica mais competitivo, podem continuar explorando a mão de obra dos bóias frias e tudo fica mais fácil!

terça-feira, 24 de março de 2009

Meio ambiente - Falta de saneamento causa 65% das internações do SUS


Além da hepatite A, da diarreia e da febre tifóide, doenças como cólera, giárdia e salmonelose podem ser transmitidas pela água sem tratamento. As doenças causadas pela falta de saneamento básico são responsáveis por 65% das internações no Sistema Único de Saúde (SUS).

A maioria dessas doenças é causada por micro-organismos eliminados pelo intestino. O corpo, como defesa, expulsa boa parte dos agentes causadores de doenças pelas fezes. Se o esgoto n
ão é recolhido e tratado, volta ao ambiente e contamina outra pessoa, perpetuando o ciclo da doença. A diarreia provocada por saneamento inadequado mata 7 crianças com idades de 1 a 5 anos por dia no Brasil, segundo dados da Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Por ano, são mais de 2,5 mil.

O elo fraco da falta de saneamento é a criança. A ausência de saneamento interfere até na aprendizagem. Problemas relacionados a doenças transmitidas pela água são responsáveis por 34% das faltas de crianças a creches e salas de aula. As crianças sofrem mais, mas o problema não escolhe idade, raça ou condição social. Em Ilhabela por exemplo, refúgio de abastados no litoral norte paulistano, tem somente 3% do esgoto tratado. O camarão e a lagosta, pratos associados a pessoas de alto nível social, são um grande dem
ocratizadores da falta de saneamento do país. Quando pescados numa praia onde há despejo de esgoto in natura, o risco de eles serem o vetor de um vírus ou bactéria é grande.

Riscos como os descritos anteriormente tornam-se mais graves em localidades onde são freqüentes as fossas negras, poços rasos e bicas usadas por moradores para tirarem água para beber. A fossa negra é um buraco, normalmente de 3 a 5 m de profundidade, onde são despejados os dejetos da cozinha e do banheiro. Ela raramente tem algum revestimento, o que faz o material sólido e líquido penetrar diretamente no solo.

Uma saída para regiões distantes da rede coletora é recorrer a fossas sépticas com sumidouro. Nesse sistema, há uma decantação do mate
rial sólido e o líquido é vazado para outro recipiente com fundo vedado e furos laterais. Assim, o líquido é absorvido pelo solo de maneira horizontal, facilitando a filtragem natural.

Procure orientações na Prefeitura de sua cidade sobre o tratamento de esgotos e cobre dos administradores públicos providências para solucionar a falta de saneamento em seu município. Não fique parado. Alerte seus vizinhos. Saneamento é coisa séria.

domingo, 22 de março de 2009

Água - Único rio limpo de São Paulo ameaçado pelo lançamento de esgoto


O distrito de Marsilac, extremo sul do município de São Paulo, com 15 mil moradores, apresenta o pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da capital e nível de mortalidade infantil superior à média do Nordeste.

Como a maioria da população utiliza valas negras para despejar o esgoto, há risco de contaminação por doenças graves, como hepatite, cóler
a e tifo. A falta de saneamento coloca em risco vidas e também o único rio livre de poluição que corta São Paulo, o Rio Capivari.

A região é de extrema importância ambiental, pois além de abrigar o único rio sem poluição que corta Marsilac, abriga vários cursos d’água intactos que nascem na Serra do Mar e abastecem o Sistema Guarapiranga, que fornece cerca de 30% da água consumida em São Paulo.

O drama da população de Marsilac é exemplar para se entender o que acontece com o saneamento básico no Brasil. O Índice de Desempenho Ambiental, levantamento feito pelas Universidades de Yale e Columbia que mede a performance ambiental de 132 países, listou o Brasil em 34º no
ranking, com 82,7 pontos de média. Não muito atrás de países como Dinamarca (84) e Espanha (83,1). Mas no quesito Adequação Sanitária o país faz feio. No levantamento de 2008 teve nota 70,8. Na comparação das Américas, ficou atrás de países como Guatemala, Paraguai, Jamaica e República Dominicana. Mesmo São Paulo, que tem IDH de país europeu, tem seu lado africano.

Hoje, 97% dos municípios brasileiros dispõem de água tratada em 70% das residências ou mais, só que apenas um terço do esgoto é recolhido, e apenas 30% desse esgoto coletado é tratado. Esse é o maior fator de poluição de águas no Brasil.

Nesse cenário, não é apenas o morador pobre, da zona rural ou de comunidades irregulares que sai prejudicado. O número de pessoas morando em cidades no Brasil corresponde a 82,7% da população. Desse total, 56% é atendido pela rede coletora de esgoto. O resto é obrigado a despejar esgoto in natura em córregos, rios ou praias. É o caso dos condomínios da Barra da Tijuca ou do Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro por exemplo. Os imóveis desses bairros, que ostentam construções de alto padrão, não dispõem de rede coletora. O esgoto produzido por eles é jogado na praia ou em fossas sépticas, cujo transbordamento por falta de manutenção traz sérios danos ao ambiente.

Há duas décadas a política no país era afastar o esgoto. Jogava-se no mar, rio abaixo. Hoje, com as cidades crescendo e uma se juntando à outra, a população passa a ver a sujeira e a visão de que saneamento não traz dividendos políticos já não existe. Apesar do cenário mais favorável ao investimento em saneamento, modernizar o setor no país exigirá tempo e dinheiro. Para se ter uma idéia, se começarmos agora, vamos demorar 20 anos e serão necessários R$ 200 bilhões para levar água e esgoto tratado a 100% dos domicílios. Em coleta e tratamento de esgoto, números internacionais mostram que se gasta cerca de R$ 600 por pessoa para montar a infraestrutura. Para tratar e distribuir água potável, o número gira em torno de R$ 200 per capita.

O gasto de R$ 200 bilhões pode parecer alto, mas o custo-benefício é atraente. Cada R$ 1 investido em saneamento, o poder público poupa R$ 8 em gastos na saúde e em alguns casos, a relação pode ser de R$ 1 para R$ 30.

Água – 22 de março, Dia Internacional da Água


Hoje é o Dia Internacional da Água, um recurso essencial para a sobrevivência do planeta, mas que nem sempre é respeitado. Para evitar o desperdício, é preciso ficar de olho no consumo responsável. Uma gota que cai constantemente de uma torneira pode parecer pouco, mas que somam 1.380 litros de água jogados fora por mês. Se ela pinga cerca de 1 vez por segundo significa que no final do dia vamos ter um balde de 45 litros cheio, se multiplicarmos pelo número de dias do ano, teremos 16 tanques de água com capacidade para atender uma família por dia.

De acordo com a declaração Universal dos Direitos editada pela ONU, "a água não deve ser desperdiç
ada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis"...

O alerta é feito com clareza, no entanto, não vem sendo observado ou cumprido pelo ser humano. A realidade é outra. Há anos os recursos hídricos vêm sofrendo, no mundo todo, os efeitos da super exploração, degradação das bacias, poluição, desmatamento e desperdício. Se uma pessoa deixar de comer, ela pode resistir até 40 dias, se deixar de beber água, ela consegue sobreviver apenas 3 dias. Mesmo assim, a população ainda não está consciente de que a água doce no mundo é um recurso finito. Normalmente, as florestas não são relacionadas com a água que chega às casas, e sendo assim, fica mais difícil a preservação. É preciso saber que a floresta desmatada, o rio poluído, a ocupação desordenada do solo prejudicam, e muito, a captação, a qualidade e a quantidade de água nos mananciais, reservatórios e bacias.

A maior consumidora de água potável é a agricultura e as pessoas não têm consciência desse fato. Os consumidores acreditam que o grande vilão do consumo de água e da poluição é a indústria, seguido pelo consumo doméstico. A verdade é que a irrigação consome 70% dos recursos hídricos do país. Para diminuir o problema, as plantações deveriam ser irrigadas com formas mais econômicas, aplicando-se técnicas como o gotejamento, microgotejamento e
microaspersão, ao invés de pivôs centrais, que espalha desperdiçando praticamente 2/3 da água para a atmosfera. Além do desperdício na irrigação, o desmatamento e as queimadas utilizadas para o plantio de novas safras também provocam a escassez da água, comprometendo as nascentes e os rios.

O Brasil é o 10° produtor de água virtual do mundo. Considera-se água virtual toda a água usada para se fabricar um bem. Pode ser uma manga, uma camiseta, um quilo de carne. Estabelecendo-se uma relação, um quilo de pão utiliza 150 litros de água, enquan
to um quilo de batata usa 2.000 litros. Um quilo de carne, considerando desde o nascimento do boi até a entrega ao consumidor final, gasta 10.000 litros de água. Por isso a Europa importa grandes volumes de carne produzida no Brasil, pois se o europeu tiver que produzir a mesma carne em regime de confinamento, ele gastaria 40.000 litros de água.

Outro grave problema é o saneamento básico. Os rios sofrem com o lançamento de esgotos sem tratamento e com os resíduos sólidos despejados em suas águas. Além do lixo doméstico, lâmpadas, medicamentos, inseticidas e pilhas são descartados sem o mínimo controle.

A água que chega nas residências, é captada nos mananciais e transportada para as estações de tratamento. Quanto mais longe estiver o manancial, mais caro chega a água ao consumidor final. E quanto mais poluída estiver a água, mais produtos químicos e tempo são empregados em seu tratamento.

Cada pessoa gasta em média 200 litros água por dia, mas esse consumo pode diminuir se for bem planejado, aplicando-se algumas medidas no nosso dia a dia para se evitar o desperdício, ajudando a diminuir o impacto da ação do homem sobre os recursos hídricos, tais como:

- no banho, feche a torneira para se ensaboar;
- verifique se as válvulas da descarga estão em boas condições de funcionamento;
- usando a máquina de lavar roupas, inicialmente, lave as roupas brancas, depois as escuras, com a mesma água lave o jeans. No enxágue, continue a sequência das roupas brancas para as mais escuras;
- vistorie sempre a possível existência de vazamentos, providneciando imediatamente o conserto;
- ao escovar os dentes, lavar louças ou fazendo a barba, feche a torneira;
- use um balde ao invés de mangueira para lavar o carro;
- cobre dos governos uma política mais ágil para evitar o desperdício e a destruição das nascentes dos rios.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Crime ambiental – Engenheiro é condenado a 30 anos de prisão por mortandade de peixes no RS


O ex-diretor da União dos Trabalhadores em Resíduos Especiais e Saneamento Ambiental (Utresa), o engenheiro Luiz Ruppenthal, 54 anos, foi condenado nessa quinta, dia 12, a 30 anos de prisão pela mortandade de 86,2 toneladas de peixes do Rio dos Sinos, em outubro de 2006. A decisão do juiz Nilton Filomena, da comarca de Estância Velha, é a maior condenação por crime ambiental no Rio Grande do Sul. A Utresa presta serviço terceirizado de tratamento de efluentes das indústrias de couro localizadas na região do Vale dos Sinos.

A sentença determina a Ruppenthal 18 anos de reclusão no regime fechado, no Presídio Estadual de Montenegro, pelos crimes mais graves como a mortandade dos peixes e a poluição do rio. Também mais 12 anos de detenção no regime semi-aberto, no Presídio Estadual de Novo Hamburgo, por crimes como descumprir normas ambientais. Um habeas corpus do Supremo Tribunal Federal (STF) garante que o engenheiro permaneça em liberdade até que todos os recursos sejam julgados.

A promotoria acusa o engenheiro de causar a maior mortandade de peixes da história do Rio Grande do Sul. Ao todo, 20 fatos foram imputados ao réu, sendo um deles a responsabilidade pela mortandade dos peixes e outros 19 fatos acarretam responsabilidade quanto à poluição causada na época em que ele era diretor da Utresa.


Os peixes começaram a morrer em 6 de outubro, mas o desastre somente foi detectado em 10 do mesmo mês. No trecho de 10 quilômetros do rio, entre São Leopoldo e Sapucaia do Sul, a situação era a mais crítica. Milhares de peixes, de pelo menos 10 espécies, morreram ao longo de 15 Km, com destaque jundiás, dourados e grumatãs.

Uma análise preliminar indicou como causa da mortandade o lançamento clandestino de efluentes industriais no Arroio Portão, que drena os municípios de Portão, Estância Velha e parte de Ivoti, e chega ao Sinos no limite de São Leopoldo e Sapucaia do Sul. Com o excesso de carga poluidora, os peixes ficaram sem oxigênio. Na ocasião, uma força-tarefa foi montada por policiais, ambientalistas e voluntários para brecar o deslocamento dos animais e evitar que chegassem à captação de água da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), em Esteio. Duas bóias de retenção foram colocadas no rio formando barreiras de contenção para animais que apodreciam no leito.

No dia 21 de outubro, o MP e a Fepam identificaram pontos de lançamento de efluentes da Utresa no Arroio Portão, a qual não tinha autorização para despejar resíduos. Amostras de sedimentos e água recolhidos em cinco pontos de lançamento apontaram a presença de grande quantidade de alumínio, arsênio, chumbo, cobre, cianeto, cromo, cádmio e cálcio. No ponto de lançamento de efluentes detectado foram encontrados 10,4 mil vezes mais alumínio, 133 vezes mais chumbo e 16.543 vezes mais sulfeto. Para diluir um litro do efluente despejado pela Utresa, seriam necessários 32.538 miligramas de oxigênio, ou seja, seria preciso 108,4 mil litros de água para cada litro do poluente. Ainda segundo os peritos, os locais de lançamento teriam sido lavados com água limpa para mascarar a irregularidade.

terça-feira, 10 de março de 2009

Meio ambiente - O caminho das Índias: That's all falks


Utilizada como exemplo de desenvolvimento numa economia globalizada por conceituados empresários, economistas, demais especialistas e comentaristas econômicos, aí está a Índia que não apare
ce na Globo. Imagine as estrelas Globais mergulhando nas águas do Rio Ganges. Será que tiveram coragem como mostram algumas cenas da novela? Que maravilha! Como é colorida a Índia!

Animal morto boiando nas águas do Ganges

Mortandade de peixes por poluição

Sanitário público

Mictório público

Poluição do ar é uma constante

Taj Mahal coberto pela poluição

Cenário da novela no PROJAC!!!

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Meio ambiente – Mais uma face maquiada que cai por terra


Muitos acharam estranho não inserirmos qualquer matéria sobre o caso da última e criminosa contaminação do Rio Paraíba do Sul em novembro passado, por parte da empresa Servatis. Nós mesmos aqui na redação, ficamos divididos, se publicávamos ou não alguma coisa e, finalmente, optamos por não fazê-lo. Achávamos que seria inútil ficar repetindo o que todos os jornais e blogs estariam publicando, muitos preocupados em divulgar um “furo de reportagem” e/ou mesmo vender notícias, coisa que nunca passou por nossa cabeça, até porque não vivemos disso. Temos este espaço para expor opiniões, divulgar informações técnicas, entreter com educação, enfim, apresentar uma proposta séria, mas ao mesmo tempo leve e real, de forma que todos os que venham a ler o blog, eventualmente ou corriqueiramente, entendam o que está acontecendo ou o que poderá acontecer. Nossa proposta é simples: levar a sério o assunto meio ambiente. Não é nenhuma proposta mirabolante, simplesmente procurar enxergar as coisas de forma prática, real e transparente.

Pois bem, hoje nos deparamos com a notícia de que a empresa causadora da contaminação das águas do Rio Paraíba do Sul com endosulfan (pesticida altamente tóxico, com alto poder residual, que está sendo banido dos maiores mercados mundiais, capaz de provocar danos irreversíveis ao sistema nervoso além de ser potencialmente cancerígeno), a Servatis, com sede em Resende, RJ, possui certificado ISO 14001, comprovado no site da mesma, muito bem elaborado, exaltando aos quatro ventos a sua responsabilidade ambiental. É respeito ao meio ambiente de ponta a ponta no site.

Essa empresa é reincidente e nesse último episódio omitiu informações sobre o vazamento, que causou a mortandade de toneladas de peixes em período de piracema, prejudicando a vida de pessoas que dependem da pesca para sobreviver e que tiveram a atividade proibida por tempo indeterminado, impossibilitou o consumo de peixe em toda a região, provocou a interrupção do abastecimento de estações de tratamento de água de vários municípios, prejudicou as atividades agropecuárias que dependem da água do rio para se desenvolverem, causando baixas na produção rural, tudo isso afetando diretamente a vida de nada mais nada menos, 12 milhões de pessoas.

A onda tóxica contaminou o rio justamente durante o fenômeno da piracema, quando os peixes sobem o rio para desova, afetando drasticamente as 80 espécies de peixes que ali ocorrem, comprometendo a reprodução desses animais na região por três anos. Cem por cento das amostras coletadas de peixes mortos das espécies com valor comercial estavam cheias de ovos. Essas fêmeas desovariam entre o Natal e o Ano Novo. Jamais se viu uma situação tão dramática na região, dizem os especialistas.

Na ocasião, autoridades policiais e de órgãos técnicos responsáveis fizeram uma vistoria na empresa e constataram diversas irregularidades, principalmente em relação ao armazenamento inadequado do produto, representando risco iminente de vazamento para o meio ambiente.

A multa arbitrada pelo órgã
o responsável, de R$ 33 milhões, levou em consideração a precária situação financeira da empresa, a qual, obviamente, recorrerá e não pagará um centavo, como ocorre com 99% das multas emitidas. Mais uma vez a “impunidade verde” prevalecerá. Todos os responsáveis pelos crimes ambientais continuarão soltos.

Não bastasse tudo isso, a empresa faz propaganda enganosa em seu site divulgando ser certificada em ISO 9.000 e ISO 14.000. Mais um caso de “maquiagem verde”. Não é possível que essa empresa tenha conseguido essa certificação nos últimos dias. Certamente já era certificada, já era de conhecimento dos órgãos ambientais tal certificação, já se tinha conhecimento da tal maquiagem. Não é possível, pelos caminhos normais, que uma certificadora em suas auditorias aprovasse as condições inadequadas de armazenamento de um produto altamente tóxico, constatadas pelas autoridades após o acidente. Esse é o retrato da área de meio ambiente no país. Descaso, incompetência e despreparo das autoridades, negligência e também despreparo, omissão, conivência de certificadoras e a irresponsabilidade costumeira do empresariado, hereditária desde os primórdios desse país, tendo como lema o lucro acima de tudo, não importa como. Se der para enganar, vamos enganar, vamos tripudiar que não acontece nada mesmo. Esse é o pensamento. É o caos total. Funcionários públicos que garantem posição social com seus carguinhos nas infindáveis instituições desse país, diretor disso, presidente daquilo, chefe, encarregado, garantindo seus míseros salários pagos pela população sem fazer o que deveriam fazer, fingindo que trabalham; políticos eleitos e sustentados pelo povo na mesma situação, presidentes, governadores, prefeitos, que fingem que remuneram seus funcionários e também garantem os seus e as suas mordomias, tudo mantido pelo povo; empresários descompromissados com o social, visando somente o lucro, fingindo que pagam e explorando ao máximo seus empregados, dilapidando os recursos naturais do país, sonegando e corrompendo; e o povo que também finge que trabalha, sonega, omite-se, convive com a impunidade, corrompe, corrompe-se, além de ser explorado e enganado por todos eles. Se cada um desses agentes tivesse o mínimo de comprometimento social, ético, humanista, essas coisas não aconteceriam. A “maquiagem verde” anda junto com a “impunidade verde”.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Crime ambiental - PROCURA-SE

O governo americano apresentou um novo tipo de lista de mais procurados. São os fugitivos ambientais, acusados de atacar a natureza, por contrabandear produtos químicos que corroem a camada de ozônio, jogar lixo tóxico nos rios e nos mares, comercializar em carros poluentes, dentre outras peripécias.

Na lista de inimigos públicos do FBI, a Agência de Proteção Ambiental (EPA) foca crimes ambientais e apresenta uma lista de 23 fugitivos, contendo fotos e uma descrição das acusações feitas. Segundo o FBI, as pessoas listadas representam "o universo descarado das pessoas que estão fugindo da lei". Muitos estão sob risco de anos de prisão, e algumas das acusações podem resultar em centenas de milhares de dólares em multas.


Um deles é John Karayannides, acusado de orquestrar o despejo de 487 toneladas de trigo contaminado com óleo diesel no mar do Sul da China, em 1998. Acredita-se que ele tenha fugido para a Grécia. Também em fuga está a dupla de pai e filho Carlos Giordano e Allesandro Giordano, presa em 2003 por dirigir uma importadora de veículos que trazia para os EUA carros fora do limite de poluição do país. Acredita-se que estejam na Itália.

Já imaginaram o tamanho da lista da Polícia Federal se fosse aqui no Brasil? Quantos presídios a mais teriam que ser construídos?

sábado, 15 de novembro de 2008

Meio Ambiente – A nuvem que mata


Algumas das piores previsões sobre os efeitos da poluição se concretizaram na Ásia sob a forma de uma nuvem gigante. Ela é marrom e se estende da Península Arábica à costa do Pacífico e tem cerca de três quilômetros de espessura. Um relatório das Nações Unidas apresentado na quinta-feira alertou que a nuvem mudou o clima local, causa perdas à agricultura e escurece o céu de muitas cidades. Pequim, Bangcoc, Cairo, Nova Délhi, Seul e Teerã são considerados pontos críticos. Estima-se que 340 mil pessoas morrem prematuramente a cada ano somente na Índia e China devido a doenças respiratórias, cardiovasculares e cânceres associados à péssima qualidade do ar.

A nuvem é um coquetel de fuligem, substâncias químicas tóxicas, ozônio e outros gases expelidos por indústrias, usinas a carvão, um número crescente de veículos e na queima de florestas e campos agrícolas. O uso intensivo de fornos à lenha em muitos países asiáticos também contribui para a formação da nuvem.

Paradoxalmente, a nuvem tem enfraquecido os efeitos do aquecimento global na região. Ela contém partículas que refletem os raios solares, diminuindo a capacidade da superfície em reter calor. Se a nuvem se dispersar, a temperatura global poderia subir 2º C.

E eles querem continuar fazendo a economia crescer a cada ano, e preocupados com a possível recessão, agora estão estimulando o consumo. Será que ainda não conseguiram perceber que o crescimento nesses moldes é planetariamente impossível?

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Meio ambiente - Poluição mata mais que Aids e trânsito juntos


A poluição já mata mais do que a Aids e o trânsito juntos na cidade de São Paulo. Uma única medida, a redução da liberação de enxofre pelo óleo diesel usado pelos veículos, pode evitar 150 mortes por ano - pouco menos que o número total de vítimas de Aids na cidade de São Paulo, que chegaram a 232 em 2007, por exemplo.

As doenças provocadas pela poluição, que vão de problemas respiratórios a enfartos, causam cerca de 9 mortes por dia na capital paulista. Por ano, são cerca de 3,5 mil óbitos. Na capital, o trânsito causou em todo o ano de 2007, 1.352 mortes de acordo com dados da secretaria municipal de Saúde. Somados, no ano passado, a Aids e o trânsito mataram 1.624 pessoas na cidade.

A região metropolitana de São Paulo gasta por ano US$ 1,5 bilhão para tratar as doenças causadas pela poluição do ar. Os gastos levam em conta custos de internação e tratamento por doenças causadas ou agravadas pela poluição e também a redução de cerca de um ano e meio da expectativa de vida da população economicamente ativa.

A poluição que mais preocupa na capital paulista é a produzida pela frota de mais de 6 milhões de veículos. O Parque do Ibirapuera, por exemplo, um dos poucos lugares destinados ao lazer, é campeão na concentração de ozônio, que faz mal à saúde e ocorre em dias de sol e pouco vento. O ozônio é responsável por problemas respiratórios e ainda por degradar tecidos e danificar plantas. Como outros poluentes, ele se forma a partir de gases liberados pelo escapamento dos carros.

Os veículos a diesel, que representam apenas 10% da frota nacional, são responsáveis por 62% das emissões de material particulado. Boa parte de toda essa sujeira circula pela cidade, já que caminhões pesados de todo o país cruzam São Paulo pelas Marginais Pinheiros e Tietê para chegar ao Porto de Santos ou alcançar rodovias. A cidade ainda não dispõe do Rodoanel completo - anel viário que interligará as estradas e evitará que veículos de carga transitem dentro da cidade. Os veículos a diesel, por estarem sempre em circulação, consomem 50% do total de combustíveis vendidos no país.

O material particulado é um dos mais prejudiciais para a saúde, já que acaba depositado nos alvéolos, a parte do pulmão responsável pelas trocas gasosas, provocando inflamações e outros distúrbios.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Meio ambiente - Barco ecológico na limpeza da Baía de Guanabara


O barco ecológico Límpia, o primeiro do Brasil movido a gás natural, que tem como objetivo de remover lixo dos rios que desembocam na Baía de Guanabara, foi apresentado ontem na sede da APA Guapimirim do Ibama.

Inicialmente, o Límpia vai operar naquela APA, evitando que os resíduos sólidos dos rios da região cheguem às águas da baía. Atualmente, cerca de 10 mil toneladas de lixo sólido flutuam no espelho d'água da Baía de Guanabara. Com capacidade de recolher até cinco toneladas de lixo por dia, o Límpia começa a operar no próximo dia 15.

O barco tem autonomia para 180 milhas náuticas, o que corresponde a duas viagens ao redor da Baía de Guanabara. O baixo calado permite intervenção em áreas extremamente assoreadas. Os resíduos sólidos são recolhidos por uma esteira frontal e armazenados em dois contêineres. Por ter recolhimento automático, a tripulação não entra em contato com o lixo, evitando contaminação. O barco possui, ainda, um guindaste com capacidade para meia tonelada e canhão d'água de alta pressão.

O excesso de lixo nas águas da baía é o principal responsável pelas panes nos motores das embarcações, que acabam provocando atrasos e transtornos no transporte de passageiros na baía.

A secretária estadual do Ambiente, Marilene Ramos, esclareceu,durante a apresentação do barco ecológico, que está negociando, junto à Caixa Econômica Federal (CEF), aporte de R$ 300 milhões para serem investidos no Programa de Despoluição da Baía de Guanabara. A medida, segundo ela, faz parte do pacto de saneamento do estado.

Mais dinheiro para despoluir. Onde está aquela montanha de dinheiro do PDBG? Como estão as obras? É muito dinheiro, muito tempo empregado, para tão pouco resultado.
Onde estão os resultados?

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Meio ambiente – A televisão anti-ecológica


É inacreditável como a televisão brasileira contribui cada vez mais para agredir o dia-a-dia do telespectador. O maior meio de comunicação de massa, a cada dia que passa, vem contribuindo para o aumento da poluição visual, sonora e com a mais nova categoria de poluição, a cultural. Em se falando de poluição sonora e visual, as programações das emissoras de TV aberta deveriam passar pelo licenciamento de órgãos ambientais para entrarem nos lares dos brasileiros, a exemplo de outros projetos que, para serem instalados e entrarem em operação, têm de previamente apresentar os Estudos de Impacto Ambiental com medidas mitigadoras e compensatórias para serem analisados, em contrapartida de possíveis danos ao meio ambiente que possam causar. Por exemplo: para cada hora de poluição gerada, a emissora compensaria com uma hora de programas com qualidade. Um dos principais agentes de poluição são os próprios artistas e apresentadores contratados por essas emissoras. Cada dia que passa está ficando insuportável assistir televisão no Brasil. O que seria um excelente meio de divulgação da informação, educação, cultura e lazer, está se tornando um verdadeiro tormento.

É um festival de imposições, direcionamentos, gritaria, bajulação e asneiras que não cabem mais nas telas, ainda mais se o telespectador tiver o mínimo de discernimento. São artistas, apresentadores e programações verdadeiramente insuportáveis e anti-ecológicas. E ainda tem aqueles que dizem: “não gostou? Você é livre para mudar de canal”! Infelizmente não dá mais para mudar de canal. Se você não quiser se irritar, é melhor desligar o aparelho como eu e muitos fizeram várias vezes durante as olimpíadas. A quantidade de “malas” que as emissoras tentam impor ao espectador como estrelas é impressionante. São verdadeiros poluidores. Com eles, a televisão vem se tornando um dos maiores agressores do meio ambiente no dia-a-dia do cidadão. Transmissões esportivas ninguém vê mais lá em casa. Ninguém agüenta tanta baboseira e gritaria! Os caras são tão chatos que são continuamente satirizados pelos próprios colegas humoristas, e mesmo assim eles não se tocam. Continuam fazendo a mesma coisa o tempo todo!

É um festival de donos da verdade, de especialistas, de craques, de maravilhas, de expertises, falando tanta besteira e gritando, exaltando isso ou aquilo, que tira qualquer um do sério. Além de falarem o que bem entendem, atuam como verdadeiros atores, fazendo caras de indignação, de nojo, julgando tudo e todos, e como diz um personagem humorístico dessa mesma televisão, “se achando”. E é verdade! Os caras se acham! Sem contar aqueles que rasgam seda o tempo todo, apresentado um exemplo de casal, de glorioso artista, de espetacular ser humano, exemplo de caráter, e um tempo depois aparecem as notícias contrariando tudo o que foi dito, muitos tornando-se até caso de polícia. A maioria não é exemplo para ninguém nem para nada, e nem é para ser.

O que mais espanta é que essas emissoras se apresentam altamente preocupadas com o meio ambiente, fazendo campanhas, comerciais e divulgando ações, na sua maioria de auto-promoção de seus diretores e patrocinadores, e na verdade estão se tornando um dos maiores agressores ambientais do país. Sim, porque conseguem poluir diretamente os lares dos brasileiros. Se você deixar ligado o aparelho de televisão, você receberá em domicílio uma carga diária de poluição como nenhum outro veículo degradador é capaz de fazê-lo.

E assim, apresentamos os maiores poluidores da TV brasileira a partir de uma enquete interna aqui na redação do blog e de alguns e.mails recebidos de nossos poucos leitores. Para elegê-los, foram levados em consideração vários parâmetros que contribuem para a o grau de poluição produzida. São eles: quantidade de asneiras que falam; volume de suas potentes vozes; julgamentos que emitem sem qualquer cerimônia; caras e bocas quando interpretam a notícia ou comentário; conjunto visual da obra; qualidade da programação que apresentam; qualidade dos convidados que recebem; qualidade das músicas que compõem e/ou cantam; índice de exposição. Aí vão os dez primeiros colocados nessa prévia enquete:

1º Galvão Bueno (eleito disparado o maior poluidor sonoro)
2º José Luiz Datena (eleito o maior falastrão e dono da verdade)
3º Faustão
4º Márcia Goldschmidt
5º Sônia Abrão
6º Cleber Machado
7º Tadeu Schmidt
8º Willian Bonner e Fátima Bernardes (o casal que faz carinha para tudo)
9º Jô Soares
10º Cláudia Leite e Ivete Sangalo (único caso de empate)

OBS.: o quarto e quinto lugares estão quase que empatados.

Também foram lembrados: Cláudia Raia; Joelma; Gilberto Barros; Luciana Liviero; Alexandre Garcia; Luciano Huck; Repórter Vesgo; Gugu; Ratinho; Xuxa; Hebe; Luciana Gimenes; Miriam Leitão; Nelson Rubens; Irislene Stefanelli.

Participe. Envie-nos por e.mail (verdefato@gmail.com) o seu voto para o ranking dos maiores malas da TV anti-ecológica brasileira.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Meio ambiente - Baía de Guanabara recebe 80 toneladas de lixo flutuante por dia


É inacreditável, nos dias de hoje, com tanta informação chegando com facilidade ao ser humano, independentemente do seu nível sócio-econômico, a falta de respeito com o meio ambiente, em especial com a Baía de Guanabara, um dos cartões postais da cidade do Rio de Janeiro. O retrato da situação é manchete de O Globo hoje.

Os barcos de coleta e ecobarreiras não dão con
ta do lixo flutuante da baía. Trabalhando a todo vapor, conseguem tirar da água cerca de sete toneladas de resíduos por dia. Mas, diante da imensidão de plásticos, garrafas PET, sofás, pedaços de madeira, geladeiras velhas, tubos de imagem de TV e até cadáveres boiando, as iniciativas da Secretaria Estadual do Ambiente se comparam a pano que enxuga gelo. O volume médio de lixo flutuante expelido pelos rios que desembocam na baía é de 80 toneladas por dia. O volume de resíduos varia de dez toneladas por dia, em dias mais estáveis, a até 200 toneladas por dia, em condições extremas de chuva e maré.

Segundo o geógrafo Elmo Amador, a Serla (Superintendência Estadual de Rios e Lagoas) faz um trabalho importante, mas com eficiência muito baixa. O estado precisa ir além das ações isoladas para resolver o problema. Precisa dispor de um plano que contemple um sistema de coleta de lixo mais efetivo nas comunidades existentes às margens das bacias, rastrear os resíduos que chegam à baía, para, aí sim, dimensionar a necessidade de barcos e ecobarreiras, além de outros instrumentos de combate.

O geógrafo também faz um alerta sobre os resíduos que já afundaram e cobrem o fundo da baía. Segundo ele, são pelo menos 20 Km2 de fundo completamente perdido, revestido com plástico e outros materiais, a ponto de não existir mais peixe, nada. A retirada desse lixo é ainda mais delicada que a do que flutua e requer mais tecnologia.

O lixo que flutua sem rumo pela Baía de Guanabara não causa apenas danos ambientais. A navegação de barcos de transporte de passageiros e esportivos também é constantemente afetada pelos resíduos sólidos. As embarcações da Barcas S/A, que transportam passageiros e fazem c
inco rotas dentro da baía, vão para o estaleiro pelo menos uma vez por mês devido às avarias causadas pelo choque com madeira, sofás e outros lixos de grande porte.

Pois é, como falamos no início, não é por falta de informação. A maioria da população assiste televisão e ouve rádio. O tema meio ambiente, principalmente a questão do lixo, é abordado constantemente nos meios de comunicação. Sem contar a internet, que chega a um número cada vez maior a moradores de áreas carentes. Pelo que vemos é falta de vontade da população de fazer o que tem de ser feito: a seleção domiciliar do lixo, cobrar das
autoridades a coleta do lixo pré-selecionado, além de reivindicar melhorias em suas comunidades e acesso a moradias dignas. E, do lado das autoridades, a falta de vontade de virar esse jogo. Parece que o pensamento desses políticos é que se conseguirem acabar com os problemas da população, provavelmente não terão o que fazer, vão perder os seus votinhos de cabresto, suas mordomias, suas falcatruas, etc. Para eles, certamente, é interessante manter os problemas vivos e ir empurrando com a barriga. E ainda cabe a velha pergunta: onde está todo aquele monte de dinheiro que deveria ter sido empregado na despoluição da Baía de Guanabara?

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Qualidade de vida - Pobreza e poluição ameaçam a saúde do brasileiro


Relatório com 230 páginas, traça um quadro sombrio dos impactos sobre saúde das iniquidades sociais, da degradação ambiental e do consumo inconsciente. Segundo os especialistas da Comissão Nacional sobre Determinantes Sociais da Saúde, criada pelo presidente da República em 2006, os custos para o contribuinte são incalculáveis, tanto do ponto de vista da necessidade de atendimento quanto do prejuízo econômico gerado por morbidade e mortalidade do trabalhador. Falta de saneamento básico, má distribuição da rede de serviços sanitários, poluição atmosférica nos grandes centros urbanos, alimentação e nutrição, mudanças no comportamento e estilos de vida, crescimento econômico sem distribuição de renda, condições de trabalho, migração, colonização e urbanização são os mais importantes fatores que geram impactos na saúde da população.

A Comissão foi formada por 16 lideranças de diversos setores e liderada pelo Presidente da FIOCRUZ, o sanitarista Paulo Buss. Personalidades externas à área médica, como Moacyr Scliar, Lucélia Santos, Zilda Arns, Dalmo Dallari e Roberto Smeraldi, se juntaram a especialistas como Adib Jaten
e e César Victora.

Um dos exemplos das rápidas mudanças pelas quais o Brasil vem passando - com impactos muitas vezes não considerados nas políticas públicas relevantes - é o da alimentação. Nas últimas décadas, aponta o relatório,houve uma transição nutricional, com a substituição de um padrão baseado no consumo de cereais, feijões, raízes e tubérculos por uma alimentação mais rica em gorduras e açúcares. Essa mudança resultou no aumento de risco de sobrepeso e obesidade, condições que contribuem de forma expressiva para doen
ças crônicas e incapacidades.

O transporte automotivo também está entre os grandes vilões, mesmo sem considerar os acidentes, que recentemente chegaram a matar mais que a violência. Só na cidade de São Paulo, os custos financeiros das doenças respiratórias e cardiovasculares geradas pela poluição atmosférica passam de US$ 1,5 bilhão por ano.

Se muitos fatores analisados estão vinculados à urb
anização, a Amazônia também não está imune nos impactos, principalmente pelas mudanças demográficas e grandes projetos que agravam problemas como o da malária, assim como pelos efeitos das queimadas de pastagem ou de derrubada florestal.

O que mais me espanta, é que para chegar a essas conclusões, obedecendo ao costume desses que estão acostumados a empurrar os problemas com a barriga (principalmente os políticos brasileiros), foi necessário formar uma comissão de especialistas, de ilustres. O Presidente da República, homem vivido e de origem popular (coisa que ele adora ficar lembrando aos que ainda o escutam), parece que esqueceu o básico. Teve que criar tal comissão para lembrá-lo quais as causas das mazelas da população brasileira. Quanta perda de
tempo e dinheiro mais uma vez gastos, à custa da população evidentemente, para chegar às conclusões que todos sempre souberam, até mesmo a pobre população desfavorecida. Para variar, muita discussão, muito estudo, muita reunião, muito blá, blá, blá, e agir que é bom, nada. E o pior de tudo é que ainda existem “especialistas” e “ilustres” que se sujeitam a esse tipo de coisa. Enquanto isso, o povo, sem saúde, educação, renda digna, habitação, transporte, saneamento, fica batendo palma. Até quando vai continuar esse estado de coisas? Pobre Brasil!

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quarta-feira, 23 de julho de 2008

Meio ambiente - Queimar lixo, além de crime, é falta de vergonha



É inacreditável o que ainda ocorre nas cidades brasileiras com relação ao lixo. Não bastasse a falta de saneamento em muitos centros urbanos do país, muitos insistem em continuar contribuindo para o aumento da poluição através da queima de "lixo". Apesar de toda a informação hoje disponível pela televisão, por todos os meios de comunicação e pela internet, apesar do tema meio ambiente ser corriqueiro no dia-a-dia do urbanóide, alguns insistem em continuar destruindo o meio ambiente e contribuindo para piorar a qualidade de vida nas cidades. Como vemos, não é por falta de informação. Fica claro que é por falta de cidadania. É por falta de respeito ao próximo. Usando um termo mais chulo, por falta de vergonha na cara. Esses preferem passar a vida sem dar pelota para as pessoas que vivem ao seu redor. É o mesmo tipo de sujeito que joga lixo na praia, nas ruas, fuma em locais fechados, desrespeitam o trânsito e os pedestres, dirigem embreagados, corrompem e são corrompíveis, etc. Preferem se divertir vendo novelas, programas sem qualquer conteúdo, encher a cara em botecos, discutir os "problemas" do futebol, dar muito valor às popozudas, adoram adotar a lei do mínimo esforço. Vieram à vida para se divertir e o resto que se dane. Só pode ser isso. Vieram para não deixar nada e sim para usufruir sem se preocupar com o resultado de suas ações.


Pois bem, para esses que pouco se lixam para o próximo, que continuam a ignorar o problema e insistem no hábito de eliminar “lixo” ou se livrar de folhas de árvores no quintal de casa, rua ou terreno baldio através de queimadas, alertamos que queimar “lixo” nas cidades é crime ambiental, podendo render ao infrator multa de R$ 500 a R$ 50 milhões. O que diz a Lei de Crimes Ambientais (9.605 de 13 de fevereiro de 1998) em seu artigo 54: causar poluição de qualquer natureza em níveis tais que resultem ou possam resultar em danos à saúde humana… Causar poluição atmosférica que provoque a retirada, ainda que momentânea, dos habitantes das áreas afetadas, ou que cause danos diretos à saúde da população: pena de reclusão, de um a cinco anos.

Além de ser um ato totalmente desnecessário (levando em consideração que na maioria das cidades existe a coleta de lixo domiciliar), representa risco ambiental e à saúde. Esse tipo de atitude também é previsto nos Códigos de Posturas da maioria dos municípios brasileiros. Como a maioria da população não sabe nem o que é Código de Posturas, haja visto as barbaridades que vêm ocorrendo nas áreas urbanas do país, nas barbas das “autoridades”, não dá para esperar muita coisa.


Aqui no Rio de Janeiro, um dos maiores centros urbanos do país, a cena é corriqueira. A quantidade de boçais que pratica tal ato é enorme. Isso fica comprovado com o número de ligações recebidas pelo Corpo de Bombeiros, denunciando pessoas cometendo esse tipo de infração. Não é raro ver tropas do Corpo de Bombeiros apagando incêndios em terrenos baldios, em benfeitorias atingidas por tal imbecilidade, dentre outras conseqüências com a mesma origem.

Queimam de tudo, de folhas secas até borracha. Tem dias que só saindo de casa para bem longe do centro urbano para poder respirar. A fumaça produzida pela queima de resíduos invade residências, hospitais, estabelecimentos comerciais, deixando o ar irrespirável e provocando a ira de alguns moradores, principalmente donas de casa. É normal todo o serviço de lavagem de roupas ir literalmente por água a baixo, pois ao acabar de colocar a roupa no varal é preciso correr para retirar as peças, antes que fiquem tomadas pela fumaça. Essa fumaça, formada por gás carbônico e outros gases tóxicos, contribui para o aumento do efeito estufa, além de trazer problemas para a saúde humana, como alergias, câncer, doenças respiratórias e dermatológicas. No inverno, época mais seca do ano, esses problemas se agravam.


Vale lembrar a esses inconsequentes, que lixo não é lixo, que folha seca não é lixo. A grande maioria dos resíduos produzidos pelo ser humano é totalmente reciclável, não precisando ser queimada. As folhas secas podem ser amontoadas e, num processo de compostagem, originar um excelente adubo para fertilização de jardins, hortas domésticas e escolares, pomares e arborização urbana. Em suma: todo "lixo" produzido pode ser reutilizado, reaproveitado.

Tem gente que ainda diz que isso é um problema cultural! Que cultura de quem diz e de quem pratica!

Contribuindo para esse estado de coisas, temos a incompetência das autoridades que, coniventes e/ou despreparadas, continuam a permitir tais atrocidades, não tomando qualquer providência para acabar com o problema. Preferem ficar em seus gabinetes, pois devem achar que os que promovem a queima de resíduos contribuem diretamente para aumentar a vida útil de seus lixões e diminuir o serviço de coleta urbana. Só pode ser isso o que eles pensam! Se é que pensam (a grande maioria é despreparada para pensar). Até hoje, mesmo depois de várias denúncias aos órgãos municipais de fiscalização, não vimos qualquer providência (autuação, multa, etc.) por parte do Poder Público para coibir tal ação aqui no Rio de Janeiro. Principalmente nesses últimos tempos em que a cidade está largada às traças. Aliás, ainda existe prefeito nessa cidade?

Resumindo: queimar lixo, além de crime, é falta de vergonha de quem queima e das autoridades.

Denuncie os casos de queima de lixo. Não desista. Talvez eles se conscientizem e as autoridades responsáveis (se é que existem) comecem a tomar providências.