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segunda-feira, 20 de abril de 2009

Ecoarte – Imagens de belezas da Terra feitas do espaço são expostas ao público


A exposição “Vista excepcional - O Espaço observa nosso patrimônio mundial”, organizada pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) está sendo apresentada em Paris. Ela conta com 30 fotos em grande formato (2 m x 1 m) tiradas por satélites que mostram belezas culturais e naturais do planeta Terra.

As imagens foram feitas pelo Centro Aeroespacial da Alemanha a uma altura de 700 km acima da superfície da Terra. Entre os sítios culturais fotografados, estão as pirâmides de Gizé, no Egito, a antiga cidade de Dubrovnik, na Croácia, Jerusalém e seus muros, além da cidade de Teotihuacan, no México, e Machu Picchu no Peru.

A exposição apresenta várias áreas naturais conhecidas por sua extrema beleza, como o Parque Nacional de Vulcões no Havaí, onde estão dois dos vulcões mais ativos do mundo, o Mauna Loa e o Kilauea, o Parque Nacional do Quênia e o de Kilimanjaro, na Tanzânia, ou ainda a região da Lapônia, no Círculo Polar Ártico, e fiordes da Groenlândia. A área do Parque Nacional do Jaú, na Amazônia Central, no interior do Estado do Amazonas, uma das regiões mais ricas em biodiversidade do mundo, também não foi esquecida.

Parque Nacional de Vulcões, no Havaí,
onde estão dois dos vulcões mais ativos do mundo


Todos os locais fotografados fazem parte da lista do patrimônio mundial da Unesco. Segundo a organização, com sede em Paris, o objetivo da exposição é mostrar a importância da utilização da tecnologia espacial de ponta na observação e proteção do patrimônio mundial da humanidade. Essa tecnologia, conhecida por "teledetecção" (remote sensing, em inglês), é empregada para observar a Terra a partir do espaço, permitindo coletar dados com grande precisão e observar o que ocorre nos sítios protegidos pelo patrimônio mundial da Unesco. O uso das tecnologias espaciais também permite antecipar ameaças às áreas protegidas como fenômenos naturais ou decorrentes da atividade humana (como urbanização crescente e exploração agrícola).

O Centro Aeroespacial Alemão colocou sua tecnologia à disposição de países emergentes para ajudá-los a proteger seu patrimônio histórico e natural. A Unesco utiliza atualmente o satélite por radar alemão TerraSAR-X, que usa tecnologia alemã de ponta para a captação das imagens geo-espaciais. As fotos estarão expostas na sede da Unesco, em Paris, até o dia 7 de maio.

Biodiversidade - Mais da metade das espécies de anfíbios estão ameaçadas


Segundo dados de especialistas presentes à inauguração do Centro de Conservação de Anfíbios de El Valle, no Panamá, em Valle de Antón (a 150 km a sudoeste da capital panamenha), entre 60 e 75% das rãs, sapos, salamandras e cecílias (um anfíbio sem extremidades, parecido com uma serpente) registrados no planeta estão ameaçados de desaparecer a face da Terra, o que seria a maior extinção desde o desaparecimento dos dinossauros. O centro é uma área de exposição e estudo para proteger algumas das mais singulares espécies de anfíbios do mundo, como a rã dourada do Panamá (Atelopus zeteki), a rã-de-chifre do Equador (Gastrotheca cornuta), a rã mascarada (Smilisca phaeota), o sapo coral e o sapo trepador (Bufo coniferus), entre outras 60 espécies.

Kevin Zippel, diretor do programa Arca dos Anfíbios da União Internacional para a Conservação da Natureza, recordou que desde 1980 foram extintas 122 espécies de anfíbios, contra 5 espécies de aves e nenhuma de mamíferos.

Rã dourada do Panamá (Atelopus zeteki)

Rã de chifre do Equador (Gastrotheca cornuta)

Segundo os cientistas, o maior número dos anfíbios fica nos trópicos, particularmente na América Latina, onde vivem 60% das espécies existentes no mundo. Das espécies de anfíbios em risco de extinção, 75% estão presentes na América Latina. Esses animais estão sendo ameaçados pela poluição, mudança climática e o aparecimento de um fungo que infecta as células de suas peles. Nos últimos 35 anos, a diminuição das precipitações e o aumento da temperatura estão atingindo de forma negativa os anfíbios. O principal problema ocasionado por essas modificações é a perda do habitat.

Rã mascarada (Smilisca phaeota)

Sapo trepador (Bufo coniferus)

Segundo Edgardo Griffth, cientista associado ao departamento de conservação do Zoológico de Houston (EUA), por suas características, os anfíbios são indicadores da qualidade do habitat e se eles estão desaparecendo significa que o ser humano está fazendo coisas terrivelmente maléficas.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Crime ambiental – Clube de pássaros interditado em Rio das Ostras


O IBAMA e a Polícia Federal interditaram nesse domingo um clube de pássaros em Rio das Ostras, na Região dos Lagos. O clube foi cercado pela Polícia e pelo IBAMA durante uma competição de canto e exposição de pássaros.

Quase 100 pássaros das espécies coleiro e trinca ferro foram apreendidas, por não terem o registro no IBAMA ou porque os proprietários não estavam com esse documento na hora da fiscalização. Foram autuadas 60 pessoas. Os donos foram multados em R$ 500 por pássaro e também foram autuados por crime ambiental, podendo pegar até 2 anos de prisão.


Alguns proprietários fugiram, abandonando 28 pássaros e gaiolas no clube que, nesse caso, através de seu presidente, Perciliano de Oliveira, passa a assumir a responsabilidade pelo material apreendido e pelos problemas que foram foram constatados pelos agentes ambientais, apesar de estar legalizado, tendo a autorização do IBAMA para funcionar.


O clube funcionava há 3 anos no bairro Nova Cidade e só abria nos finais de semana, quando chegava a receber 90 pessoas. Os pássaros apreendidos foram levados para o Centro de Triagem de Animais Silvestres do IBAMA.