Mostrando postagens com marcador presidente. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador presidente. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 7 de abril de 2009

Gestão ambiental - Serviço Florestal Brasileiro triplicará de tamanho


O Ministério do Meio Ambiente anunciou, nesta terça-feira, durante a posse do novo diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro, Antonio Carlos Hummel, que o órgão, criado em 2006, vai triplicar de tamanho e de responsabilidade. A Presidência da República já acordou em que o órgão vire uma autarquia, nos moldes das que já são o Ibama e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

O novo diretor do serviço, que até então ocupava a diretoria de Uso Sustentável da Biodiversidade e Florestas do Ibama, foi investigado pela Polícia Federal e chegou a ser preso por suposto envolvimento com a exploração ilegal de madeira no Mato Grosso, em 2005. Em 2007, a Justiça Federal aceitou denúncia contra ele com base na Operação Mapinguari, contra extração ilegal de madeira no Parque Indígena do Xingu, também no Mato Grosso. Nada foi provado contra ele.

Ainda no mesmo evento, o governo anunciou que não licenciará nenhuma termelétrica movida a carvão sem que seja acordado previamente mecanismos compensatórios para minimizar o efeito das emissões de CO2 produzidas por tais usinas. Resumindo: continuará licenciando termelétricas a carvão. Alguma novidade?

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Qualidade de vida - Pobreza e poluição ameaçam a saúde do brasileiro


Relatório com 230 páginas, traça um quadro sombrio dos impactos sobre saúde das iniquidades sociais, da degradação ambiental e do consumo inconsciente. Segundo os especialistas da Comissão Nacional sobre Determinantes Sociais da Saúde, criada pelo presidente da República em 2006, os custos para o contribuinte são incalculáveis, tanto do ponto de vista da necessidade de atendimento quanto do prejuízo econômico gerado por morbidade e mortalidade do trabalhador. Falta de saneamento básico, má distribuição da rede de serviços sanitários, poluição atmosférica nos grandes centros urbanos, alimentação e nutrição, mudanças no comportamento e estilos de vida, crescimento econômico sem distribuição de renda, condições de trabalho, migração, colonização e urbanização são os mais importantes fatores que geram impactos na saúde da população.

A Comissão foi formada por 16 lideranças de diversos setores e liderada pelo Presidente da FIOCRUZ, o sanitarista Paulo Buss. Personalidades externas à área médica, como Moacyr Scliar, Lucélia Santos, Zilda Arns, Dalmo Dallari e Roberto Smeraldi, se juntaram a especialistas como Adib Jaten
e e César Victora.

Um dos exemplos das rápidas mudanças pelas quais o Brasil vem passando - com impactos muitas vezes não considerados nas políticas públicas relevantes - é o da alimentação. Nas últimas décadas, aponta o relatório,houve uma transição nutricional, com a substituição de um padrão baseado no consumo de cereais, feijões, raízes e tubérculos por uma alimentação mais rica em gorduras e açúcares. Essa mudança resultou no aumento de risco de sobrepeso e obesidade, condições que contribuem de forma expressiva para doen
ças crônicas e incapacidades.

O transporte automotivo também está entre os grandes vilões, mesmo sem considerar os acidentes, que recentemente chegaram a matar mais que a violência. Só na cidade de São Paulo, os custos financeiros das doenças respiratórias e cardiovasculares geradas pela poluição atmosférica passam de US$ 1,5 bilhão por ano.

Se muitos fatores analisados estão vinculados à urb
anização, a Amazônia também não está imune nos impactos, principalmente pelas mudanças demográficas e grandes projetos que agravam problemas como o da malária, assim como pelos efeitos das queimadas de pastagem ou de derrubada florestal.

O que mais me espanta, é que para chegar a essas conclusões, obedecendo ao costume desses que estão acostumados a empurrar os problemas com a barriga (principalmente os políticos brasileiros), foi necessário formar uma comissão de especialistas, de ilustres. O Presidente da República, homem vivido e de origem popular (coisa que ele adora ficar lembrando aos que ainda o escutam), parece que esqueceu o básico. Teve que criar tal comissão para lembrá-lo quais as causas das mazelas da população brasileira. Quanta perda de
tempo e dinheiro mais uma vez gastos, à custa da população evidentemente, para chegar às conclusões que todos sempre souberam, até mesmo a pobre população desfavorecida. Para variar, muita discussão, muito estudo, muita reunião, muito blá, blá, blá, e agir que é bom, nada. E o pior de tudo é que ainda existem “especialistas” e “ilustres” que se sujeitam a esse tipo de coisa. Enquanto isso, o povo, sem saúde, educação, renda digna, habitação, transporte, saneamento, fica batendo palma. Até quando vai continuar esse estado de coisas? Pobre Brasil!

ACENDA UMA VELA TODO DIA PARA NUNCA PRECISAR DA JUSTIÇA