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quinta-feira, 9 de abril de 2009

Política – Vamos à bandalheira de hoje!


Mais denúncias de funcionários fantasmas no Senado vieram à tona esta semana. Dois senadores teriam assessores que não trabalham na Casa.

É o caso de Amélia Pizato, sogra de um assessor do senador Renan Calheiros (PMDB-AL). Amélia é lotada no gabinete de Renan e, segundo vizinhos, ela não trabalha fora de casa.


Já no caso de Mirocelis Barbosa da Silva, que é lotado no gabinete de Adelmir Santana (DEM-DF), comprovou-se que ele presta serviço no escritório político do atual vice-governador do Distrito Federal e ex-senador Paulo Octávio (DEM). Mirocelis foi nomeado em 2003 para o gabinete de Paulo Octávio, que renunciou ao cargo quando se elegeu vice. Mirocelis acompanha o vice-governador para todos os lados. Imagens obtidas pela TV Globo mostram ele e Paulo Octávio na festa de aniversário de um pastor. Em conversa telefônica gravada, ele confirma que trabalha com o vice.

“Eu faço trabalho político com os parlamentares ‘evangélico’ e representando o Paulo Octávio em eventos ‘evangélico’ que ele não pode ir”, disse (Que desenvoltura e que português maravilhoso!). Pessoalmente, ele tentou desmentir o que havia dito. “Eu? Eu venho aqui (no Senado), sempre eu ‘tô’ aqui, principalmente terça, quarta e quinta”, afirmou. O vice-governador disse que Mirocelis trabalha para o senador Santana.

Apesar de todas as denúncias, Heráclito Fortes (DEM-PI), primeiro secretário da Casa, disse que não trata dessas questões e que cada senador é responsável pelo seu gabinete.
Mas para conter o vazamento de informações sobre supostas irregularidades, eles são rápidos para tomar providências. Por conta de um vazamento, mais um diretor perdeu o cargo: Carlos Muniz, da Secretaria de Telecomunicações. Ele tinha acesso a informações sigilosas de senadores.

A direção da Casa também vai abrir sindicância para apurar quem vazou informações sobre o senador Tião Viana (PT-AC). A conta do celular que ele emprestou para a filha viajar teria custado R$ 14.700.

Provavelmente, isso de contratar funcionário fantasma deve ser normal no Congresso, não sendo assunto para preocupar os já muito atarefados políticos brasileiros. Eles estão mais preocupados em camuflar suas maracutaias, suas falcatruas. Enquanto eles enchem os seus bolsos de dinheiro do povo, esse mesmo povo recebe péssimos serviços de saúde, educação, transportes, saneamento, segurança, quando recebem.

Vamos ver qual será a bandalheira de amanhã.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Política - A bandalheira continua rolando


Está nos principais jornais do país hoje: Mais um deputado paga doméstica com verba da Câmara. O Deputado Federal Arnaldo Jardim (PPS-SP) pagou com dinheiro da Câmara a empregada doméstica Maria Helena de Jesus nos últimos dois anos e meio. Maria Helena recebia um salário de R$ 1.608,10 como secretária parlamentar, mas prestava serviços no apartamento de Jardim no bloco A da Quadra 311 sul em Brasília.

No último dia 3 de março, Maria Helena de Jesus ajudou a organizar um jantar de lançamento da Frente Parlamentar Anticorrupção no apartamento do deputado. A frente surgiu como uma tentativa de resposta às acusações lançadas pelo Senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) em entrevista à imprensa. Jardim disse que não vê conflito ético no fato de a empregada ser paga com dinheiro público. O único problema existente, segundo ele, é do ponto de vista regimental. Em seu entendimento, o cargo podia ser usado como apoio ao mandato parlamentar. O deputado declarou que a empregada presta esporadicamente serviços em seu gabinete, servindo café. Jardim afirmou que fez um acordo com Maria Helena e a saída dela do cargo será oficializada na próxima semana.

Há uns dias atrás, outra doméstica que recebia como funcionária do gabinete do deputado licenciado Alberto Fraga (DEM-DF) foi exonerada. Lembra desse? Aquele que fazia de tudo para aparecer na televisão durante a CPI dos Correios e tantas outras. Hoje Secretário de Transportes do Distrito Federal e Deputado Federal licenciado, Alberto Fraga (DEM-DF), pagava como secretária de seu gabinete Izolda da Silva Lima, que trabalhava em sua nababesca residência como empregada doméstica. Quando a bom ba explodiu, Fraga solicitou ao seu suplente, o Deputado Osório Adriano (DEM-DF), que exonerasse a secretária parlamentar. Segundo ele, a decisão foi tomada após tomar conhecimento do ato da Mesa Diretora da Câmara de 1997 que diz que os cargos de comissão de secretário parlamentar são para prestação de serviço direto e exclusivo dos gabinetes. Assim que tomou conhecimento deste ato entrou em contato com o Deputado Osório Adriano, afirmando que em sua vida pública sempre cumpriu a lei e continuará cumprindo e que Izolda nunca trabalhou em sua residência como doméstica. Quanta inocência!!!

Outra farra recente foi a que promoveu o Senador Tião Viana (PT-AC), que emprestou a sua filha o telefone celular do Senado em viagem de férias ao México. A conta telefônica foi simplesmente de R$ 14.758,07. No dia 18 de março, depois que o caso veio à tona, o senador depositou a quantia na conta da administração do Senado, tomando o cuidado de não divulgar o valor da conta na época.

O aparelho foi usado durante 20 dias. O senador disse que entregou o celular para a filha por medo de não conseguir falar com ela durante a viagem. Ele disse ainda ter recomendado que ela só recebesse ligações. Os celulares disponibilizados pelo Senado não têm limite de gasto. O diretor-geral da Casa, Alexandre Gazineo, afirmou que o caso de Viana é menos grave em comparação com outros em exame pela administração, pelo valor e por ter sido a única vez em que Viana cometeu o desvio.

E assim vai. A farra continua descaradamente. É roubo de toda forma e em tudo quanto é canto. Independentemente de partido. Cinismo e falta de vergonha generalizados.

Dinheiro do povo que deveria estar sendo aplicado em meio ambiente, saúde, saneamento, transportes, habitação, educação, mas está indo para os bolsos dessa gente que não se dá o respeito. Até quando o povo continuará aguentando essa situação humilhante, revoltante?

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Crime – A roubalheira continua

Todo dia descobrem-se falcatruas dos políticos brasileiros. Mais uma chegou ao nosso conhecimento ontem. A roubalheira continua no Senado Federal. Empresas, com o aval de políticos, superfaturavam a disponibilização de funcionários terceirizados para o Senado Federal.

O senado tem em torno de 1.100 funcionários terceirizados. Só na TV Senado, são 337 contratados por empresas que venceram licitações. Eles custam R$ 2,4 milhões por mês. A maior parte desse dinheiro vai
para os donos das empresas e não para os trabalhadores. Um arquivista, por exemplo, tem salário de R$ 1.900, mas o Senado paga à empresa terceirizada mais de R$ 6.200. Um operador de pós-produção ganha R$ 3.800, mas custa ao Senado R$ 14.167. Um diretor de programação recebe R$ 4 mil, para a empresa quase R$ 17 mil. A roubalheira é descarada. A diferença em relação ao que se pratica no mercado chamou a atenção da polícia.

Com autorização da Justiça, a Polícia Federal gravou conversas telefônicas entre diretores do Senado e empresários, concluind
o que uma quadrilha fraudou as licitações e os contratos. As gravações indicam participação de altos integrantes do Senado nas fraudes e há citações dos nomes do diretor-geral da Casa, Agaciel Maia, e do primeiro-secretário, senador Efraim Morais (DEM-PB). Oito pessoas foram indiciadas por improbidade administrativa. O Ministério Público pede a devolução de R$ 36 milhões aos cofres públicos. Mesmo sob suspeita, os contratos foram renovados por ordem do senador Efraim Morais.


O senador nega qualquer envolvimento no epis
ódio. Disse que vai solicitar à PF que encaminhe ao Conselho de Ética qualquer gravação telefônica com os funcionários envolvidos no esquema. O presidente da casa defendeu o primeiro-secretário.

Nessas horas ninguém é culpado. Que diretoria é essa que aprova o pagamento de salários claramente escandalosos e não toma nenhuma providência? Só se manifestam quando a coisa explode e vai para
a mídia. Que presidente e que secretário são esses? Estão fazendo o que lá? E o pior de tudo que são pagos com dinheiro do povo. O povo é que paga aqueles que estão fraudando as licitações, os funcionários usados pelos fraudadores e os políticos eleitos pelo mesmo povo. Enquanto eles continuam roubando, a população fica sem saneamento básico, educação, saúde, transporte, habitação, e claro, sem dignidade.