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quinta-feira, 9 de abril de 2009

Política – Vamos à bandalheira de hoje!


Mais denúncias de funcionários fantasmas no Senado vieram à tona esta semana. Dois senadores teriam assessores que não trabalham na Casa.

É o caso de Amélia Pizato, sogra de um assessor do senador Renan Calheiros (PMDB-AL). Amélia é lotada no gabinete de Renan e, segundo vizinhos, ela não trabalha fora de casa.


Já no caso de Mirocelis Barbosa da Silva, que é lotado no gabinete de Adelmir Santana (DEM-DF), comprovou-se que ele presta serviço no escritório político do atual vice-governador do Distrito Federal e ex-senador Paulo Octávio (DEM). Mirocelis foi nomeado em 2003 para o gabinete de Paulo Octávio, que renunciou ao cargo quando se elegeu vice. Mirocelis acompanha o vice-governador para todos os lados. Imagens obtidas pela TV Globo mostram ele e Paulo Octávio na festa de aniversário de um pastor. Em conversa telefônica gravada, ele confirma que trabalha com o vice.

“Eu faço trabalho político com os parlamentares ‘evangélico’ e representando o Paulo Octávio em eventos ‘evangélico’ que ele não pode ir”, disse (Que desenvoltura e que português maravilhoso!). Pessoalmente, ele tentou desmentir o que havia dito. “Eu? Eu venho aqui (no Senado), sempre eu ‘tô’ aqui, principalmente terça, quarta e quinta”, afirmou. O vice-governador disse que Mirocelis trabalha para o senador Santana.

Apesar de todas as denúncias, Heráclito Fortes (DEM-PI), primeiro secretário da Casa, disse que não trata dessas questões e que cada senador é responsável pelo seu gabinete.
Mas para conter o vazamento de informações sobre supostas irregularidades, eles são rápidos para tomar providências. Por conta de um vazamento, mais um diretor perdeu o cargo: Carlos Muniz, da Secretaria de Telecomunicações. Ele tinha acesso a informações sigilosas de senadores.

A direção da Casa também vai abrir sindicância para apurar quem vazou informações sobre o senador Tião Viana (PT-AC). A conta do celular que ele emprestou para a filha viajar teria custado R$ 14.700.

Provavelmente, isso de contratar funcionário fantasma deve ser normal no Congresso, não sendo assunto para preocupar os já muito atarefados políticos brasileiros. Eles estão mais preocupados em camuflar suas maracutaias, suas falcatruas. Enquanto eles enchem os seus bolsos de dinheiro do povo, esse mesmo povo recebe péssimos serviços de saúde, educação, transportes, saneamento, segurança, quando recebem.

Vamos ver qual será a bandalheira de amanhã.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Política - A bandalheira continua rolando


Está nos principais jornais do país hoje: Mais um deputado paga doméstica com verba da Câmara. O Deputado Federal Arnaldo Jardim (PPS-SP) pagou com dinheiro da Câmara a empregada doméstica Maria Helena de Jesus nos últimos dois anos e meio. Maria Helena recebia um salário de R$ 1.608,10 como secretária parlamentar, mas prestava serviços no apartamento de Jardim no bloco A da Quadra 311 sul em Brasília.

No último dia 3 de março, Maria Helena de Jesus ajudou a organizar um jantar de lançamento da Frente Parlamentar Anticorrupção no apartamento do deputado. A frente surgiu como uma tentativa de resposta às acusações lançadas pelo Senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) em entrevista à imprensa. Jardim disse que não vê conflito ético no fato de a empregada ser paga com dinheiro público. O único problema existente, segundo ele, é do ponto de vista regimental. Em seu entendimento, o cargo podia ser usado como apoio ao mandato parlamentar. O deputado declarou que a empregada presta esporadicamente serviços em seu gabinete, servindo café. Jardim afirmou que fez um acordo com Maria Helena e a saída dela do cargo será oficializada na próxima semana.

Há uns dias atrás, outra doméstica que recebia como funcionária do gabinete do deputado licenciado Alberto Fraga (DEM-DF) foi exonerada. Lembra desse? Aquele que fazia de tudo para aparecer na televisão durante a CPI dos Correios e tantas outras. Hoje Secretário de Transportes do Distrito Federal e Deputado Federal licenciado, Alberto Fraga (DEM-DF), pagava como secretária de seu gabinete Izolda da Silva Lima, que trabalhava em sua nababesca residência como empregada doméstica. Quando a bom ba explodiu, Fraga solicitou ao seu suplente, o Deputado Osório Adriano (DEM-DF), que exonerasse a secretária parlamentar. Segundo ele, a decisão foi tomada após tomar conhecimento do ato da Mesa Diretora da Câmara de 1997 que diz que os cargos de comissão de secretário parlamentar são para prestação de serviço direto e exclusivo dos gabinetes. Assim que tomou conhecimento deste ato entrou em contato com o Deputado Osório Adriano, afirmando que em sua vida pública sempre cumpriu a lei e continuará cumprindo e que Izolda nunca trabalhou em sua residência como doméstica. Quanta inocência!!!

Outra farra recente foi a que promoveu o Senador Tião Viana (PT-AC), que emprestou a sua filha o telefone celular do Senado em viagem de férias ao México. A conta telefônica foi simplesmente de R$ 14.758,07. No dia 18 de março, depois que o caso veio à tona, o senador depositou a quantia na conta da administração do Senado, tomando o cuidado de não divulgar o valor da conta na época.

O aparelho foi usado durante 20 dias. O senador disse que entregou o celular para a filha por medo de não conseguir falar com ela durante a viagem. Ele disse ainda ter recomendado que ela só recebesse ligações. Os celulares disponibilizados pelo Senado não têm limite de gasto. O diretor-geral da Casa, Alexandre Gazineo, afirmou que o caso de Viana é menos grave em comparação com outros em exame pela administração, pelo valor e por ter sido a única vez em que Viana cometeu o desvio.

E assim vai. A farra continua descaradamente. É roubo de toda forma e em tudo quanto é canto. Independentemente de partido. Cinismo e falta de vergonha generalizados.

Dinheiro do povo que deveria estar sendo aplicado em meio ambiente, saúde, saneamento, transportes, habitação, educação, mas está indo para os bolsos dessa gente que não se dá o respeito. Até quando o povo continuará aguentando essa situação humilhante, revoltante?

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Caderninho – Escândalo(s) da semana


A partir desta semana, a primeira postagem semanal será dedicada ao(s) escândalo(s) que foram destaque na semana anterior. Ele(s) fará(ão) parte do nosso caderninho, que registrará os causadores de prejuízos ao patrimônio público, contribuindo assim para o desvio de verbas que seriam naturalmente destinadas à saúde, educação, transporte, habitação, segurança, meio ambiente, dentre outros setores que deveriam melhorar a qualidade de vida do povo brasileiro. Vamos fazer a listinha daqueles que contribuem para a roubalheira no país em detrimento do bem estar do povo. Aí vão os primeiros:

01-04-2009 - Criação de mais vagas de Deputados Federais – o Senado aprovou nesta quarta-feira em primeiro turno, por unanimidade dos 59 presentes, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC), de autoria do Senador Cristovam Buarque (PDT-DF), que cria até 7 novas vagas de deputados, a serem escolhidos pelos brasileiros que vivem no exterior, abrindo a possibilidade de ser criada a 28ª bancada do Congresso. A nova bancada, que já está sendo chamada de “Bancada dos Brazucas”, poderá ter de 4 a 7 a sete representantes na Câmara dos Deputados para defender os interesses dos mais de 3 milhões de brasileiros que vivem no exterior. Hoje já existem 513 Deputados Federais eleitos por 26 estados mais o Distrito Federal. A emenda ainda precisa ser votada em segundo turno no Senado, antes de seguir para a Câmara. Há cerca de dois meses, o Senado nada votava, além de indicações de autoridades e medidas provisórias, por causa da onda de denúncias que atinge a instituição. O senador Cristovam Buarque (PDT-DF), alega que os brasileiros que vivem no exterior e remetem anualmente cerca de US$ 5 bilhões ao país precisam ter uma representação específica no Congresso. Ele propôs que sejam criadas pelo menos quatro vagas de deputados na Câmara: uma para representar os brasileiros que moram nos Estados Unidos, outra para os que vivem na Europa, uma terceira para defender os interesses de quem vive no Japão e a última para os demais espalhados pelo mundo. A matéria teve o parecer favorável do relator, Senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), argumentando que essa comunidade representa 1,5% da população nacional e, pela regra da proporcionalidade, essa nova bancada poderá ter até 7 deputados.

02-04-2009 – O excesso de funcionários na Câmara Municipal do Rio – cada vereador do município do Rio de Janeiro tem, proporcionalmente, 48 funcionários. O inchaço é tão grande que virou denúncia dentro da própria casa. Manter a imponente Câmara Municipal do Rio, com seus 51 vereadores, custa R$ 320 milhões ao contribuinte carioca. A maior parte da verba vai para a folha de pagamentos. Se todos fossem ao trabalho, não caberiam dentro dessa casa. São 2.451 funcionários, entre os que prestaram concurso, os indicados pelos vereadores, os cedidos por outros órgãos e os terceirizados. Em São Paulo, por exemplo, são 1.831 funcionários no total, o que corresponde a 33 funcionários para cada um dos 55 vereadores paulistanos, o que também é um absurdo. Isso significa um custo maior para os moradores do Rio. A câmara do Rio gasta R$ 230 milhões só com pessoal, o que equivale a 70% de todo o orçamento. Em São Paulo, o custo é de R$ 50 milhões, incluindo verba de gabinete usada para pagar assessores, o que corresponde a menos de 16% dos recursos da câmara.

sábado, 21 de março de 2009

Meio ambiente – Donos de terras decidem sobre desmatamento no Congresso


Os integrantes das comissões de Agricultura da Câmara e do Senado, que analisam mudanças nos limites de desmatamento no país, detêm, juntos, o equivalente a pelo menos 40% do território da cidade de São Paulo em terras, considerando-se apenas as propriedades que tiveram o tamanho detalhado nas declarações apresentadas pelos deputados e senadores: 604 km2.

O rebanho do grupo reúne 37 mil cabeças. "A maioria aqui é proprietária de terras", calcula a senadora Kátia Abreu (
DEM-TO), presidente da CNA (Confederação Nacional da Agricultura) e integrante da comissão.

No Senado, 8 dos 17 titulares se declaram donos de terras. Na Câmara, a proporção cresce: 21 dos 36 deputados titulares da comissão se apresentam como produtores rurais e apenas 5 como agricultores.

Os ruralistas controlam entre 80% e 85% das vagas nas comissões de Agricultura e metade das vagas nas comissões de Meio Ambiente. Atualmente, o Diap identifica 111 parlamentares como componentes da bancada ruralista. Integra a bancada ruralista aquele parlamentar que, mesmo não sendo proprietário rural ou da área de agronegócios, assume sem constrangimento a defesa dos pleitos da bancada, não apenas em plenários e nas comissões, mas em entrevistas à imprensa e nas manifestações de plenário.

A bancada ruralista apóia a conhecida “turma do calote”, grandes fazendeiros, milionários do campo habituados a tomar dinheiro barato do crédito rural do Banco do Brasil e a não pagar o que devem. Estes impressionam pelas dimensões de suas fazendas, seu confortável estilo de vida e, principalmente, pelo tamanho dos débitos pendurados no banco. Para se safar das dívidas, eles contam muitas vezes com o enorme poder de pressão
exercido por sua bancada de deputados e senadores em Brasília. A bancada ruralista, como se sabe, é a mais organizada, poderosa e reclamona do Congresso Nacional. Atormenta a vida de sucessivos governos, boicotando votações e emperrando a pauta para conseguir dinheiro para o campo, empréstimos a juros baratos ou mesmo perdão das dívidas. Age como muitos outros grupos organizados no Parlamento, tentando defender os interesses de seus eleitores no campo. Sua atuação é importante para milhões de pequenos e médios agricultores, mas também serve como uma luva para os membros da turma do calote, este sim imbatível na hora de obter vantagens dos cofres do governo.

Ao exaltarem-se contra as dívidas no campo, os parlamentares e líderes ruralistas nem sempre estão defendendo seus milhões de eleitores produtores rurais, mas sim um punhadinho de grandes proprietários. Eles ajudaram a criar a indústria da inadimplência no Brasil. A maior parte de
ssa dívida está concentrada na mão de “meia dúzia” de grandes proprietários.

Quem acompanha a barulheira dos ruralistas em Brasília imagina que o governo os esteja espoliando através de juros extorsivos ou que a agricultura nacional está ameaçada. Isso nem sempre é verdade. Os empréstimos do crédito rural são uma das formas de financiamento mais baratas do país. Os ruralistas pagam juros menores que os cobrados na compra da casa própria, menos que no cheque especial ou nas compras pelo crediário.

A atuação do Congresso, com anistia aqui, perdão ali e prorrogações de prazo das dívidas dos ruralistas, afastou os bancos privados do crédito rural e desenvolveu a mentalidade de que se a dívida for grande, e com muitos inadimplentes, vai acontecer alguma coisa com a qual eles se beneficiarão. A mamata do dinheiro barato do crédito rural continua sendo uma mina de ouro para a turma do calote.

Entre os ruralistas, há aqueles que usaram o dinheiro do BB para engordar o patrimônio. Outros investiram na produção, mas deram o passo maior que a perna e quebraram. Um traço em comum entre os inadimplentes é que eles esperneiam contra o governo, mas, em geral, mantêm uma relação promíscua com o poder. Financiam campanhas eleitorais, contam com uma bancada fiel no Congresso e são amigos de muita gente graúda do Executivo, independentemente de partido.

Com todo esse poder é de imaginar o que essa turma vai fazer em relação ao desmatamento!

quinta-feira, 19 de março de 2009

Crime - Todos eles sempre souberam, mas nunca nada fizeram


Está mais do que provado. O povo não precisa de mais nada para tomar uma atitude. Quando falamos em corrupção aqui no blog, sempre associamos com os prejuízos por ela gerados na qualidade de vida da população. Nem sei mais quantos escândalos ocorreram esta semana no país envolvendo a classe política e seus protegidos. Esse das diretorias do Senado só vem a provar que todos são corruptos. Quando eu falo todos, são todos mesmo, dos mais baixos cargos aos mais altos. Todos sabem da corrupção generalizada que assola o país desde suas origens. Tem os corruptos que se fazem de cegos e se calam, os que agem cínica e escancaradamente, os que sabem quem rouba mas também roubam a partir do momento que se calam e continuam a ganhar altos salários e bonificações, enfim, todos os tipos de corruptos dilapidando os recursos do povo e se mantendo às custas de benesses a amigos, apadrinhados, correligionários, todos corruptos também por aceitarem tal situação.

Não é necessário auditoria de FGV ou qualquer outra coisa para definir o que tem de ser feito! História fiada, cinismo, descaramento, falta de vergonha na cara! Sempre as mesmas figuras se passando por pessoas muito sérias e confiáveis, pulando de galho em galho para garantir poder e benesses! Todas elas profundas conhecedoras das falcatruas que correm pelos corredores e gabinetes. Todas participando de tudo há muito tempo. Com ditadura, com democracia, com qualquer outro sistema de governo que venha a ser implantado nesse país. Estamos entregues a bandidos. Alíás, esses caras são mais que bandidos, pois usam a bandeira nacional para esconderem suas maracutaias. Se fosse um país sério teriam todos os seus bens bloqueados e seriam todos fuzilados em praça pública sem direito a julgamento, pois não merecem o tratamento normal que seria dado a um ser humano também normal.

A situação é tão vergonhosa que boa parte da população, muito pelas condições desumanas em que vivem proporcionadas secularmente por esses abutres, também se corrompe, se vende por meia dúzia de tijolos, cestas básicas, bolsa não sei o quê, principalmente em época de eleições. Boa parte do povo aceita a corrupção da forma mais natural possível e continua votando nessa corja. À parte da população que ainda consegue enxergar e entender todo esse processo e não aceita esse estado de coisas, eu pergunto: O que está faltando para expurgarmos esses canalhas e tentarmos definitivamente ter um país mais justo, social e ecologicamente equilibrado? Chega de passividade. A rua nos espera!!! Vamos às ruas!!!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Política – Veja quem é quem na farra dos vereadores


A vergonha nacional
Saiu em todos os jornais do país, mas não custa nada divulgarmos aqui também a listagem de votos dos senadores que votaram pela aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que recria 7.343 cargos de vereadores, mostrando a total falta de sensibilidade, de compromisso com a nação e de respeito ao dinheiro público e ao povo brasileiro. Lembre-se que essas pessoas são pagas pela população. Mostraram mais uma vez o quanto são abusados, cínicos e canalhas. Até quando continuarão com isso, eu não sei.

No primeiro turno o placar registrou 54 votos a favor, cinco contrários e uma abstenção. No segundo turno, o número de votos a favor subiu para 58. Votaram contra no primeiro turno: Álvaro Dias (PSDB-PR), João Pedro (PT-AM), Kátia Abreu (DEM-TO), Raimundo Colombo (DEM-SC) e Tião Viana (PT-AC). No segundo turno Álvaro Dias não votou e Cristovam Buarque (PDT-DF) completou os cinco votos contrários.

Votaram a favor:

Ada Mello (PTB-AL)
Adelmir Santana (DEM-DF)
Aloizio Mercadante (PT-SP)
Antônio Carlos Junior (DEM-BA)
Antônio Carlos Valadares (PSB-SE)
Arthur Virgílio (PSDB-AM)
Augusto Botelho (PR-RR)
César Borges (PR-BA)
Cícero Lucena (PSDB-PB)
Delcídio Amaral (PT-MS)
Demóstenes Torres (DEM-GO)
Eduardo Azeredo (PSDB-MG)
Eduardo Suplicy(PT-SP)
Expedito Júnior (PR-RO)
Fátima Cleide (PT-RO)
Flávia Arns (PT-PR)
Flexa Ribeiro (PSDB-PA)
Francisco Dornelles (PP-RJ)
Gerson Camata (PMDB-ES)
Gilberto Goellner (DEM-MT)
Gilvam Borges (PMDB-AP)
Gim Argello (PTB-DF)
Heráclito Fortes (DEM-PI)
Ideli Salvatti (PT-SC)
Inácio Arruda (PCdoB-CE)
Jayme Campos (DEM-MT)
Jefferson Praia (PDT-AM)
João Vicente Claudino (PTB-PI)
João Ribeiro (PR-TO)
José Agripino (DEM-RN)
José Nery (PSOL-PA)
Lúcia Vânia (PSDB-GO)
Leomar Quintanilha (PMDB-TO)
Magno Malta (PR-ES)
Mão Santa (PMDB-PI)
Marcelo Crivella (PRB-RJ)
Marco Maciel (DEM-PE)
Marconi Perillo (PSDB-GO)
Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR)
Neuto do Conto (PMDB-SC)
Osmar Dias (PDT-PR)
Papaléo Paes (PSDB-AP)
Patrícia Saboya (PDT-CE)
Paulo Duque (PMDB-RJ)
Paulo Paim (PT-RS)
Pedro Simon (PMDB-RS)
Renato Casagrande (PSB-ES)
Renan Calheiros (PMDB-AL)
Romero Jucá (PMDB-RR)
Rosalba Ciarlini (DEM-RN)
Roseana Sarney (PMDB-MA)
Sérgio Zambiasi (PTB-RS)
Serys Slhessarenko (PT-MS)
Tasso Jereissati (PSDB-CE)
Valdir Raupp (PMDB-RO)
Valter Pereira (PMDB-MS)
Virgílio de Carvalho (PSC-SE)
Wellington Salgado (PMDB-MG)

Nas próximas eleições, pense bem se vale a pena você votar. Certamente, uma boa lição que poderíamos dar a esses pilantras, era não sair de casa. Seria um manifesto silencioso, mantendo as ruas e as seções de votação vazias. Não seria preciso qualquer ato de violência. Não seria preciso jogar pedras, pegar em armas, incendiar veículos, quebrar vidraças e vitrines, ferir pessoas, nada. O silêncio das ruas e das urnas vazias, seria um bom castigo para esses crápulas. No dia da votação ficaríamos todos em casa com nossos familiares, vendo televisão, fazendo um churrasquinho, descansando, enfim, não poríamos os pés nas ruas. O meu voto vale muito para ser desperdiçado com bandidos.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Sociedade - Banditismo oficial x qualidade de vida


Com o plenário lotado de suplentes, numa sessão relâmpago e em rito sumário, o Senado aprovou na madrugada desta quinta-feira a proposta de emenda constitucional (PEC) que recria 7.343 dos 8 mil cargos de vereadores cortados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 2004, para reduzir gastos e adequar ao número de eleitores. Com a aprovação, pelo relator senador César Borges (PR-BA), suplentes que não foram eleitos em outubro passado poderão assumir como titulares em fevereiro, junto com os eleitos.

Um acordo de líderes permitiu pular os prazos regimentais de oito sessões entre o primeiro e o segundo turnos. A líder do PT Ideli Salvati (SC) foi a única que não encaminhou explicitamente pela aprovação da emenda. Ela liberou a bancada, mas os petistas votaram majoritariamente pela aprovação. No primeiro turno, foi aprovada por 54 votos "sim", 5 votos "não" e uma abstenção. Apenas cinco senadores foram contrários: Álvaro Dias (PSDB-PR), João Pedro (PT-AM), Kátia Abreu (PT-TO), Raimundo Colombo (DEM-SC) e Tião Viana (PT-AC).

Para liquidar a votação do primeiro e do segundo turno, e cumprir a exigência de oito sessões, o presidente Garibaldi Alves (PMDB-RN) (aquele que está pensando em reeleição para a presidência do Senado), com o apoio unânime de lideres da base e oposição, abria e encerrava as sessões umas atrás das outras. Ele se limitava a ler as PECs que estavam em votação. Outra PEC, aprovada no bolo da PEC dos vereadores, regulamentou a criação de 52 novos municípios criados depois da Constituição de 88 que estavam ameaçados de extinção.

Por essas e outras que não sobra dinheiro para a preservação do meio ambiente, para melhorar os salários dos professores e a qualidade do ensino público, para obras de saneamento básico, para a melhoria dos salários dos profissionais e do setor de saúde, para a construção de moradias populares, transportes de massa, etc. Por essas e outras que os hospitais são verdadeiros açougues, a violência toma conta das cidades e o salário não consegue garantir as condições básicas de vida da maioria dos brasileiros. Infelizmente estamos sendo governados por bandidos há muito tempo. Eles fazem as leis que nós cidadãos temos de cumprir. Eles executam e decidem os gastos com o dinheiro público da forma que bem entendem, de preferência que atenda seus interesses particulares. É o banditismo oficial. Mais um exemplo de corrupção e malversação do dinheiro público que o povo vai deixar passar. Se fosse um país sério, estariam todos fuzilados. E ainda tem gente que vota nesses crápulas. O que mais falta para um dia se dar jeito nessa gente?

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Política - A farra dos senadores





Depois de tentarem enfiar goela abaixo a contratação de 97 assessores sem concurso público ganhando quase R$ 10.000,00 por mês, medida aprovada em reunião fechada pelos líderes dos partidos e a mesa diretora da casa, olha o que eles aprontaram:

Transcrito do Blog Contraditorium:

Não vou falar mal do Projeto do Azeredo para o Senado anunciar aqui e pagar R$ 48.000,00 por mês

Eu não estou louco. Um banner como este aqui:


Vale R$ 48.000,00 por ano MÊS (obrigado, Caribé, pela correção). Todo homem tem seu preço e R$ 48K no banco me deixariam muito feliz.

De onde veio isso? É o preço que o site www.paraiba.com.br cobrou, ou melhor, RECEBEU do Senado Federal, para expor o banner em sua homepage durante um ano. O contrato atual foi assinado 15/5/2008, mas não é o primeiro. Em 12/4/2007 assinaram um nos mesmos termos, mas custando apenas R$ 40.000,00 POR MÊS. Pelo visto os custos de manter sites online aumentaram bastante. Pena que não comunicaram ao Bluehost ou ao MediaTemple, onde tenho um servidor dedicado virtual de alta performance por US$ 500,00 por ano.

Vejam vocês mesmos:


Duvida? Photoshop? Os links estão aqui, para o primeiro contrato e o contrato atual.

Curioso é que o tal site é irrelevante. Segundo o Alexa, ocupa uma posição de 208.667 no ranking. Se for comparar com outro site qualquer, o meu por exemplo, que ocupa a posição 98.637 entre os sites mais vistos na Internet Mundial, a situação que já cheira mal passa a feder descaradamente. Vejam a diferença:


Notem que nem me dei ao trabalho de comparar com sites de verdade como o UOL, Folha, MeioBit, Estadão. Basta um reles blog para mostrar o quanto essa negociação cheira mal.


Definitivamente este país é uma VERGONHA.

PS: Dado o alcance do meu site comparado com o paraiba.com.br, uma simples regra de três diz que meu banner custa R$ 101.000,00 por mês, mas faço desconto, ok, Senadores?


Agradecimentos ao leitor Garganta Profunda por ter passado a dica.

O Blog de Aluguel deu uma
pesquisada e descobriu que a empresa responsável pelo domínio paraiba.com.br também é responsável por:

domínio: correspondentejuridico.com.br
domínio: eduardomedeiros.com.br
domínio: efraimmorais.com.br
domínio: efraimorais.com.br

domínio: eradigital.com.br
domínio: falcoesdaserra.com.br
domínio: paraiba.com.br
domínio: ronaldocunhalima.com.br
domínio: william.com.br


Tirem suas próprias conclusões.


Pois é, na semana passada escrevemos aqui sobre quanto custa um deputado federal. Esta semana vamos lembrar ao povo brasileiro quanto custa um Senador. Aí vai:

Subsídio mensal - R$ 16.512,09. Além dos 12 salários por ano e o 13º, cada senador recebe o mesmo valor no início e no final de cada sessão legislativa, ou seja, 14º e 15º salários.

Funcionários - ao contrário da amara, onde existe a verba de gabinete (R$ 60.000,00) para o deputado contratar seus assessores, é o o Senado que contrata diretamente o pessoal do gabinete dos senadores. Cada gabinete tem direito à contratação de 12 profissionais, sendo seis assessores parlamentares.
O salário de um assessor parlamentar é de cerca de R$ 9.000,00 e o dos secretários, 85% disso. Os cargos podem ser desmembrados, desde que não seja ultrapassado o valor originalmente designado para os cargos.

Verba indenizatória - R$ 15.000,00. Recursos para uso em gastos nos estados, com aluguel, gasolina, alimentação. O parlamentar tem que apresentar nota fiscal com os gastos e, se não usar toda a verba num determinado mês, acumula para o seguinte. Passado um semestre, ele não tem mais direito de usar o acumulado.

Auxílio moradia - R$ 3.800,00. Têm direito os senadores que não moram em apartamentos funcionais. O parlamentar tem que comprovar o gasto, apresentando notas de hotéis ou de imóveis que tenha alugado em Brasília.

Cota postal - a cota postal varia segundo o número de eleitores do estado. O senador do estado menos populoso (AP), em termos de número de eleitores, tem direito a uma cota de R$ 4.000,00/mês. Um senador do estado mais populoso (SP) tem direito a usar até R$ 60.000,00/mês. O pagamento da postagem é feito diretamente pelo Senado aos Correios, mediante comprovação da postagem, não havendo repasse de recursos.

Cota telefônica - cada senador tem direito a R$ 500,00 mensais.

Passagens aéreas -
verba variável, dependendo do estado pelo qual o senador foi eleito. O valor mínimo é de R$ 4.300,00 (para os eleitos pelo Distrito Federal) e máximo de R$ 16.000,00, para os do Acre.

Combustível - Todo senador tem direito a 25 litros de combustível por dia.

Gráfica - cada senador tem direito a uma cota de serviços gráficos, na Gráfica do Senado, para material estritamente relativo à atividade parlamentar, de R$ 8.500,00 por ano.

Jornais e revistas - nos dias úteis, cada senador recebe cinco publicações, entre jornais e reviestas.

É uma farra. Eles continuam debochando e fazendo gato e sapato do povo brasileiro. Até quando? Até quando vamos ter que vivenciar cenas degradantes nos hospitais desse país? Até quando vamos ver escolas funcionando precariamente, professores mal pagos, sem condições de dar aula? Até quando vamos ver miseráveis ter que ganhar "salário-família" para tentar sobreviver indignamente? Até quando o povo vai continuar sofrendo nos meios de transporte? Até quando tanta impunidade e corrupção? Até quando senhores senadores?

Enquanto vão festejando, se gabam de aprovarem, depois de muito tempo (sim, porque para eles, tudo é muito rápido. Quando é do interesse deles, aprovam qualquer coisa por baixo dos panos e em sessões-relâmpago) um vexamisoso salário base para os professores. Que falta de vergonha! Como podem tratar aqueles que são os principais agentes do desenvolvimento de uma nação? Já passou da hora de darmos um basta nisso tudo.