Por incrível que pareça, um vídeo de reportagem de Chico Pinheiro, da Rede Globo, mostra a realidade das últimas enchentes de São Paulo, consequência da inoperância e incompetência do Poder Público nas últimas décadas, e principalmente, nos dias de hoje. Assista ao vídeo, vale a pena:
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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Descaso, incompetência, desrespeito e muito mais, na maior metrópole do país
Por incrível que pareça, um vídeo de reportagem de Chico Pinheiro, da Rede Globo, mostra a realidade das últimas enchentes de São Paulo, consequência da inoperância e incompetência do Poder Público nas últimas décadas, e principalmente, nos dias de hoje. Assista ao vídeo, vale a pena:
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terça-feira, 14 de abril de 2009
Saúde – Invasão de moscas varejeiras suspende cirurgias no Fundão
Um dia após denunciarmos a situação precária do CTI de um hospital particular no Rio de Janeiro, temos a trágica notícia da situação constrangedora por que passaram os pacientes do hospital do Fundão, que esperavam, depois de meses aguardando na fila, conseguir fazer uma cirurgia.As moscas varejeiras invadiram 7 salas de cirurgia do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho da UFRJ, na Ilha do Governador, nesta segunda-feira. A invasão dos insetos levou a direção da unidade a suspender operações que estavam marcadas. A infestação provocou revolta entre doentes internados na unidade. Pacientes do setor de ginecologia relataram que os médicos só informaram sobre o problema por volta das 12:00. A falta de higiene no setor também foi relatada pelos pacientes.
A direção do hospital informou que as salas do centro médico são dedetizadas de acordo com as normas, contudo, não soube explicar as causas da infestação. Pacientes e médicos também reclamam de infiltrações nas salas da unidade. Uma farmacêutica, que não quis se identificar, suspeita que as moscas tenham sido atraídas pelo forte cheiro de sangue e pelo calor das salas de cirurgia. As moscas costumam ficar em locais sujos, provavelmente não limparam as salas no domingo.


Essa situação de caos perdura há décadas. O Hospital Universitário da UFRJ, que deveria servir de modelo (afinal de contas é um hospital escola de uma universidade federal) é o retrato do descaso e da trágica situação do setor de saúde no país. O péssimo estado de conservação do prédio e equipamentos é conhecido há tempos. O tema serve de matéria constante nos meios de comunicação. Todos têm conhecimento das dificuldades e precariedades, mas nada fazem.
Os corredores denunciam a falta de conservação na enfermaria e muitas salas são utilizadas como depósito de material quebrado. Pacientes e médicos que circulam no hospital reclamam das infiltrações no teto. Segundo alguns funcionários, é comum placas de gesso caírem no chão. Os sanitários não apresentam as mínimas condições de higiene e funcionamento. São alas e alas abandonadas, vidraças quebradas, fiação à vista, dentre outros absurdos. Muitos setores do prédio estão totalmente desativados.Isso ocorre numa das mais importantes capitais do país, porta de entrada de turistas nacionais e estrangeiros. Como exigir fiscalização dos órgão públicos sobre os hospitais , clínicas e demais serviços privados de saúde, se um estabelecimento federal desse porte encontra-se nessa situação? Infelizmente esse é o fiel retrato da saúde brasileira. Pobre povo que ainda aceita esse estado de coisas. Imagine o que está acontecendo nesse Brasil afora.
Mas esse é o cara!
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quarta-feira, 8 de abril de 2009
Política - A bandalheira continua rolando
Está nos principais jornais do país hoje: Mais um deputado paga doméstica com verba da Câmara. O Deputado Federal Arnaldo Jardim (PPS-SP) pagou com dinheiro da Câmara a empregada doméstica Maria Helena de Jesus nos últimos dois anos e meio. Maria Helena recebia um salário de R$ 1.608,10 como secretária parlamentar, mas prestava serviços no apartamento de Jardim no bloco A da Quadra 311 sul em Brasília.No último dia 3 de março, Maria Helena de Jesus ajudou a organizar um jantar de lançamento da Frente Parlamentar Anticorrupção no apartamento do deputado. A frente surgiu como uma tentativa de resposta às acusações lançadas pelo Senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) em entrevista à imprensa. Jardim disse que não vê conflito ético no fato de a empregada ser paga com dinheiro público. O único problema existente, segundo ele, é do ponto de vista regimental. Em seu entendimento, o cargo podia ser usado como apoio ao mandato parlamentar. O deputado declarou que a empregada presta esporadicamente serviços em seu gabinete, servindo café. Jardim afirmou que fez um acordo com Maria Helena e a saída dela do cargo será oficializada na próxima semana.
Há uns dias atrás, outra doméstica que recebia como funcionária do gabinete do deputado licenciado Alberto Fraga (DEM-DF) foi exonerada. Lembra desse? Aquele que fazia de tudo para aparecer na televisão durante a CPI dos Correios e tantas outras. Hoje Secretário de Transportes do Distrito Federal e Deputado Federal licenciado, Alberto Fraga (DEM-DF), pagava como secretária de seu gabinete Izolda da Silva Lima, que trabalhava em sua nababesca residência como empregada doméstica. Quando a bom ba explodiu, Fraga solicitou ao seu suplente, o Deputado Osório Adriano (DEM-DF), que exonerasse a secretária parlamentar. Segundo ele, a decisão foi tomada após tomar conhecimento do ato da Mesa Diretora da Câmara de 1997 que diz que os cargos de comissão de secretário parlamentar são para prestação de serviço direto e exclusivo dos gabinetes. Assim que tomou conhecimento deste ato entrou em contato com o Deputado Osório Adriano, afirmando que em sua vida pública sempre cumpriu a lei e continuará cumprindo e que Izolda nunca trabalhou em sua residência como doméstica. Quanta inocência!!!Outra farra recente foi a que promoveu o Senador Tião Viana (PT-AC), que emprestou a sua filha o telefone celular do Senado em viagem de férias ao México. A conta telefônica foi simplesmente de R$ 14.758,07. No dia 18 de março, depois que o caso veio à tona, o senador depositou a quantia na conta da administração do Senado, tomando o cuidado de não divulgar o valor da conta na época.
O aparelho foi usado durante 20 dias. O senador disse que entregou o celular para a filha por medo de não conseguir falar com ela durante a viagem. Ele disse ainda ter recomendado que ela só recebesse ligações. Os celulares disponibilizados pelo Senado não têm limite de gasto. O diretor-geral da Casa, Alexandre Gazineo, afirmou que o caso de Viana é menos grave em comparação com outros em exame pela administração, pelo valor e por ter sido a única vez em que Viana cometeu o desvio.E assim vai. A farra continua descaradamente. É roubo de toda forma e em tudo quanto é canto. Independentemente de partido. Cinismo e falta de vergonha generalizados.
Dinheiro do povo que deveria estar sendo aplicado em meio ambiente, saúde, saneamento, transportes, habitação, educação, mas está indo para os bolsos dessa gente que não se dá o respeito. Até quando o povo continuará aguentando essa situação humilhante, revoltante?
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quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Saúde – Crime contra a humanidade
Mais uma vez ganha destaque na mídia a situação dos hospitais no Rio de Janeiro. Filas no atendimento, falta de médicos, falta de assistência e medicamentos, falta de leitos, pacientes abandonados, pacientes em macas nos corredores, sujeira, descaso, etc. O problema é antigo e velho conhecido do povo, principalmente daqueles que necessitam da saúde pública. A novidade agora é que o governador culpa os médicos. Chegou a dizer em alguns meios de comunicação, que os médicos são preguiçosos, não gostam de trabalhar, não gostam de “bater ponto”.Sabe o que eu acho disso? É falta de vergonha! Não dos médicos, mas do governador. Esse que está aí, está acostumado, quando as coisas erradas aparecem, a culpar e denegrir seus colaboradores, normalmente muito mal pagos. Chama-os de incompetentes, imbecis, preguiçosos, despreparados, sendo de qualquer setor, da polícia, da saúde, etc. Recentemente, em discurso indignado, perguntou à população que cidade era essa? Que cara de pau! Quanto cinismo, quanto deboche.
Vários fatores contribuem para a situação caótica da saúde, não só no Rio de Janeiro, mas em todo o país e em todos os níveis, federal, estadual e municipal. Vou citar alguns em especial para lembrar ao governador: corrupção; roubalheira; desvio de verba para outras finalidades, normalmente supérfluas; incompetência administrativa; incapacidade profissional (principalmente de pelegos políticos que ocupam cargos que não deveriam ocupar, pois não têm capacidade para tal); contratações e nomeações com fins políticos; e, principalmente, baixos salários dos profissionais da saúde. Como os professores, os médicos são vergonhosamente desvalorizados. Será que temos de lembrar ao governador quanto ele paga a um médico? Provavelmente vai fazer aquela cara de indignação, de patrão profundamente chateado com o funcionário, o velho script. Certamente estará acompanhado de seus asseclas que balançam suas cabeças positivamente e com aquele beicinho, a exemplo dele mesmo quando está acompanhando o presidente da república. Fica que nem papagaio de pirata, concordando com tudo que o compadre Lula fala!
E desse jeito, quem vai sofrendo é o povo. A maioria das unidades de saúde pública do país são verdadeiros campos de concentração. Ali o povo se encontra para sofrer e, dependendo da situação, esperar a morte. Como não estou falando novidade alguma, a culpa disso tudo que está aí é das “autoridades”. Simplesmente isso. Daquelas que governaram e daquelas que estão governando (aliás, desgovernando). Esses são os verdadeiros responsáveis. Esses senhores e senhoras que se gabam do poder (uma das poucas coisas que sabem fazer) são os únicos que deveriam responder por essa situação calamitosa. São responsáveis por verdadeiro crime contra a humanidade, termo do direito internacional normalmente usado para descrever atos de perseguição, agressão ou assassinato contra um grupo de indivíduos, ou expurgos, assim como o genocídio, passíveis de julgamento por tribunais internacionais por caracterizarem a maior ofensa possível. Isso é o que eles vêm fazendo com o povo brasileiro. Esses “senhores digníssimos” deveriam enfrentar a Corte Penal Internacional pelos crimes contra a população brasileira que estão cometendo. Não é mais caso de polícia. É CRIME CONTRA A HUMANIDADE. É CASO PARA A CORTE INTERNACIONAL.
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