Mostrando postagens com marcador oceano. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador oceano. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Ecoturismo – Baleias que geram riqueza sem depredação


Imbituba, município de Santa Catarina, se prepara para receber os turistas na temporada das baleias que começa em 19 de julho. As águas mais aquecidas do Atlântico começam a atrair as primeiras baleias francas para a costa do estado, deixando as águas mais frias do extremo sul. Todos os anos Imbituba recebe a visita ilustre das baleias, em particular mamãe-baleias e seus filhotes recém-nascidos, que são amamentados e por isso, fortalecidos para retornar à Antártida. A temporada de observação termina em novembro.

O “whale watching”, como também é chamada a modalidade de observação de baleias, acontece no Brasil principalmente na Bahia, com a baleia jubarte, e em Santa Catarina, com a baleia franca.

Baleia franca (Eubalaena australis)

Projeto Baleia Franca - Imbituba, SC

A observação da espécie em Santa Catarina pode ocorrer por terra ou por meio de barcos, que desligam seus motores a cerca de 200 metros de distância das baleias, para aguardar que elas se aproximem espontaneamente do barco. As baleias francas chegam a até 30 metros de distância da praia. Tanto o passeio marítimo com grupo mínimo de 06 pessoas, quanto o passeio por terra em, em micro-ônibus, contam com o acompanhamento de monitores e biólogos. Antes de escolher a empresa com que fará o passeio, o ecoturista deve atentar para a licença do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e o reconhecimento da Embratur, condições para o desenvolvimento da atividade sem prejuízos ao meio ambiente.



A modalidade de turismo sustentável atrai cada vez mais adeptos brasileiros e estrangeiros para a Praia do Rosa, na APA da Baleia Franca. Em 04 anos a atividade cresceu mais de 275 % no estado de Santa Catarina.

Em 2003, a praia do Rosa foi reconhecida como uma das 30 baías mais belas do mundo. O título, uma espécie de selo de qualidade, foi concedido pelo Club de las plus belles baies du monde, uma Organização Não Governamental com sede em Paris. Foi considerada também, em outubro do mesmo ano, pela revista Próxima Viagem, uma das 10 praias mais bonitas do Brasil. A 80 Km ao sul de Florianópolis, possui 07 Km de areia, cercada de um maravilhoso verde entre as montanhas, onde se encontra cactus em meio às flores e diversas trilhas ecológicas. Lugar perfeito para o surf, windsurf, jet ski, pesca, cavalgadas e trekking. A praia tem o formato de uma meia-lua. Nos cantos norte e sul, ficam as áreas mais próprias para o surf. No centro está a Lagoa do Meio, com água salgada e tranquila, frequentada mais por famílias e casais. Atrás dos morros existe ainda um conjunto de quatro lagoas, que também foram formadas por braços do mar, desligados por porções de terra.

Com aproximadamente 35.000 habitantes, o município vem se estruturando para servir de modelo de gestão pública ecológica. O ecoturista tem à disposição hospedagem de qualidade internacional, em lugares descontraídos, confortáveis e aconchegantes que proporcionam tranqüilidade, segurança e lazer. A região é ideal para quem procura descansar e curtir a natureza, com lagoas, dunas e praias de águas límpidas e ótima balneabilidade. Junto com os ricos recursos naturais, o visitante encontrará preservada a cultura açoriana típica dos colonizadores locais, com sua deliciosa gastronomia e a forma rústica de pescar dos pescadores.

Hospedagem e gastronomia de qualidade

Cavalgada na Praia do Rosa

Todos os anos em setembro, a Prefeitura Municipal realiza Festa da Baleia Franca, com diversas atrações exaltando a importância da preservação da espécie e dos cuidados com o meio ambiente. Além disso, outros eventos são promovidos durante o ano, como a Festa Nacional do Camarão (janeiro), a Festa da Tainha (junho), campeonatos brasileiros e mundiais de wind surf, kite surf, surf e jet sky, além de congressos e eventos relacionados com turismo e ecologia. É atividade para o ano todo. Ecoturismo de qualidade, geração de emprego e renda o ano todo.


Praia do Rosa - Imbituba, SC

O “whale watching” em Imbituba é um exemplo de como o turismo sustentável é decisivo para a qualificação de um destino turístico. A observação de baleias é responsável pelo ponto alto do calendário turístico do município e a cada ano traz mais visitantes, brasileiros e estrangeiros para Santa Catarina.

Taí um bom exemplo para prefeitos e governadores promoverem geração de emprego e renda, com turismo de qualidade sem agredir o meio ambiente. Desenvolvimento é qualidade, não quantidade a qualquer custo. Chega de degradação, churrasquinho de gato, ônibus pirata, sujeira, baderna, pardieiros, "kitnets", favelização e depredação. Ordenação ecológica, rural e urbana, é a meta da vez. Respeito e dignidade ao ser humano, à flora, à fauna e demais recursos naturais. Chega de discursos e roubalheira. O planeta clama por seriedade, sustentabilidade.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Meio ambiente – Aumenta a concentração de mercúrio no oceano


De acordo com os resultados de um novo estudo, os níveis de mercúrio no Oceano Pacífico estão subindo. A alta pode significar que mais metilmercúrio, uma neurotoxina humana formada quando o mercúrio é metilado por micróbios, se acumule em peixes marinhos como o atum.

A pesquisa surge em um momento no qual cientistas e autoridades, que até agora se preocupavam mais com a concentração atmosférica do elemento, estão começando a busca por um quadro mais amplo quanto ao ciclo do mercúrio. As diretrizes do governo norte-americano quanto ao teor aceitável de metilmercúrio em peixes estão sob revisão.

Não se sabe ainda ao certo de que maneira o mercúrio atmosférico, quer lançado diretamente no oceano, quer transportado pelos rios ou depósitos costeiros, é metilado e por fim absorvido pelos peixes, que representam uma das fontes primárias de exposição humana ao metilmercúrcio. Mas novos dados, recolhidos por Elsie Sunderland, bióloga da Universidade Harvard, e seus colegas também propõem um possível mecanismo para a metilação de mercúrio no oceano.

Os pesquisadores recolheram amostras na parte leste do Pacífico Norte, uma área que também havia sido monitorada em cruzeiros de pesquisa conduzidos por cientistas norte-americanos em 1987 e 2002. Eles estimaram que o mercúrio metilado responde por até 29% de todo o mercúrio contido sob as águas do oceano, com menores concentrações presentes em massas de água mais profundas. Os modelos de computador desenvolvidos pelo grupo indicam que a deposição atmosférica de mercúrio poderia, até 2050, conduzir a uma duplicação das concentrações totais de mercúrio no oceano, ante os níveis existentes em 1999.

A equipe também encontrou uma relação entre os níveis de mercúrio metilado e carbono orgânico. Segundo os cientistas, partículas de carbono orgânico, originado de fitoplâncton ou outras fontes, podem oferecer superfícies sobre as quais os micróbios seriam capazes de metilar mercúrio no oceano. O mercúrio metilado seria posteriormente liberado na água.

Não se tem ainda um mecanismo causal para o fenômeno, mas ele parece estar vinculado ao bombeamento biológico do oceano. Resultados anteriores de observações conduzidas no Pacífico Sul e na região equatorial do mesmo oceano, localizaram concentrações semelhantemente altas de metilmercúrio nos locais onde a atividade biológica era mais elevada. A conexão tem implicações para a mudança do clima e para o ciclo do mercúrio. Oceanos mais quentes e mais produtivos, com mais fitoplâncton e mais peixes, poderiam elevar o volume de mercúrio metilado que termina nos pratos humanos.

Os pesquisadores também propuseram a hipótese de que as águas do oeste do Pacífico podem estar recebendo mercúrio depositado devido à elevação das emissões atmosféricas da Ásia, e de lá se deslocando para o nordeste do Pacífico. O oceano agora só pode estar respondendo a cargas de mercúrio mais elevadas geradas por deposição atmosférica passada, diz Sunderland. Daniel Cossa, do Instituto Francês de Exploração e Pesquisa Marítima (Ifremer), em La Seyne-sur-Mer, e seus colegas recolheram dados sobre mercúrio no Mar Mediterrâneo, para artigo a ser publicado em maio pela revista Limnology and Oceanography.

Os dois estudos indicam que nem todo o mercúrio metilado vem diretamente de fontes costeiras ou fluviais, e confirmam que ocorre metilação em profundidades moderadas nas águas oceânicas, de acordo com Nicola Pirrone, co-autor do estudo dirigido por Cossa e diretor do Instituto de Poluição Atmosférica do Conselho Nacional de Pesquisa Italiano, em Rende. Para ele, que também comandou a avaliação científica sobre o mercúrio conduzida no ano passado pelo Programa Ambiental das Nações Unidas, o oceano é uma grande lacuna no ciclo do mercúrio.

Robie Macdonald, especialista em mercúrio em águas árticas no Departamento Oceânico e de Pesca do Canadá, diz que embora o mercúrio na atmosfera tenha se elevado em cerca de 400% nos últimos 100 a 150 anos, as concentrações parecem ter aumentado em apenas 30% nos oceanos. "Nós estivemos tão ocupados observando a atmosfera que não nos preocupamos com o oceano", ele diz. "Ambos os estudos são realmente importantes, no que tange a chamar a atenção da comunidade científica quanto aos efeitos e riscos do mercúrio".

Quaisquer medidas de controle do metilmercúrio, porém, precisam levar em conta que volume vem de fontes naturais inevitáveis e que volume é gerado por fontes antropogênicas como a combustão de combustíveis fósseis, aponta Pirrone.

A controvérsia quanto a isso continua. A falta de dados quanto às alterações no nível de metilmercúrio em peixes, e quanto às origens naturais ou antropogênicas do composto, levou um tribunal da Califórnia a decidir em março de 2009 que as empresas que produzem atum em lata não precisam informar em suas embalagens sobre o teor de metilmercúrio em seus produtos. A Food and Drug Administration (FDA, agência federal norte-americana que regulamenta alimentos e remédios) está avaliando suas normas quanto ao risco de consumo de metilmercúrio em peixes.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Animal do mês - BALEIA-JUBARTE (Megaptera novaeangliae)


Família - Balaenopteridae

Distribuição - espécie cosmopolit
a. No verão, alimenta-se próximo aos pólos e no inverno migra para os trópicos para se reproduzir e criar seus filhotes. Possui hábitos costeiros mas pode ser encontrada também em ilhas oceânicas como Fernando de Noronha e Trindade. No Brasil, ocorre desde o Rio Grande do Sul até o nordeste. O Banco de Abrolhos, na Bahia, constitui uma importante área de reprodução e cria no Atlântico Sul Ocidental, e a única devidamente comprovada até o momento (suspeita-se que na costa nordeste do Brasil possa existir outra). Atualmente, no Hemisfério Sul, existem possivelmente cerca de 12.000 indivíduos, divididos em 7 distintas populações.

Peso, medidas e características - corpo robusto. Adultos em geral, medem entre 12 e 16 m e podem pesar mais de 40 toneladas. Dorso preto com manchas brancas irregulares na barriga. Nadadeiras peitorais e parte ventral da nadadeira caudal variam do preto total a
o branco total, com padrões intermediários. Quilha central sobre a cabeça, que é arredondada e repleta de calosidades ou tubérculos, típicos da espécie, que podem estar recobertos por cracas e piolhos-de-baleia. A nadadeira dorsal é pequena, falcada ou achatada, situada sobre pequena corcova. A nadadeira caudal em forma de asa de borboleta, com bordas recortadas. Nadadeiras peitorais muito longas, correspondendo a 1/3 do comprimento do corpo, com bordas recortadas. Possui de 250 a 400 pares de barbatanas de coloração cinza-escuro ou marrom. Apresenta de 12 a 36 pregas ventrais, que estendem-se até perto da abertura genital.

Como nascem e quanto vivem - os machos disputam as fêmeas com lutas entre si e comportamentos agressivos. Nas áreas de reprodução a estrutura de grupo mais comumente observada são pares de fêmeas com filhotes acompanhadas de um ou mais machos denominados escortes. A maturidade sexual é alcançada com aproximadamente 11 m. A gestação dura cerca de 1 ano. As fêmeas dão à luz a um único filhote que ao nascer mede cerca de 5 m e pesam 1,5 tonelada. A amamentação dura de 6 a 10 meses. O intervalo médio entre as crias é de 2 anos. Pode viver, pelo menos, 40 anos.

Comportamento e hábitos - nada sozinha, em pares ou trios mas pode formar grupos temporários maiores nas áreas de alimentação e reprodução. Costuma saltar, bater com as nadadeiras e a
cabeça na superfície da água, e por ser curiosa costuma aproximar-se de embarcações. Pode ficar com a cauda, a cabeça e as nadadeiras peitorais expostas na superfície da água por até algumas horas. Costuma projetar a nadadeira caudal fora da água antes de iniciar um mergulho profundo. Os machos costumam emitir sons semelhantes a canções que podem durar de 6 minutos até mais de uma hora nas áreas de reprodução para atrair e cortejar as fêmeas. O canto é composto de várias frases que se repetem de forma idêntica durante horas seguidas. Pequenas variações no canto da jubarte só são percebidas quando ouvidas ano após ano : aparentemente, a cada ano a baleia acrescenta uma nova frase ao canto. Distintas populações de baleias-jubarte executam diferentes cantos. Apresentam um complexo comportamento social. Quando molestada, pode soltar bolhas pelo orifício respiratório na água e emitir um barulho parecido com um som de trompete, como sinal de alerta. Borrifo em forma de balão, podendo atingir 3 m de altura.

Alimentação - principalmente no verão, em águas frias. Alimenta-se de krill, copépodos e pequenos peixes que formam cardumes. Possuem uma série de técnicas alimentares altamente especializadas.

Identificação Individual - a coloração da parte ventral da nadadeira caudal e a forma e recorte das bordas criam um desenho de cauda único em cada indivíduo. A forma, marcas e cicatrizes da nadadeira dorsal também tornam possível a identificação de distintos indivíduos.

Inimigos Naturais -
as orcas (Orcinus orca), as falsas-orcas (Pseudorca crassidens) e possivelmente os grandes tubarões (Família Carcharhinidae).


Ameaças - devido aos seus hábitos costeiros durante seus períodos migratórios (julho a dezembro) a baleia-jubarte sofre com fortes pressões antrópicas como por exemplo capturas acidentais em redes de pesca, colisão com barcos e navios, poluição dos mares e a distruição de seus habitats. Outra ameaça potencial e iminente é o aumento do turismo para a observação de baleias (whalewatching) no Banco dos Abrolhos, que, se feito de forma irracional e descontrolada, pode molestar seriamente as baleias-jubarte. A atividade petrolífera na região do Banco dos Abrolhos e adjacências é causa de preocupação quanto a futuros impactos sobre a população de baleias. Existem registros de capturas em redes de deriva oceânicas para as regiões sul e sudeste do Brasil.

Status - encontra-se listada na categoria Vulnerável (IUCN, 1996) e está citada na Lista Oficial de Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção.
(Fonte: Vivaterra)

sexta-feira, 13 de março de 2009

Desastre ambiental - Derramamento faz Austrália declarar zona de catástrofe


As autoridades australianas declararam nesta sexta-feira, 13, zona de catástrofe a área de 60 quilômetros de praia no nordeste do país afetada por uma mancha negra de combustível, derramado esta semana por um navio mercante. A região abriga algumas das praias mais paradisíacas e conhecidas da Austrália.

Na última quarta-feira, o navio Pacific Adventurer com bandeira de Hong Kong, que transportava 6
0 contêineres com nitrato de amônio, teve 31 deles lançados ao mar o que corresponde a 620 toneladas do produto. O local onde caíram os contêineres é de águas profundas. O capitão do navio informou que cerca de 30 toneladas de combustível também foram derramadas. A companhia britânica Swire Shipping Ltd., proprietária do navio, informou inicialmente que foi derramado no mar o equivalente a 42.500 litros de petróleo. Posteriormente, a empresa informou que mergulhadores avaliaram os danos no casco e perceberam que havia vazado “muito mais” do que 42.500 litros de petróleo. A companhia, porém, não forneceu novas estimativas, mas especialistas acreditam que a quantidade pode chegar a 100 toneladas.


O acidente ocorreu nas águas da baía de Moreton, próximo a Brisbane, capital do estado de Queensland, nordeste da Austrália, devido a um temporal causado pelo ciclone Hamish que passava pela região e ameaçava a costa do estado há uma semana. Os contêineres a bordo deslocaram-se quando a embar
cação enfrentava mar revolto e atingiram o tanque de combustível abrindo um buraco no casco por onde vazou o combustível. O navio zarpou da ilha de Stradbroke em direção a Newcastle e ontem foi rebocado para o porto de Brisbane, onde serviços de emergência, bombeiros e ambulâncias estavam a sua espera.

O governo de Queensland acusa a empresa de ter enganado as autoridades australianas com os primeiros números sobre o acidente, o que levou as autoridades locais a pensar que o impacto ambiental seria menor. A Autoridade Portuária Australiana informou que o navio não poderá deixar o país enquanto não forem fornecidas explicações satisfatórias. O governo quer que a proprietária do navio indenize os custos de limpeza.

Os parques nacionais mantidos nas ilhas de Moreton e Bribie, ao norte de Brisbane, e o sul do litoral de Sunshine foram as áreas mais afetadas pelo derramamento, tendo suas areias cobertas por combustível. A área afetada, conhecida como Costa do Sol, é distante da Grande Barreira de Corais, que aparentemente não corre risco com o acidente. Segundo as autoridades, os efeitos do desastre são muito mais graves do que se acreditava inicialmente. O impacto ambiental de longo prazo ainda não foi estimado. Muitas aves com as penas cobertas por óleo estão sendo resgatadas por equipes especializadas na tentativa de reabilitá-las.

Hoje os serviços de emergência iniciaram a limpeza da área, ajudados pela maré, que durante a noite passada conseguiu dispersar parte da enorme mancha. O primeiro-ministro, Kevin Rudd, prometeu ajuda federal para evitar uma catástrofe ambiental na região.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Meio ambiente - Mares brasileiros estão desprotegidos


Relatório da organização não-governamental Greenpeace, divulgado na terça-feira (19) em São Paulo, aponta que apenas 0,8% dos mares brasileiros estão protegidos por leis de preservação. O resultado está abaixo da média mundial, de 1%, que, segundo a ONG, já é insuficiente para a recuperação da biodiversidade.

No documento, intitulado “À Deriva - Um Panorama do Mar Brasileiro”, a organização mostra ainda que, das espécies economicamente exploradas pela pesca nos mares do país, 80% estão ameaçadas.

Para eles é necessário regularizar a atividade pesqueira para garantir a continuação da sustentabilidade econômica do setor no futuro. O estudo identifica ainda, outros três temas prioritários na p
reservação dos oceanos: impactos das mudanças climáticas, criação de áreas marinhas protegidas e ausência de uma Política Nacional de Oceanos.

Segundo técnicos do Ministério do Meio Ambiente, é possível aumentar sensivelmente a proteção do mares do país nos próximos anos e a meta é de alcançar 10% dos mares protegidos em 2012.