Por incrível que pareça, um vídeo de reportagem de Chico Pinheiro, da Rede Globo, mostra a realidade das últimas enchentes de São Paulo, consequência da inoperância e incompetência do Poder Público nas últimas décadas, e principalmente, nos dias de hoje. Assista ao vídeo, vale a pena:
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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Descaso, incompetência, desrespeito e muito mais, na maior metrópole do país
Por incrível que pareça, um vídeo de reportagem de Chico Pinheiro, da Rede Globo, mostra a realidade das últimas enchentes de São Paulo, consequência da inoperância e incompetência do Poder Público nas últimas décadas, e principalmente, nos dias de hoje. Assista ao vídeo, vale a pena:
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sexta-feira, 5 de junho de 2009
Meio ambiente – Nada a comemorar
Infelizmente, não temos nada a comemorar no Dia Mundial do Meio Ambiente. Comemorar o quê? Os 197 Km2 desmatados no último trimestre na Amazônia? A devastação desenfreada de biomas como a Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga? A algazarra que se tornou o setor de meio ambiente do Governo Federal e que se espalha pelos estados e municípios? O tráfico de animais silvestres que cresce a cada dia que passa? O consumo irracional crescente e estimulado por governos e empresários inescrupulosos? Corrupção generalizada? Falta de saneamento básico? O PDBG (Programa de Despoluição da Baía de Guanabara) que há décadas não trás nenhuma melhoria para as condições ambientais da Região Metropolitana do Rio? Aliás, onde anda essa dinheirama? A destruição escancarada da Baía de Sepetiba? Os 70% de rios poluídos em todo o país? O desperdício descomunal e diário de água e energia? A falta de compromisso dos governos com o meio ambiente e a qualidade de vida da população? A pesca predatória que assola rios e mares brasileiros? Os órgãos ambientais falidos? Angra 3 e as 60 termonucleares anunciadas pelo Lobão? A falta de estrutura e pessoal capacitado para a gestão do setor no país? As unidades de conservação sendo invadidas e sem qualquer estrutura de defesa? A desertificação galopante por todo o planeta? O "desenvolvimento" a qualquer custo? As injustiças sociais? O descaso e o cinismo das "autoridades"?Comemorar o quê?
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Tecnologia verde - Biodigestor anaeróbico
A tecnologia não é uma novidade, mas poderia ser mais difundida, tanto na área rural quanto urbana. O Biodigestor anaeróbio (que funciona na ausência de ar) é uma tecnologia desenvolvida para o tratamento de resíduos orgânicos, com resultados já bem conhecidos de capacidade de depuração de resíduos (fezes e urina) produzidos por animais e pessoas. Os biodigestores apresentam a vantagem de, além de tratar o esgoto, gerar um combustível renovável, o biogás (composto basicamente de metano e gás carbônico) e também o efluente (líquido) tratado pelo sistema, utilizado na agricultura como fertilizante. O “bexigão”, como é chamado o biodigestor, é um projeto pioneiro no Brasil, fruto de parceria entre a Embrapa Instrumentação Agropecuária, o Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza, as empresas Firestone Building Products Latin America e Ecosys (representante da Firestone em Bauru) e a Prefeitura de Cabrália Paulista. O maior já projetado para este fim no Brasil, o biodigestor anaeróbio para saneamento básico, produção de bioenergia e biofertilizante é resultado de um ano de pesquisa e investimentos de cerca de 530 mil reais. O biodigestor, que está em funcionamento na Escola Técnica Estadual Astor de Mattos Carvalho (ETEC), em Cabrália Paulista (SP), é do tipo tubular, de sistema fechado, composto por geomembrana de borracha - semelhante a uma câmara de ar de pneu, mas com capacidade bem maior. Tem 50 m de comprimento por 4 m de largura e 250 m3 de capacidade de armazenamento de líquidos, o suficiente para produzir, diariamente, pelo menos 13 m3 de biogás e 6 m3 de biofertilizante. A tecnologia foi desenvolvida com a proposta de realizar o tratamento básico de resíduos orgânicos numa pequena comunidade rural e, assim, promover a sua sustentabilidade social, econômica e ambiental.
O projeto mostra que é possível tratar esgoto sanitário doméstico juntamente com dejetos de criações comerciais, como suínos e aves. O biodigestor está em funcionamento há pouco mais de um ano e já mostrou ser um tratamento é muito eficiente, pois os resultados mostram que o processo elimina 99,99% dos coliformes fecais do produto final.
O pesquisador Wilson Tadeu Lopes da Silva, da Embrapa Instrumentação Agropecuária, responsável pelo desenvolvimento do projeto, explica que os biodigestores têm sido objeto de grande destaque devido a atual crise de energia e conseqüente busca de fontes alternativas, e pelo intenso processo de modernização da agropecuária, que além da grande demanda de energia, produz um volume de resíduos animais e de culturas, que ocasiona muitas vezes problemas de ordem sanitária. Segundo ele, o diferencial deste biodigestor está no tratamento conjunto de resíduos humanos e animais em um único sistema, proporcionando otimização dos recursos utilizados na implantação e operação do sistema. O desenvolvimento de filtros para melhoria da eficiência do biogás também é um tema que brevemente será estudado.
O projeto contou ainda com a colaboração do ex-pesquisador da Embrapa, o consultor na área de saneamento, Antônio Pereira de Novaes, que tem grande experiência em biodigestores. Ele trabalha com o tema desde 1980. Segundo Novaes, a construção do biodigestor de Cabrália Paulista segue o mesmo princípio do sistema Fossa Séptica Biodigestora, desenvolvido por ele em 2001, e vencedora do Prêmio Tecnologia Social da Fundação Banco do Brasil, 2003, disseminada hoje em todo o país.A Etec dispõe de condições ideais para a realização desses experimentos, considerando a centena de alunos que mora em regime de semi-internato e uma granja com 50 suínos. O biodigestor instalado em Cabrália Paulista utiliza todo o esgoto orgânico, como fezes e urina, e é tema de ensino incluído na grade curricular da escola. A instalação do biodigestor na Etec credencia o aluno para trabalhar em projetos de biodigestão, colocando-o em sintonia com a tendência do mercado, que é à busca de energia alternativa. O biogás produzido sendo usado para substituir o gás (GLP) da cozinha do colégio, aquecer granjas, mover motor e gerador elétrico, representando uma redução de 180 Kg de gás para 90 Kg por mês e o biofertilizante é utilizado para adubar os plantios agrícolas. Trata-se de um sistema barato se comparado a grandes estruturas, pode ser aplicado em pequenas comunidades e ainda gera um subproduto, ou seja, traz vantagens para o meio ambiente, para a economia e para a sociedade, que não precisa esperar grandes investimentos para ver os efluentes tratados. Sem dúvida, é uma alternativa eficiente de saneamento em um país em que apenas 35% dos domicílios tratam adequadamente o esgoto.
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terça-feira, 24 de março de 2009
Meio ambiente - Falta de saneamento causa 65% das internações do SUS
Além da hepatite A, da diarreia e da febre tifóide, doenças como cólera, giárdia e salmonelose podem ser transmitidas pela água sem tratamento. As doenças causadas pela falta de saneamento básico são responsáveis por 65% das internações no Sistema Único de Saúde (SUS).A maioria dessas doenças é causada por micro-organismos eliminados pelo intestino. O corpo, como defesa, expulsa boa parte dos agentes causadores de doenças pelas fezes. Se o esgoto não é recolhido e tratado, volta ao ambiente e contamina outra pessoa, perpetuando o ciclo da doença. A diarreia provocada por saneamento inadequado mata 7 crianças com idades de 1 a 5 anos por dia no Brasil, segundo dados da Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Por ano, são mais de 2,5 mil.
O elo fraco da falta de saneamento é a criança. A ausência de saneamento interfere até na aprendizagem. Problemas relacionados a doenças transmitidas pela água são responsáveis por 34% das faltas de crianças a creches e salas de aula. As crianças sofrem mais, mas o problema não escolhe idade, raça ou condição social. Em Ilhabela por exemplo, refúgio de abastados no litoral norte paulistano, tem somente 3% do esgoto tratado. O camarão e a lagosta, pratos associados a pessoas de alto nível social, são um grande democratizadores da falta de saneamento do país. Quando pescados numa praia onde há despejo de esgoto in natura, o risco de eles serem o vetor de um vírus ou bactéria é grande.
Riscos como os descritos anteriormente tornam-se mais graves em localidades onde são freqüentes as fossas negras, poços rasos e bicas usadas por moradores para tirarem água para beber. A fossa negra é um buraco, normalmente de 3 a 5 m de profundidade, onde são despejados os dejetos da cozinha e do banheiro. Ela raramente tem algum revestimento, o que faz o material sólido e líquido penetrar diretamente no solo.Uma saída para regiões distantes da rede coletora é recorrer a fossas sépticas com sumidouro. Nesse sistema, há uma decantação do material sólido e o líquido é vazado para outro recipiente com fundo vedado e furos laterais. Assim, o líquido é absorvido pelo solo de maneira horizontal, facilitando a filtragem natural.
Procure orientações na Prefeitura de sua cidade sobre o tratamento de esgotos e cobre dos administradores públicos providências para solucionar a falta de saneamento em seu município. Não fique parado. Alerte seus vizinhos. Saneamento é coisa séria.
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
Meio ambiente - Tratamento de esgoto ainda é o maior problema de saneamento no país
O baixo percentual de tratamento de esgoto no país – apenas 30% – é o principal gargalo da implementação das diretrizes apontadas pela Lei do Saneamento, que além do acesso aos serviços de esgoto sanitário, prevê tratamento de água, drenagem urbana e destinação correta para os resíduos sólidos.
O acesso ao saneamento é mais crítico nas regiões Norte e Nordeste. Para universalizar o acesso ao saneamento no Brasil são necessários cerca de R$ 180 bilhões. Nos últimos cinco anos, o governo investiu R$ 12 bilhões e até 2011, outros R$ 40 bilhões serão liberados para as ações na área, no chamado PAC do Saneamento. Ainda é muito pouco em relação à demanda.Muitos políticos tinham a imagem de que investir em saneamento significava enterrar obras (ainda hoje temos alguns que pensam dessa forma). Hoje, a população reconhece e cobra o saneamento como fundamental, necessário para qualidade de vida. Investir em saneamento significa menos gasto com saúde e, consequentemente, mais saúde para o povo. É simples, não?
sexta-feira, 27 de junho de 2008
Qualidade de vida - Falta de saneamento - um problema que não querem resolver
Ontem (26/06), o RJTV mostrou uma denúncia de um morador da Baixada Fluminense, do município de Nova Iguaçu, reivindicando melhorias em sua rua, que desde que nasceu a 37 anos atrás, está repleta de buracos, sem pavimentação, esgoto a céu aberto, dentre outras mazelas. Lembra-se ainda na denúncia, que no bairro não é feita coleta de lixo que, quando o material não é queimado pelos moradores, fica acumulado na rua, um risco para a saúde da população. Nesses casos, o que mais ouvimos das autoridades é: estamos providenciando um projeto para a solução dos problemas da comunidade tal. E assim vão se passando os anos, décadas, e nada é feito.
Esse não é o retrato só de Nova Iguaçu, é da maioria das cidades brasileiras. A Baixada Fluminense está repleta desses problemas. Para onde vai tanto dinheiro de programas de saneamento, de obras de PACs, de financiamentos internacionais, de emendas orçamentárias, etc., etc.? Por quantas andam as obras de revitalização da Baía de Guanabara que contempla obras de saneamento na Baixada Fluminense e na maior parte da região metropolitana do Rio de Janeiro? Onde está esse dinheiro? E mais: Onde estão as obras? Enquanto isso tem gente se preocupando em fazer marcha da maconha na Vieira Souto.
Para não dizer que estou exagerando, assista esse próximo vídeo:
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