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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Descaso, incompetência, desrespeito e muito mais, na maior metrópole do país


Por incrível que pareça, um vídeo de reportagem de Chico Pinheiro, da Rede Globo, mostra a realidade das últimas enchentes de São Paulo, consequência da inoperância e incompetência do Poder Público nas últimas décadas, e principalmente, nos dias de hoje. Assista ao vídeo, vale a pena:


segunda-feira, 20 de abril de 2009

Tecnologia verde - Biodigestor anaeróbico


A tecnologia não é uma novidade, mas poderia ser mais difundida, tanto na área rural quanto urbana. O Biodigestor anaeróbio (que funciona na ausência de ar) é uma tecnologia desenvolvida para o tratamento de resíduos orgânicos, com resultados já bem conhecidos de capacidade de depuração de resíduos (fezes e urina) produzidos por animais e pessoas. Os biodigestores apresentam a vantagem de, além de tratar o esgoto, gerar um combustível renovável, o biogás (composto basicamente de metano e gás carbônico) e também o efluente (líquido) tratado pelo sistema, utilizado na agricultura como fertilizante.

O “bexigão”, como é chamado o biodigestor, é um projeto pioneiro no Brasil, fruto de parceria entre a Embrapa Instrumentação Agropecuária, o Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza, as empresas Firestone Building Products Latin America e Ecosys (representante da Firestone em Bauru) e a Prefeitura de Cabrália Paulista. O maior já projetado para este fim no Brasil, o biodigestor anaeróbio para saneamento básico, produção de bioenergia e biofertilizante é resultado de um ano de pesquisa e investimentos de cerca de 530 mil reais. O biodigestor, que está em funcionamento na Escola Técnica Estadual Astor de Mattos Carvalho (ETEC), em Cabrália Paulista (SP), é do tipo tubular, de sistema fechado, composto por geomembrana de borracha - semelhante a uma câmara de ar de pneu, mas com capacidade bem maior. Tem 50 m de comprimento por 4 m de largura e 250 m3 de capacidade de armazenamento de líquidos, o suficiente para produzir, diariamente, pelo menos 13 m3 de biogás e 6 m3 de biofertilizante. A tecnologia foi desenvolvida com a proposta de realizar o tratamento básico de resíduos orgânicos numa pequena comunidade rural e, assim, promover a sua sustentabilidade social, econômica e ambiental.

O projeto mostra que é possível tratar esgoto sanitário doméstico juntamente com dejetos de criações comerciais, como suínos e aves. O biodigestor está em funcionamento há pouco mais de um ano e já mostrou ser um tratamento é muito eficiente, pois os resultados mostram que o processo elimina 99,99% dos coliformes fecais do produto final.

O pesquisador Wilson Tadeu Lopes da Silva, da Embrapa Instrumentação Agropecuária, responsável pelo desenvolvimento do projeto, explica que os biodigestores têm sido objeto de grande destaque devido a atual crise de energia e conseqüente busca de fontes alternativas, e pelo intenso processo de modernização da agropecuária, que além da grande demanda de energia, produz um volume de resíduos animais e de culturas, que ocasiona muitas vezes problemas de ordem sanitária. Segundo ele, o diferencial deste biodigestor está no tratamento conjunto de resíduos humanos e animais em um único sistema, proporcionando otimização dos recursos utilizados na implantação e operação do sistema. O desenvolvimento de filtros para melhoria da eficiência do biogás também é um tema que brevemente será estudado.

O projeto contou ainda com a colaboração do ex-pesquisador da Embrapa, o consultor na área de saneamento, Antônio Pereira de Novaes, que tem grande experiência em biodigestores. Ele trabalha com o tema desde 1980. Segundo Novaes, a construção do biodigestor de Cabrália Paulista segue o mesmo princípio do sistema Fossa Séptica Biodigestora, desenvolvido por ele em 2001, e vencedora do Prêmio Tecnologia Social da Fundação Banco do Brasil, 2003, disseminada hoje em todo o país.

A Etec dispõe de condições ideais para a realização desses experimentos, considerando a centena de alunos que mora em regime de semi-internato e uma granja com 50 suínos. O biodigestor instalado em Cabrália Paulista utiliza todo o esgoto orgânico, como fezes e urina, e é tema de ensino incluído na grade curricular da escola. A instalação do biodigestor na Etec credencia o aluno para trabalhar em projetos de biodigestão, colocando-o em sintonia com a tendência do mercado, que é à busca de energia alternativa. O biogás produzido sendo usado para substituir o gás (GLP) da cozinha do colégio, aquecer granjas, mover motor e gerador elétrico, representando uma redução de 180 Kg de gás para 90 Kg por mês e o biofertilizante é utilizado para adubar os plantios agrícolas. Trata-se de um sistema barato se comparado a grandes estruturas, pode ser aplicado em pequenas comunidades e ainda gera um subproduto, ou seja, traz vantagens para o meio ambiente, para a economia e para a sociedade, que não precisa esperar grandes investimentos para ver os efluentes tratados. Sem dúvida, é uma alternativa eficiente de saneamento em um país em que apenas 35% dos domicílios tratam adequadamente o esgoto.

domingo, 22 de março de 2009

Água - Único rio limpo de São Paulo ameaçado pelo lançamento de esgoto


O distrito de Marsilac, extremo sul do município de São Paulo, com 15 mil moradores, apresenta o pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da capital e nível de mortalidade infantil superior à média do Nordeste.

Como a maioria da população utiliza valas negras para despejar o esgoto, há risco de contaminação por doenças graves, como hepatite, cóler
a e tifo. A falta de saneamento coloca em risco vidas e também o único rio livre de poluição que corta São Paulo, o Rio Capivari.

A região é de extrema importância ambiental, pois além de abrigar o único rio sem poluição que corta Marsilac, abriga vários cursos d’água intactos que nascem na Serra do Mar e abastecem o Sistema Guarapiranga, que fornece cerca de 30% da água consumida em São Paulo.

O drama da população de Marsilac é exemplar para se entender o que acontece com o saneamento básico no Brasil. O Índice de Desempenho Ambiental, levantamento feito pelas Universidades de Yale e Columbia que mede a performance ambiental de 132 países, listou o Brasil em 34º no
ranking, com 82,7 pontos de média. Não muito atrás de países como Dinamarca (84) e Espanha (83,1). Mas no quesito Adequação Sanitária o país faz feio. No levantamento de 2008 teve nota 70,8. Na comparação das Américas, ficou atrás de países como Guatemala, Paraguai, Jamaica e República Dominicana. Mesmo São Paulo, que tem IDH de país europeu, tem seu lado africano.

Hoje, 97% dos municípios brasileiros dispõem de água tratada em 70% das residências ou mais, só que apenas um terço do esgoto é recolhido, e apenas 30% desse esgoto coletado é tratado. Esse é o maior fator de poluição de águas no Brasil.

Nesse cenário, não é apenas o morador pobre, da zona rural ou de comunidades irregulares que sai prejudicado. O número de pessoas morando em cidades no Brasil corresponde a 82,7% da população. Desse total, 56% é atendido pela rede coletora de esgoto. O resto é obrigado a despejar esgoto in natura em córregos, rios ou praias. É o caso dos condomínios da Barra da Tijuca ou do Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro por exemplo. Os imóveis desses bairros, que ostentam construções de alto padrão, não dispõem de rede coletora. O esgoto produzido por eles é jogado na praia ou em fossas sépticas, cujo transbordamento por falta de manutenção traz sérios danos ao ambiente.

Há duas décadas a política no país era afastar o esgoto. Jogava-se no mar, rio abaixo. Hoje, com as cidades crescendo e uma se juntando à outra, a população passa a ver a sujeira e a visão de que saneamento não traz dividendos políticos já não existe. Apesar do cenário mais favorável ao investimento em saneamento, modernizar o setor no país exigirá tempo e dinheiro. Para se ter uma idéia, se começarmos agora, vamos demorar 20 anos e serão necessários R$ 200 bilhões para levar água e esgoto tratado a 100% dos domicílios. Em coleta e tratamento de esgoto, números internacionais mostram que se gasta cerca de R$ 600 por pessoa para montar a infraestrutura. Para tratar e distribuir água potável, o número gira em torno de R$ 200 per capita.

O gasto de R$ 200 bilhões pode parecer alto, mas o custo-benefício é atraente. Cada R$ 1 investido em saneamento, o poder público poupa R$ 8 em gastos na saúde e em alguns casos, a relação pode ser de R$ 1 para R$ 30.

Água – 22 de março, Dia Internacional da Água


Hoje é o Dia Internacional da Água, um recurso essencial para a sobrevivência do planeta, mas que nem sempre é respeitado. Para evitar o desperdício, é preciso ficar de olho no consumo responsável. Uma gota que cai constantemente de uma torneira pode parecer pouco, mas que somam 1.380 litros de água jogados fora por mês. Se ela pinga cerca de 1 vez por segundo significa que no final do dia vamos ter um balde de 45 litros cheio, se multiplicarmos pelo número de dias do ano, teremos 16 tanques de água com capacidade para atender uma família por dia.

De acordo com a declaração Universal dos Direitos editada pela ONU, "a água não deve ser desperdiç
ada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis"...

O alerta é feito com clareza, no entanto, não vem sendo observado ou cumprido pelo ser humano. A realidade é outra. Há anos os recursos hídricos vêm sofrendo, no mundo todo, os efeitos da super exploração, degradação das bacias, poluição, desmatamento e desperdício. Se uma pessoa deixar de comer, ela pode resistir até 40 dias, se deixar de beber água, ela consegue sobreviver apenas 3 dias. Mesmo assim, a população ainda não está consciente de que a água doce no mundo é um recurso finito. Normalmente, as florestas não são relacionadas com a água que chega às casas, e sendo assim, fica mais difícil a preservação. É preciso saber que a floresta desmatada, o rio poluído, a ocupação desordenada do solo prejudicam, e muito, a captação, a qualidade e a quantidade de água nos mananciais, reservatórios e bacias.

A maior consumidora de água potável é a agricultura e as pessoas não têm consciência desse fato. Os consumidores acreditam que o grande vilão do consumo de água e da poluição é a indústria, seguido pelo consumo doméstico. A verdade é que a irrigação consome 70% dos recursos hídricos do país. Para diminuir o problema, as plantações deveriam ser irrigadas com formas mais econômicas, aplicando-se técnicas como o gotejamento, microgotejamento e
microaspersão, ao invés de pivôs centrais, que espalha desperdiçando praticamente 2/3 da água para a atmosfera. Além do desperdício na irrigação, o desmatamento e as queimadas utilizadas para o plantio de novas safras também provocam a escassez da água, comprometendo as nascentes e os rios.

O Brasil é o 10° produtor de água virtual do mundo. Considera-se água virtual toda a água usada para se fabricar um bem. Pode ser uma manga, uma camiseta, um quilo de carne. Estabelecendo-se uma relação, um quilo de pão utiliza 150 litros de água, enquan
to um quilo de batata usa 2.000 litros. Um quilo de carne, considerando desde o nascimento do boi até a entrega ao consumidor final, gasta 10.000 litros de água. Por isso a Europa importa grandes volumes de carne produzida no Brasil, pois se o europeu tiver que produzir a mesma carne em regime de confinamento, ele gastaria 40.000 litros de água.

Outro grave problema é o saneamento básico. Os rios sofrem com o lançamento de esgotos sem tratamento e com os resíduos sólidos despejados em suas águas. Além do lixo doméstico, lâmpadas, medicamentos, inseticidas e pilhas são descartados sem o mínimo controle.

A água que chega nas residências, é captada nos mananciais e transportada para as estações de tratamento. Quanto mais longe estiver o manancial, mais caro chega a água ao consumidor final. E quanto mais poluída estiver a água, mais produtos químicos e tempo são empregados em seu tratamento.

Cada pessoa gasta em média 200 litros água por dia, mas esse consumo pode diminuir se for bem planejado, aplicando-se algumas medidas no nosso dia a dia para se evitar o desperdício, ajudando a diminuir o impacto da ação do homem sobre os recursos hídricos, tais como:

- no banho, feche a torneira para se ensaboar;
- verifique se as válvulas da descarga estão em boas condições de funcionamento;
- usando a máquina de lavar roupas, inicialmente, lave as roupas brancas, depois as escuras, com a mesma água lave o jeans. No enxágue, continue a sequência das roupas brancas para as mais escuras;
- vistorie sempre a possível existência de vazamentos, providneciando imediatamente o conserto;
- ao escovar os dentes, lavar louças ou fazendo a barba, feche a torneira;
- use um balde ao invés de mangueira para lavar o carro;
- cobre dos governos uma política mais ágil para evitar o desperdício e a destruição das nascentes dos rios.

sábado, 21 de março de 2009

Crime ambiental - Maior hotel da Amazônia é multado por crimes ambientais


O maior empreendimento de ecoturismo da Amazônia, o Hotel de Selva Ariaú Amazon Towers, recebeu uma multa de R$ 88.905 do Ipaam (Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas) nesta sexta-feira, por crimes ambientais. Ao todo, foram cinco autos de infração, por queima de resíduos sólidos, vazamento de combustível, poluição das águas do Ariaú (braço do Rio Negro) com toda espécie de lixo, entre outros crimes. O Ipaam deu um prazo de 30 dias para o empresário Francisco Rita Bernardino, proprietário do empreendimento, pagar a multa e 20 dias se ele quiser recorrer.

Aberto em 1986, pioneiro na modalidade de ecoturismo, o complexo hoteleiro está localizado no município de Iranduba (60 km de Manaus), dentro de uma unidade de conservação estadual, a 6 km de distância do Parque Nacional de Anavilhanas. O complexo hoteleiro é construído sobre palafitas
ao nível das copas das árvores, técnica muito utilizada pelos nativos, tem sua arquitetura regional única na região. Conta com 360 apartamentos distribuídos em 08 torres construídas com madeira, incrustadas sobre a Selva Amazônica. Com localização estratégica e acesso exclusivamente por transporte fluvial ou aéreo, nele se pode confortavelmente desfrutar de fascinantes vistas da exuberante floresta e toda a biodiversidade do lugar.

Segundo o órgão ambiental, desde 2005 o licenciamento do Ariaú está s
uspenso por descumprir um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta). A empresa não implantou fossas sépticas e tratamento de esgoto adequado às normas ambientais. Por determinação do Ministério Público Federal, a fiscalização encontrou o sistema de tratamento em área que pode ficar submersa no período de cheia do rio, sem qualquer tipo de melhoria, além de lixo e resíduos sólidos a 2,5 km da sede do complexo. Na área utilizada para reciclagem dos resíduos havia cultivo de hortaliças e criação de animais, como galinhas e porcos. Segundo os fiscais a situação encontrada é alarmante, pois o hotel vende uma imagem de preservação da Amazônia e não foi isso que os técnicos constataram. Em janeiro, o Ministério Público Federal do Amazonas abriu inquérito civil público após receber denúncias de danos ambientais.

O Hotel Ariaú informou estranhar a emissão da multa, pois já havia sido estipulado um prazo de até 90 dias para que a empresa pudesse se regularizar e que a empresa investiu R$ 65 mil no contrato com uma empresa para o tratamento de esgoto e reciclagem do lixo. As deficiências apontadas existem e estão sendo corrigidas na tentativa de cumprir todas as solicitações feitas pelas autoridades. O Ipaam diz que a multa se refere às irregularidades encontradas na blitz, e não em razão da falta do licenciamento.

Será que eu entendi direito? O maior empreendimento de ecoturismo do Amazonas, com uma extensa lista de celebridades internacionais entre os seus hóspedes, primeiro a desencadear o modelo de hospedagem na selva e que virou atração rendendo uma série de prêmios, há 23 anos é vendido como produto ecoturístico e não possuía condições adequadas de tratamento de efluentes e resíduos sólidos? Que tipo de ecoturismo é esse? Que autoridades são essas que deixam por período tão grande ocorrerem tais barbaridades? Há mais de duas décadas mascarando-se atrás do ecoturismo? A situação é muito séria. Não é só o caso de agressão ambiental. Enquadra-se também no descumprimento do Código do Consumidor, pois são 23 anos de propaganda enganosa! Caso isso tudo seja verdade (não é possível que o Ministério Público esteja mentindo!), trata-se de bandidagem da pior espécie. Esse produto é vendido para todo o Brasil e o resto do mundo. Os que se hospedaram nesse período achando que estavam desfrutando de um empreendimento ambientalmente responsável, foram enganados e, certamente, poderão recorrer à justiça para reaver seus direitos. Há pouco tempo atrás, o local foi escolhido como cenário de gravações da mini série global “Amazônia”.

Por isso, sempre alertamos para os produtos e serviços vendidos com rótulos verdes, como social e ecologicamente corretos. Antes de adquiri-los, certifique-se se realmente não estão usando apelos sociais e ecológicos para mascarar irregularidades, agressões ambientais, ao bem estar e aos direitos humanos.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Meio ambiente - Tratamento de esgoto ainda é o maior problema de saneamento no país


O baixo percentual de tratamento de esgoto no país – apenas 30% – é o principal gargalo da implementação das diretrizes
apontadas pela Lei do Saneamento, que além do acesso aos serviços de esgoto sanitário, prevê tratamento de água, drenagem urbana e destinação correta para os resíduos sólidos.

O acesso ao saneamento é mais crítico nas regiões Norte e Nordeste. Para universalizar o acesso ao saneamento no Brasil são necessários cerca de R$ 180 bilhões. Nos últimos cinco anos, o governo investiu R$ 12 bilhões e até 2011, outros R$ 40 bilhões serão liberados para as ações na área, no chamado PAC do Saneamento. Ainda é muito pouco em relação à demanda.

Muitos políticos tinham a imagem de que investir em saneamento significava enterrar obras (ainda hoje temos alguns que pensam dessa forma). Hoje, a população reconhece e cobra o saneamento como fundamental, necessário para qualidade de vida. Investir em saneament
o significa menos gasto com saúde e, consequentemente, mais saúde para o povo. É simples, não?

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Qualidade de vida - Falta de saneamento - um problema que não querem resolver


Ontem (26/06), o RJTV mostrou uma denúncia de um morador da Baixada Fluminense, do município de Nova Iguaçu, reivindicando melhorias em sua rua, que desde que nasceu a 37 anos atrás, está repleta de buracos, sem pavimentação, esgoto a céu aberto, dentre outras mazelas. Lembra-se ainda na denúncia, que no bairro não é feita coleta de lixo que, quando o material não é queimado pelos moradores, fica acumulado na rua, um risco para a saúde da população. Nesses casos, o que mais ouvimos das autoridades é: estamos providenciando um projeto para a solução dos problemas da comunidade tal. E assim vão se passando os anos, décadas, e nada é feito.


Esse não é o retrato só de Nova Iguaçu, é da maioria das cidades brasileiras. A Baixada Fluminense está repleta desses problemas. Para onde vai tanto dinheiro de programas de saneamento, de obras de PACs, de financiamentos internacionais, de emendas orçamentárias, etc., etc.? Por quantas andam as obras de revitalização da Baía de Guanabara que contempla obras de saneamento na Baixada Fluminense e na maior parte da região metropolitana do Rio de Janeiro? Onde está esse dinheiro? E mais: Onde estão as obras? Enquanto isso tem gente se preocupando em fazer marcha da maconha na Vieira Souto.

Para não dizer que estou exagerando, assista esse próximo vídeo: