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quarta-feira, 15 de abril de 2009

Serviços ambientais – Em MG, produtores rurais são pagos para preservar a natureza


Na Zona da Mata mineira, um projeto gerenciado por uma organização não-governamental, distribui recursos aos produtores que contribuem efetivamente para a preservação do meio ambiente. Trata-se de uma das iniciativas bem sucedidas no Brasil de o pagamento de agricultores que preservam a mata atlântica, em Minas Gerais. As áreas são selecionadas por técnicos da Associação do Meio Ambiente de Juiz de Fora, mediante o potencial de recursos naturais que ela abriga, como nascentes, minas e córregos, avaliando-se a importância que a área tem para o abastecimento de água, por exemplo.

Nove produtores recebem de R$ 140 a R$ 400 por hectare ao ano para preservar, recompor a mata ou plantar espécies nativas. Mais sete proprietários de terra serão beneficiados este ano para que a região se torne um corredor ecológico. Segundo os ambientalistas, na prática o incentivo sensibiliza muito mais o produtor do que a multa e o castigo. Atualmente eles sentem a mata mais deles e mais valorizada.


Os produtores também ganham arame e mourão, para fazer cerca em volta da mata, isca para formigas e mudas. O projeto é uma parceira do governo de Minas Gerais e um banco alemão.

No ano passado, Octávio de Almeida recebeu R$ 450. O dinheiro ajuda a cuidar do sítio, que não tem renda própria. Já na propriedade vizinha, a renda foi bem maior. O produtor Hélio Domingos, que tira 220 litros de leite por dia, recebeu R$ 4.760, em 2008. Ele preserva 32 dos 105 hectares da fazenda, um número maior do que os 20% da reserva legal.

Um belo exemplo para o Dia da Conservação do Solo. Deveria ser seguido em todo o país. Pagamento de serviços ambientais já. Quem preserva merece reconhecimento, respeito e retribuição. Quem degrada, a lei.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Reflorestamento - Projeto pretende restaurar 15 milhões de hectares da Mata Atlântica até 2050


Organizações ambientalistas lançaram nesta terça-feira um projeto que pretende restaurar 15 milhões de hectares da Mata Atlântica até 2050, equivalentes a cerca de 10% da floresta original e ao dobro da área atualmente conservada. Chamado de Pacto pela Restauração da Mata Atlântica, tem o objetivo de integrar iniciativas já existentes e ampliar o alcance de projetos para reverter o processo de degradação e começar um amplo programa de recuperação da floresta.

Estima-se que apenas 7,26% da área original da Mata Atlântica (de 1,36 milhão Km2) ainda estejam conservados. Outros 13%, segundo os idealizadores do pacto, são fragmentos em diferentes estágios de conservação, que necessitam de ações de proteção. Com os 15 milhões de hectares que o projeto pretende restaurar (área equivalente a três vezes o território do Estado do Rio de Janeiro), o objetivo é chegar à meta de 30% do bioma da Mata Atlântica recuperados. Um mapeamento realizado desde 2007 identificou 17,45 milhões de hectares com potencial para restauração.

O plano já conta com a adesão de 53 organizações ambientalistas, empresas, governos e instituições de pesquisa. A coordenação do projeto espera novas adesões, inclusive de organizações de indígenas, quilombolas e assentados da reforma agrária. Um dos objetivos é aliar a conservação da biodiversidade à geração de trabalho e renda na cadeia produtiva da restauração. Também está prevista a disseminação de informações técnicas, além do monitoramento das ações.

Proprietários rurais, por exemplo, poderiam se beneficiar com a adequação legal de suas terras e eventuais ganhos financeiros por sequestro de carbono e outros serviços ambientais. Áreas de pastagens com baixa produtividade poderiam ser transformadas em florestas manejadas com alto rendimento econômico.

Segundo o coordenador geral do projeto, Miguel Calmon, que também é diretor do programa de conservação para a Mata Atlântica da The Nature Conservancy, o valor médio para recuperar um hectare da Mata Atlântica é de US$ 1 mil, o que levaria a um cálculo de aproximadamente US$ 15 bilhões para recuperar 15 milhões de hectares.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Crime ambiental – Mata Atlântica: o crime continua


Um levantamento feito pela Fundação SOS Mata Atlântica e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) entre 2005 e 2008 revela que o desmatamento da Mata Atlântica dobrou na região metropolitana do Rio. No período, o estado teve 205 hectares de floresta nativa suprimida, contra os 94 relatados entre 2000 e 2005. Os municípios de Itaboraí e Nova Iguaçu apresentaram os maiores danos. Nem as áreas protegidas e, teoricamente, monitoradas por órgão ambientais foram poupadas, como o caso do entorno da Reserva Biológica do Tinguá. A taxa anual de desflorestamento entre o período 2005-2008 aumentou 3,6 vezes comparado com o período entre 2000 e 2005.

O estudo revelou ainda o desmatamento nos estados de São Paulo e Espírito Santo, concluindo que os três estados juntos desmataram 793 hectares do Bioma Mata Atlântica. A região metropolitana de São Paulo foi a campeã de desmatamento em relação às outras duas regiões, já que nos últimos três anos, 437 hectares foram suprimidos, o que corresponde a nove vezes mais que no período de 2000 a 2005, quando o número foi de 48 hectares. No Espírito Santo, na região metropolitana de Vitória, 150 hectares foram suprimidos, sendo que 68 foram no município de Guarapari, enquanto no período anterior o número foi de 86 hectares.

Os crimes contra a Mata Atlântica, um dos biomas mais ameaçados do planeta, continuam ocorrendo nas barbas das autoridades da região mais desenvolvida do país. Imaginem o que é feito nos confins da Amazônia há décadas! E eles ficam comemorando em seus gabinetes e na mídia quando o INPE, vez ou outra, apresenta diminuição nos índices de desmatamento da Floresta Amazônica. É uma piada, para não dizer uma tragédia. Enquanto vão “flexibilizando” (pois a ordem agora é flexibilizar), os recursos naturais do país vão sendo dilapidados junto com a qualidade de vida da população que já não é muito boa há tempos também. É o retrato do descaso, da incompetência, da falência do estado. Até quando vão continuar discursando, discutindo, falando abobrinhas, quando precisa-se de ação. Investimentos! Se gabam diariamente das ótimas condições que o país apresenta, mas nada fazem para conter o avanço da destruição. Têm dinheiro para tudo. Dinheiro do povo! Para bancos, empresas, campanhas, recepções, eventos, viagens, tapioca, fumaça. Para proteger a vida é sempre muito difícil. Quando não tiverem mais o que respirar e beber, será tarde. Chega de cinismo!

terça-feira, 22 de julho de 2008

Crime - Operação autua 15 por cativeiro de aves silvestres



Fiscais do Instituto Estadual de Florestas (IEF/RJ) participaram de uma operação conjunta em Petrópolis que resultou na apreensão de 65 aves silvestres e na autuação de 15 pessoas por cativeiro de animais silvestres, além da destruição de três ranchos de caça. A ação que contou com 20 agentes do IEF/RJ e do Instituto Chico Mendes (ICMBio), começou na quinta-feira (17/07) e terminou no sábado (19/07), no Parque Nacional da Serra dos Órgãos e na Área de Proteção Ambiental de Petrópolis.

Os agentes fiscalizaram uma trilha entre as localidades do Bonfim e do Caxambu Pequeno, no entorno e dentro dos limites do parque, e também estiveram na localidade do Meio da Serra, na APA Petrópolis. Além da autuação dos infratores que mantém pássaros silvestres em cativeiro, os fiscais também notificaram donos de construções irregulares na área da antiga Fábrica de Tecidos Cometa, um imóvel tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

As 15 pessoas autuadas por manter aves silvestres em cativeiro serão multadas. Os valores variam de acordo com o grau de risco de extinção do animal apreendido.

As operações conjuntas vão continuar, dentro da estratégia elaborada pelos dirigentes das unidades de conservação do Mosaico da Mata Atlântica Central Fluminense. O mosaico abrange uma área com cerca de 233.710 hectares de 13 municípios, com um total de 22 unidades de conservação federais, estaduais e municipais. O objetivo dos mosaicos é o de estabelecer estratégias comuns de gestão ambiental das unidades de conservação situadas numa determinada região.

Apesar de ser muito difícil para órgãos falidos com o IEF-RJ, o IBAMA e mesmo o novo Chico Mendes (já nasceu falido), operações desse tipo devem continuar, porém se agissem de forma conjunta, maciça e constante na Feira de Caxias, o tráfico e comércio ilegal de animais silvestres diminuiria consideravelmente no Rio de Janeiro, o maior pólo de contrabando de animais do país, porta de saída para o exterior. É vergonhoso o que ocorre há décadas (mais de 50 anos) no Município de Duque de Caxias com a conivência das autoridades municipais e nas barbas dos órgãos de fiscalização ambiental. Deve ter muito coelho nessa cartola! Onde estão os verdes de Duque de Caxias? Onde está o Partido Verde de Duque de Caxias? Onde estão as autoridades muito preocupadas com meio ambiente de Duque de Caxias?

Abaixo os principais municípios fornecedores de animais silvestres para os contrabandistas do eixo Rio-São Paulo: