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sexta-feira, 20 de março de 2009

Indígenas - STF finalmente decide por terras contínuas em Raposa Serra do Sol


Conforme a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira, os índios terão direito exclusivo ao uso da terra e os produtores de arroz instalados na região deverão se retirar. Por dez votos a um, ganhou a demarcação em terra contínua dos 1,7 milhão de hectares da reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima.

O julgamento, que começou no ano passado, terminou na tarde desta quinta-feira, com o voto do presidente da Corte, Gilmar Mendes, que foi favorável à área contínua, mas acrescentou uma condição às outras 18 que foram propostas pelo ministro Carlos Alberto Menezes Direito, totalizando 19 ressalvas. Apenas o Ministro Marco Aurélio Mello defendeu que a demarcação fosse anulada. As reg
ras estabelecidas vão orientar novas demarcações de reservas indígenas e disciplinar o uso das terras pelos índios. Uma delas é a garantia a estados e municípios de participação dos grupos de estudo para fixar os limites físicos das reservas. Até agora, governos e prefeituras atingidos pelas demarcações tinham o direito de se manifestar, mas não o poder para participar ativamente do processo. Outra regra impede o aumento da extensão de reserva indígena já demarcada.

O STF também garantiu às Forças Armadas o direito de entrar em reservas para proteger o território nacional e proibiu os índios de explorar recursos hídricos e potenciais energéticos das reservas, a não ser com autorização do Congresso.

O prazo para os arrozeiros deixarem a reserva será definido pelo Ministro Carlos Ayres Britto e pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), responsáveis por supervisionar a execução da sentença, com o objetivo de evitar abusos na execução da medida. O Ministro Britto adiantou hoje pretende estabelecer um prazo para a saída dos produtores.

Assim que foi confirmado o voto de Gilmar Mendes, os índios que vivem na Raposa começaram a comemorar o resultado do julgamento. Cerca de 50 índios vestidos com trajes típicos cantam e dançam em uma quadra de esportes na Vila Surumu. Uma faixa foi estendida com os dizeres "Obrigado aos Ministros do STF pela garantia da nossa terra". De acordo com o líder indígena Martinho Macuxi, os índios não pretendem ocupar propriedades dos produtores de arroz ou entrar em conflito com os agricultores até que seja definida a retirada dos não-índios da região. O líder arrozeiro Paulo Cesar Quartiero, que acompanhava a sessão no Supremo, disse que não haverá resistência.

sábado, 19 de julho de 2008

Política - CUT pede impeachment de Gilmar Mendes



Deu na Tribuna

A Central Única dos Trabalhadores do Distrito Federal (CUT-DF) protocolou ontem na Secretaria Geral do Senado o pedido de impeachment do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes. Assinado pelo secretário de Comunicação da entidade, Cícero Batista Rola, o pedido afirma que o ministro tomou decisões "de modo incompatível com a honra, dignidade e decoro de suas funções, ao agir de forma não esperada por um magistrado".


Para a CUT, as decisões do ministro Gilmar Mendes violaram a independência do exercício da magistratura ao determinar a instauração de inquérito contra o juiz Fausto De Sanctis (6ª Vara Federal-SP), que mandou prender o banqueiro Daniel Dantas e outros denunciados na Operação Satiagraha, da Polícia Federal.


A central avalia que, ao intimidar o magistrado e liberar os envolvidos no suposto esquema criminoso do Opportunity, Gilmar criou dificuldades para o prosseguimento da operação policial, embora, na opinião dos sindicalistas, existisse "fundamento suficiente" para a decretação da prisão preventiva dos denunciados.

O pedido deverá ficar engavetado até agosto, quando então será submetido aos integrantes da Mesa Diretora do Senado. Se eles rejeitarem os argumentos do impeachment, o documento será arquivado. Caso contrário, será submetido aos senadores no plenário, onde só será aceito se apoiado por pelo menos 54 votos, o que equivale a dois terços da Casa.

O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN) já antecipou serem mínimas as chances de o pedido ser aceito. Segundo ele, há contra o ministro discordância com relação a sentenças judiciais e não dados sobre a ocorrência de crimes de responsabilidade, como prevê a Lei de 1.950, que trata da cassação do mandato de autoridades.

AMB critica


O presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Mozart Valadares, divulgou nota ontem em que critica o pedido de impeachment do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, pela Central Única dos Trabalhadores (CUT).

Na nota, Valadares afirma que o pedido de impeachment deve ser feito de "maneira responsável e fundamentada" e não pode ser usado para atacar decisões judiciais. "A independência dos seus ministros e o teor das suas decisões judiciais não podem ser alvos de qualquer tipo de censura ou represália, muito menos objeto de pedido de impeachment', disse o presidente da AMB na nota. A independência dos magistrados, afirmou Mozart Valadares, é fundamental para o estado democrático de Direito.

Abaixo assinado na internet

Está em curso na internet o abaixo assinado pela saída de Gilamr Mendes. Para participar clique no banner abaixo: