Mostrando postagens com marcador caça. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador caça. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 7 de abril de 2009

Crime ambiental – IBAMA apreende 250 Kg de carne silvestre na Serra do Divisor


Em operação no entorno do Parque Nacional da Serra do Divisor, no Acre, no fim de semana passado, o Ibama com o apoio d o Instituto Chico Mendes e do 61º Batalhão de Infantaria e Selva do Exército, apreendeu 250 Kg de carne salgada de animais silvestres (anta, veado, porco-do-mato, macacos e jacú), 12 jabutis vivos, três espingardas e uma canoa de madeira com motor de rabeta. A operação foi deflagrada a partir de uma denúncia anônima de que havia caçadores no entorno e interior do parque.

A caça, as armas e a canoa foram apreendidas no igarapé São Pedro no flagrante dado em três caçadores, um deles conseguiu fugir e os outros dois foram encaminhados ao Ibama em Cruzeiro do Sul para autuação. Os infratores receberão multa de R$ 131 mil.

Um dos caçadores era foragido da Justiça e tinha mandado de prisão expedido contra ele por tentativa de homicídio e furto, o qual foi encaminhado para a penitenciária. Em janeiro, em ação de fiscalização contra caçadores, o Ibama e a Polícia Militar também localizaram um outro foragido por homicídio.

Os caçadores vinham agindo nas cabeceiras de igarapés da região, uma área de fronteira do extremo ocidente do Brasil com ocorrência de tráfico internacional de drogas. A carne foi doada a instituições filantrópicas do município de Cruzeiro do Sul e os jabutis serão soltos na natureza.

Crime ambiental - UE decide este mês proibição do comércio de produtos de foca


Com exceção da Groenlândia, onde prática é considerada vital para esquimós, países querem impedir comércio de produtos derivados de foca. A União Européia decidirá ainda este mês se proíbe totalmente a comercialização ou se abre exceções, como propõe a Comissão Européia (CE, órgão executivo da UE).

A CE é a favor de se abrir exceções como no caso da Groenlândia e em casos nos quais os exemplares tenham sido sacrificados de forma "humana" (?). O Parlamento Europeu, no entanto, defende uma posição mais rígida de proibição total ou pelo menos com exceções mínimas.

Os 27 países-membros do bloco mostraram cautela na primeira rodada de contatos sobre a questão, que ocorreu em outubro passado, mas, na semana passada, surpreenderam com uma mudança que os situou mais perto do Parlamento da UE do que da CE.

Tudo indica que o Parlamento Europeu e o Conselho estão cada vez mais perto de chegar a um acordo que apoiará vetar o comércio, exceto para as comunidades esquimós e em casos de massacres controlados de focas para preservar o equilíbrio do ecossistema marinho (como ocorre no Mar Báltico). Dois encontros já estão marcados, em 15 e 22 de abril, para aproximar posições e pactuar uma solução antes que o Plenário da Eurocâmara vote o texto em sua última sessão de maio.

terça-feira, 24 de março de 2009

Massacre ambiental - Começa polêmica caça às focas no Canadá


A polêmica caça às focas na costa atlântica do Canadá começou nesta segunda-feira (23) pela manhã, com 20 embarcações zarpando rumo a uma população bastante grande localizada próximo às Ilhas de la Madeleine, no Golfo de Saint-Laurent. A carnificina ocorre no momento em que aumenta a oposição a essa prática anual, e a União Européia estuda proibir a comercialização de produtos derivados desses animais. Em abril, o Parlamento Europeu votará uma proposta para proibir produtos derivados da foca, o que os impediria de ser importados, exportados ou, inclusive, de ser transportados dentro dos países que integram o bloco. A medida deve ser aprovada depois pelos governos da UE antes de poder ser implementada. O massacre no Canadá deve continuar no início de abril nas águas a leste da província de Terranova e Labrador.

Este ano, o governo canadense, que estima que a população seja atualmente de mais de 5,5 milhões de cabeças, autorizou a caça de 338.200 animais, dos quais 280.000 focas da Groenlândia, 5.000 a mais do que no ano passado. Também permitirá a caça de 8.200 focas de casco e de 50.000 focas cinzentas, neste último caso, 38.000 a mais do que em 2008. Foram concedidas 16 autorizações a observadores, para que ativistas e jornalistas monitorem a caça. O Departamento de Pesca e Oceanos do Canadá (DFO), que regulamenta a caça, estima que nasça um milhão de focas a cada ano.

As focas da Groenlândia (Phoca gorenlandica), também conhecidas como focas harpa, são caçadas com fins comerciais nas costas de Groenlândia, Noruega, Estados Unidos, Namíbia, Grã-Bretanha, Finlândia e Suécia. Mas é no Canadá que se pratica a maior caçada de focas anual do mundo. Esses animais são caçados principalmente por sua pele, e também por sua carne e gordura, que é usada em produtos de beleza. As focas harpa, cujo lombo, quando adultas, se assemelha a esse instrumento musical, costumam dar à luz sobre o gelo flutuante, onde estão a salvo dos predadores de terra firme. Os filhotes podem flutuar, mas são maus nadadores e freqüentemente se afogam durante as tempestades. Estes filhotes, cuja caça é ilegal desde 1987, perdem sua pelagem branca aproximadamente 12 dias após nascerem, e têm entre três e oito semanas quando são mortos por causa da pele de pêlo curto, que pode ser vendida por até US$ 70 a unidade.

A prática sanguinária movimentou em 2008 seis milhões de dólares no Canadá. O preço médio por pele que os caçadores recebem é de aproximadamente 42 dólares. A caça de focas pode represe
ntar de 25 a 35% das receitas anuais totais dos 6.000 pescadores locais.

A Humane Society condenou o aumento da cota de caça permitida e acusou o governo canadense de uma "profunda falta de critério" ao estabelecer "uma cota absurdamente alta", denunciando ainda que na última vez que o Canadá permitiu que se matassem tantas focas, a população de focas da Groenlândia reduziu-se para dois terços em uma década. Segundo os técnicos da instituição, neste ritmo, no futuro próximo a população de focas harpa entrará em colapso, repetindo o que ocorreu com as populações de bacalhau setentrional administradas pelo DFO, que manteve muito altas as cotas dessa variedade, por razões políticas, e agora, dez anos depois de proibir sua pesca, as reservas de bacalhau continuam esgotadas. Destaca ainda que, equivocadamente, muitos pescadores culpam as focas harpa por isso.



Nos últimos anos atores e ativistas, incluindo o Dalai Lama, Brigitte Bardot, Paul McCartney ou Kim Basinger, entre outros, realizaram campa
nhas contra essa prática brutal. As imagens do ex-beatle e sua esposa posando com ternos filhotes de foca brancos percorreram o mundo.
A polêmica sobre a crueldade com os animais supera amplamente a da sustentabilidade da caça. A cada ano, centenas de ativistas e jornalistas europeus e norte-americanos chegam a esta região do Canadá para protestar, presenciar e documentar o sangrento espetáculo. A matança costuma chocar pessoas no mundo inteiro, especialmente devido às imagens do sangue dos animais se espalhando pelo branco do gelo e da neve. Milhares de focas jovens recebem disparos ou golpes mortais para terem, em seguida, a pele retirada. Às vezes ainda estão vivas quando são despeladas. A caça de focas é uma importante fonte de renda para várias comunidades isoladas do Canadá, em Quebec e no norte. A maioria dos caçadores de focas é de Newfoundland, província oriental onde a caça de focas e a pesca foram o principal meio de vida durante séculos. A maioria de seus habitantes (90%) apóia a caça. Estando com sua economia deprimida e proibidos de pescar várias espécies, a eles restam poucas opções para obter renda. Para eles, a caça supõe uma batalha que recompensa os que juntam mais peles.

A caça à foca no Canadá é o maior massacre
a animais marinhos do planeta
.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Crime ambiental – Inea “estoura” sítio de caçadores em Niterói


Equipe do Serviço de Proteção do Parque Estadual da Serra da Tiririca (PESET) do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), órgão da Secretaria de Estado do Ambiente, estourou um sítio na região do Engenho do Mato, em Niterói, RJ. Os ficais suspeitam que o local funcione como ponto de encontro de caçadores.

Na operação, foram encontrados cerca de 20 pássaros, alguns ameaçados de extinção, como pichanchão; peles de uma jibóia de 2 metros e de um quati; dois cascos de tatu; cerca de 20 kg de cipó caboclo, nativo da Mata Atlântica;
e, ainda, material para confecção de rede de neblina, utilizada para capturar pássaros.

O local foi descoberto quando a equipe voltava de vistoria na área da carvoaria irregular estourada pelo Serviço de Proteção na semana passada. Os infratores estão sendo procurados e terão que responder pelo crime ambiental. Eles serão multados de acordo com os artigos 31 e 35 da Lei 3467/00. Os valores totais serão calculados de acordo com o número de exemplares apreendidos.

O PESET está intensificando as ações de fiscalização na área da unidade e no seu entorno. O "pente fino" conta com suporte de imagens de satélite, laptop, GPS e informações oriundas de investigações.

Para informar irregularidades, a população pode entrar em contato com o Serviço de Proteção do parque por meio do telefone (21) 2638-4813 ou e-mail falecom@parqueserradatiririca.org. Os usuários também podem denunciar crimes ambientais ao Disque Ambiente (21) 2332-4604.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Crime ambiental - PF age contra a caça e o tráfico de animais em Tinguá


A floresta da Reserva Biológica do Tinguá, uma das maiores áreas de Mata Atlântica do estado do Rio de Janeiro, com sede no município de Nova Iguaçu (a reserva tem 24.903,00 ha, abrangendo áreas dos municípios de Nova Iguaçu, Duque de Caxias, Petrópolis, Miguel Pereira e Vassouras), foi vasculhada pela Polícia Federal à procura de caçadores e traficantes de animais silvestres. A operação foi exibida no programa Fantástico desse final de semana.

Investigações mostraram a localização exata dos acampamentos dos caçadores e traficantes. Com acesso difícil, os policiais têm que andar na mata como se estivessem andando em um campo minado, pois os criminosos montam armadilhas nas trilhas frequentadas pelos animais, muitas delas com material explosivo como o conhecido “trabuco”. Quem pisar num desses pode perder uma perna ou até a vida.

Oito acampamentos foram localizados e destruídos e, com a utilização de detectores de metais, os agentes buscaram possíveis armas enterradas na área, já que a investigação revelou que os criminosos se utilizam desse artifício para evitar o transporte de armas para a reserva. Ninguém foi preso. Havia vestígios confirmando que as quadrilhas costumam passar dias escondidas na mata, confirmando mais uma vez o que já era de conhecimento de todos.


Há pouco mais de um ano, a Polícia Federal investiga a Região do Tinguá. Nos últimos quatro meses, mais de 2.000 animais foram “recuperados” (a maioria morre) e 30 pessoas foram presas. Segundo os agentes, há 15 dias foi preso um indivíduo com 600 papagaios. Reincidente, já foi preso pelos mesmos agentes três vezes mas logo é solto. Para que ele permaneça preso, é preciso vinculá-lo à formação de quadrilha. A legislação brasileira, nesse aspecto, é falha.

Os caçadores lucram com a venda da carne silvestre a comerciantes da região e os traficantes com a venda da maior parte de suas capturas às feiras da região, principalmente a Feira de Caxias, muito conhecida de toda a população e de todas as autoridades, pois existe há mais de 50 anos como pólo de comercialização ilegal de animais silvestres no estado do Rio.

Ambientalistas calculam que 12 milhões de animais são retirados por ano dos diversos ecossistemas do país. Apertados em gaiolas minúsculas, 90% morrem antes de chegar ao destino. O tráfico de animais silvestres é o terceiro maior comércio ilegal do mundo, só perdendo para o tráfico de drogas e de armas.

Mais uma vez, a ação da PF vem confirmar o que todos ambientalistas e organizações não governamentais da região denunciam há décadas. O problema da caça e tráfico de animais na Rebio nunca foi encarado seriamente. Isso que essa é uma unidade de conservação dentro da Região Metropolitana de uma das maiores, importantes e mais desenvolvidas cidades do país. Imaginem o que está ocorrendo por esse Brasil a fora, em unidades de conservação que não contam com qualquer estrutura para fiscalização e gestão. A situação das unidades de conservação brasileiras é o retrato da falência dos órgãos ambientais (federais, estaduais e municipais) e do descaso das autoridades para com o meio ambiente.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Crime - Japão desiste do disfarce



O Japão usa vários argumentos para justificar a intenção do país de voltar a caçar comercialmente. Autoridades japonesas afirmam que é preciso matar animais "para pesquisa" e que a importância da carne de baleia na dieta local tende a aumentar. Sua população tem a tradição de comer carne de baleia e, no futuro, esse uso deve ficar ainda mais importante em razão da crise mundial de alimentos. Alegam ainda que só matando é possível saber o que as baleias comem (ao analisar o conteúdo do estômago) e descobrir com precisão idade e tamanho. Esse útimo argumentam é contestado por diversos cientistas e ambietalistas, os quais alegam que o conteúdo do estômago é o mesmo de muitos anos atrás e que é possível saber aproximadamente idade e tamanho sem matar.

Ainda nesse raciocínio de destruição, o Japão alega que quanto mais baleias forem mortas, mais estatística haverá para provar que é viável voltar a caçar de maneira comercial. Para eles, não existe diferença entre carne de baleia e atum, por exemplo. É um recurso marinho que deve ser utilizado, desde que seja abundante.

Assim, lojas chamam a atenção de seus clientes expondo paredes cobertas por pinturas de baleias e as prateleiras repletas de latas de diferentes tipos, todas contendo carne do maior animal marinho. Par atrair a clientela, expõem enormes quantidades de suvenires desses mamíferos em miniatura, baleias de pelúcia e porcelana, dentre outros. A carne é abundantemente em mercados e restaurantes japoneses.

Apesar de a moratória à caça comercial vigorar desde 1986, o Japão possui uma cota de “captura científica” na Antártida que atinge cerca de mil baleias por ano. O governo japonês reconhece que a atividade resulta na venda de 5.000 toneladas de carne de baleia ao ano no país. Os japoneses abatem na região da Antártida até 935 baleias minke, espécie que aparece na categoria "risco menor/dependente de conservação" na lista vermelha de animais ameaçados da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza). Também estão na cota 2007/ 2008 outras 50 baleias-fin, espécie da categoria "em perigo", e 50 jubarte, da categoria "vulnerável". Sob pressão, o país disse que não caçaria jubartes pelo menos até o meio do ano.

Para ongs e países que questionam a matança, o número de baleias abatidas na caça "dita científica" não é justificável do ponto de vista técnico. Outro problema é o fato de a cota incluir 50 baleias jubarte, consideradas universalmente o símbolo da espécie em extinção.

O Brasil, que
só na década de 80 proibiu a caça, hoje defende o "uso não-letal" desses animais, como o turismo para observação de baleias, que gera lucro e está em plena expansão.

terça-feira, 24 de junho de 2008

Crime - E no Japão a matança continua


Enquanto aqui no Brasil estamos comemorando os 100 anos da imigração japonesa, lá no Japão a matança de baleias continua. O Japão continua burlando a moratória à caça comercial afirmando que mata centenas de baleias todos os anos com fins de pesquisa científica. Além disso, insiste em não revelar informações sobre o número exato de baleias mortas e a forma como isso acontece.

Desde 1987, um ano depois de estabelecida a moratória de caça, o Japão abateu cerca de 11.000 baleias, de acordo com organizações de preservação ambiental. Geralmente, as baleias são mortas com um arpão explosivo detonado dentro do corpo do animal. Se o primeiro arpão não consegue matar a baleia, um segundo é utilizado. Nesse processo, os animais podem agonizar por mais de uma hora.

A realidade é que a carne de baleia, com finalidade científica ou não, abastece o mercado consumidor japonês, já que sua carne é comida tradicional no país. Enquanto isso vamos festejando!