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segunda-feira, 30 de março de 2009

Mudanças climáticas - Óleo de peixe pode suavizar flatulências de ruminantes, reduzindo o efeito estufa


Vocês devem estar pensando que é brincadeira, né? Mas poucos sabem como os ácidos graxos dos peixes servem para combater a mudança climática! É o que conclui o estudo desenvolvido por uma equipe de pesquisadores do University College de Dublin, na Irlanda. Os cientistas estudaram o efeito que exerce o óleo dos pescados nas bactérias produtoras de gás metano presentes no intestino dos ruminantes.

A inclusão de uma pequena quantidade de óleo de peixe na dieta dos bovinos, caprinos e ovinos pode contribuir para reduzir suas flatulências, uma grande fonte de gases que causam o efeito estufa. Eles garantem que a produção de metano pelos animais cai em até 25%.

A cada ano, as bactérias que vivem no aparelho digestivo de vacas, cabras e ovelhas produzem 900 bilhões de toneladas de metano (CH4), um gás poluente mais potente que o dióxido de carbono (CO2) e com grande capacidade para absorver o calor do sol e aumentar assim a temperatura do planeta.

Ração com óleo de peixe

A função dessas bactérias é ajudar ao animal a decompor os alimentos (o feno tem alto conteúdo de fibras e é de difícil digestão), em processo no qual se produz metano como resultado de diversas reações químicas.

Apesar da quantidade de metano derivada da ação do homem ser muito menor que a do gado, a ciência começou a estudar formas de reduzir as flatulências dos ruminantes e a sugerir suplementos alimentícios que o consigam.

O estudo microbiológico desenvolvido pelos pesquisadores, descobriu que espécies de bactérias são mais afetadas pelo óleo de pescados e, melhor ainda, descobriram como fazê-lo. Com apenas uma quantidade de 2% deste óleo na alimentação, alteraram de forma significativa a digestão dos ruminantes e o tipo de micróbios envolvidos. Os especialistas advertem apenas que a adição dessas gorduras, procedentes de animais, a espécies herbívoras deve ser muito pequena, já que quantidades grandes podem ser nocivas à saúde delas.

Agora você já sabe! Se você mora na área rural e/ou cria alguns desses animais, e está cansado de respirar aquele ar abafado e mau cheiroso dos currais e estábulos, ou mesmo de pastagens mal cuidadas, lembrando o Seu Creison, "seus problemas acabaram-se!!!". Para diminuir o odor dos puns de suas queridas vaquinhas, ovelhas ou cabras, consulte um veterinário para orientá-lo de como ministrar produtos que contenham o óleo de peixe em suas fórmulas associando-o à ração de seus animaizinhos! E aí é só sair pra galera! Tchau fedor! Tchau efeito estufa! Volte a respirar o ar puro e saudável dos campos e colabore para melhorar o clima do planeta!

sábado, 16 de agosto de 2008

Meio ambiente - Ações mirabolantes, resultados desconsertantes III – O conluio dos pecuaristas


O leilão de cerca de 3.000 "bois piratas" apreendidos pelo Ibama, na Estação Ecológica da Terra do Meio, no Pará, desatou uma guerra política, na avaliação do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. O ministro disse que pecuaristas da região articularam um conluio cujo objetivo é fazer o gado morrer no pasto (o gado só vai morrer no pasto se não houver os cuidados necessários daqueles que o guardam).

Minc disse que após três tentativas fracassadas, o governo espera fazer o leilão definitivo no próximo dia 26 e entregar o gado num lugar menos conturbado. Segundo ele, o objetivo nunca foi vender boi e sim tirá-lo da unidade de conservação.

Os três primeiros leilões não foram adiante
por falta de lances. Parece que o ministro acha que está no Rio de Janeiro. Aqui ele fala à vontade, diz que vai fazer isso, fazer aquilo. Temos de lembrar ao ministro que ele está tratando de um problema na Amazônia. Lá não adianta ficar falando, falando, falando, e se fizer tem que saber o que está fazendo para não ter problemas futuros.

Nesse meio tempo, o governo gasta (dinheir
o do povo) para manter o gado no campo com seguranças da Polícia Federal (que deveriam estar cuidando de nossas fronteiras dentre outros problemas e não de gado), com alimentação (pelo menos sal mineral) e tempo, o que além de prejuízo financeiro, causa desgaste político. Pelo menos esperamos que estejam cuidando dos animais, pois se isso não estiver ocorrendo, o ministro poderá responder por crime de maus tratos aos animais. Já imaginaram que situação?