Mostrando postagens com marcador caxias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador caxias. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Crime ambiental – Policia acaba com festival de baloeiros na baixada


Três pessoas foram presas no início da manhã de domingo (19) no campo do clube de futebol Beira Rio, em Jardim Vila Nova, Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Os suspeitos seriam os responsáveis por 22 balões de diversos tamanhos, alguns com 8 e 10 m. O material foi apreendido pelos Policiais do Batalhão Florestal, que chegaram ao local depois de uma denúncia anônima. José Pierre Diniz, de 26 anos, e Alexandre do Nascimento Batista, de 37 anos, foram autuados e vão responder em liberdade por crime ambiental. O terceiro detido foi liberado.

De acordo com a polícia, cerca de 50 pessoas participavam de um festival de balões. A polícia chegou na hora em que pessoas se preparavam para soltar balões. Além dos balões, foi apreendida uma grande quantidade de material usado pelos baloeiros no evento, como botijões, maçaricos, bandeiras e rojões. Um veículo que teria transportado o material também foi apreendido.


A polícia também apreendeu DVDs que mostram como os balões são feitos e depois soltos. Os nomes das equipes que participariam do evento aparecem nos equipamentos. O caso foi registrado na 60ª DP (Campos Elíseos). A polícia pede a quem tiver informações sobre pessoas que pretendam soltar balões que ligue para o Disque-Denúncia: 2253-1177.

terça-feira, 24 de março de 2009

Tráfico de animais - Interpol prende tcheco procurado no Brasil por tráfico de animais silvestres


O tcheco Ludeck Hovorka, suspeito de adquirir animais em extinção no Brasil para vender no mercado europeu, principalmente arara azul, foi preso nesta segunda-feira pela Interpol no Aeroporto Internacional de Bali, na Indonésia. Contra ele havia um mandado de prisão expedido pela Justiça Federal brasileira desde que a chamada Operação Oxossi foi realizada pela Polícia Federal, no último dia 11. Na ocasião, a Interpol foi acionada para localizar outros cinco estrangeiros procurados, um em Portugal, um na Suíça e três na República Tcheca.

De acordo com a PF, filhotes e ovos de aves eram levados para o exterior. Os ovos, muitas vezes, eram amarrados ao corpo do passageiro, para escapar da fiscalização em aeroportos. Filhotes eram acondicionados em malas e escondidos em tubos. Ludeck era sócio do também tcheco Tomas Novotny, de 43 anos, preso pela Polícia Federal em seu apartamento no condomínio Americas Park, na Avenida Malibu, na Barra da Tijuca. Tomas é apontado como o elemento de ligação da quadrilha que caçava e transportava para o Rio animais capturados em unidades de conservação do Rio, Paraty e outros estados brasileiros. No Rio, o destino dos animais eram feiras de Caxias, Honório Gurgel e Areia Branca. Até filhotes de onças-pintadas eram negociadas pela quadrilha.

A prisão foi efetuada com o auxílio da difusão vermelha, documento utilizado pela Interpol para difundir informações de procurados pelas justiças dos países membros, e o trabalho conjunto Interpol da Áustria, do Brasil, da Indonésia, da República Tcheca e de Viena. O suspeito foi preso quando tentava embarcar em Bali para retornar à República Tcheca. Segundo a Polícia Federal, o governo da Indonésia prometeu dar urgência ao processo de extradição para que, em até 20 dias, o suspeito seja trazido ao Brasil.

domingo, 15 de março de 2009

Crime ambiental – Mais um golpe na feira de Caxias


Na manhã deste domingo a feira de Caxias, na Baixada Fluminense, recebeu mais um golpe contra o tráfico de animais. Cerca de 150 animais foram apreendidos neste domingo em uma operação surpresa realizada pelo Batalhão Florestal acompanhado por membros da Comissão de Defesa do Meio Ambiente (CDMA) da Alerj. A ação começou às 6:00 e terminou às 8:30.

Dois comerciantes ilegais foram detidos e levados para a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA), em São Cristóvão, onde foram autuados por maus tratos, crime previsto na lei 9605 de 1998, artigo 29. Outras quatro pessoas também foram encaminhadas à delegacia para prestar esclarecimentos por comercializarem cães e gatos em via pública, o que também não é permitido pela legislação estadual (lei 4808, artigo 32).


Mais de 80 aves silvestres foram recuperadas. O Deputado Estadual André do PV, Presidente da CDMA acompanhou a operação e declarou que serão feitas operações semelhantes em outras feiras onde o tráfico de animais silvestres é realizado costumeiramente. Foram apreendidos ainda dois gansos e mais de 50 aves ornamentais (que não pertencem à fauna brasileira). Os animais foram levados para o zoológico do Rio, de acordo com convênio firmado entre a CDMA e a Fundação Riozoo. A ação gerou revolta entre os vendedores (vendedores? Onde já se viu, criminosos revoltados pela ação das autoridades! É a desordem total).

De março de 2008 até fevereiro 2009, a comissão recebeu mais de 2.100 denúncias sobre atentados ao meio ambiente. Deste total, 20% foram referentes a maus tratos de animais. O telefone para denúncias é 0800-2820230.

Pelas ações realizadas nos últimos meses e, principalmente, nas últimas semanas, parece que as autoridades finalmente resolveram investir pesado no combate ao tráfico de animais no país. Esperamos que não seja momentaneamente (como de costume) e sim permanentemente. Já era hora de acabar com esses traficantes que atuam há décadas nessas feiras, principalmente a feira de Caxias (que já foi por diversas vezes matéria deste blog e constante assunto em todas as mídias). Não basta ações somente da Polícia Federal, IBAMA ou Batalhão Florestal, é necessário pressão constante das autoridades municipais que sempre foram omissas com esses criminosos. Onde estão os órgãos de fiscalização municipais que não fazem nada para conter tal absurdo? Onde estão os Prefeitos que não fazem nada para ordenar essas feiras (pois são verdadeiros mafuás e antros de criminosos) e expurgar essa gente que continua impunemente contrabandeando e comercializando animais de todas as espécies? Onde estão as Comissões de Meio Ambiente das Câmaras de Vereadores, os Conselhos Municipais de Meio Ambiente, os vereadores que se intitulam “verdes”? Onde estão os Secretários Municipais de Meio Ambiente? Fazendo figuração para receberem seus salários no final do mês?
Parecem que têm interesse em manter essa situação descaradamente? É preciso ação constante em todos os níveis da administração pública. Não acabaram com essa pouca vergonha até hoje, porque nunca quiseram. Claro que tem muita coisa suja por trás desse esquema todo. Não tem outra explicação.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Crime ambiental - PF prende quadrilha de tráfico internacional de animais


Nesta quarta-feira, 450 agentes federais participaram da ação da Polícia Federal que prendeu 72 pessoas suspeitas de participar de uma quadrilha internacional de tráfico de animais no Rio de Janeiro e em mais oito estados. Somente no Rio, foram 42 presos. Ao todo, foram expedidos 102 mandados de prisão e 140 mandados de busca e apreensão nos estados do Pará, Maranhão, Sergipe, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, 59 deles no Rio. Há procurados também em Portugal, Suíça e Republica Tcheca.

As investigações tiveram início em janeiro do ano passado. A quadrilha traficava animais silvestres para o exterior e para comércio nas feiras de Caxias, Honório Gurgel e Areia Branca, no Estado do Rio, chegando a negociar 500 mil anim
ais por ano. O suspeito de ser o principal articulador do comércio internacional, o tcheco Tomas Novotny, que se apresentava como empresário, foi preso no condomínio America’s Park, na Barra da Tijuca. Numa escuta telefônica, ele e um amigo, também estrangeiro, debocham do lema '"Ordem e progresso" e falam que o Brasil é pior do que um país de terceiro mundo. Com o apoio de vários grupos criminosos, os animais capturados no Maranhão seguiam por via terrestre até a Bahia e depois de avião para Portugal e República Tcheca. O pagamento era recebido pela namorada de Tomas em Belo Horizonte.


Em Duque de Caxias, Ana Rita de Oliveira, de 68 anos, também foi presa. Dona Ana, como é chamada pelos comparsas, seria chefe de um dos grupos que atuava na venda de animais na feira de Caxias, um dos principais pontos de venda de animais silvestres no país. Eram negociadas diversas espécies de aves, além de jibóias, onças-pintadas, veados-mateiros e macacos-prego. Grande parte dos animais vendidos vem do Parque Nacional da Bocaina, em Paraty, onde atuam duas grandes quadrilhas de caçadores. Eles vendem a diversos grupos de comerciantes intermediários, que revendem os animais tanto para consumidores finais quanto para outros comerciantes que atuam em feiras. A feira de Caxias recebe ainda animais do Pará, Bahia, Uberlândia, Paraná e São Paulo, onde também atuam quadrilhas de caçadores e intermediários. Pelo menos quatro policiais militares participavam da venda de animais, sendo que alguns tiveram a prisão preventiva decretada. Também havia a participação de funcionários de empresas de ônibus, que auxiliam os intermediários no transporte clandestino, intermunicipal ou interestadual, nos compartimentos de cargas.

O grupo de caçadores da Reserva do Tinguá, que inicialmente supunha-se ser a origem dos animais, atua principalmente na caça esportiva e no fornecimento de carnes exóticas para restaurantes locais. Grande parte dos réus tem antecedentes em crimes ambientais, atuando na caça ilegal e tráfico de animais silvestres há muito tempo. Alguns foram presos em flagrante durante a investigação e mesmo assim continuaram a praticar crimes depois de soltos. Quase todos os investigados negociavam animais em extinção.

Os detidos devem responder por caça ilegal com a agravante de que os animais estão em extinção e provinham de unidades de conservação. Outros crimes imputados são maus-tratos aos animais, receptação e formação de quadrilha. Os presos serão levados para a Superintendência da Polícia Federal do Rio de Janeiro, onde serão ouvidos.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Crime - Apreendidos pássaros e tartarugas em feira clandestina de São Gonçalo


A polícia apreendeu 370 pássaros em uma feira clandestina de animais em Alcântara, distrito de São Gonçalo, na região metropolitana do Rio. Também foram apreendidas tartarugas na operação. Os animais foram levados para o zoológico de Niterói, onde receberão tratamento. Alguns são de uma espécie típica da Bahia. Segundo os veterinários, eles chegaram em gaiolas muito pequenas. Quase cem já morreram e muitos outros estão doentes. Os animais que sobreviverem serão libertados em uma reserva florestal na quarta-feira. As tartarugas apreendidas também estão no zoológico.


Na operação, três pessoas foram detidas. Elas prestaram depoimento e vão responder ao processo em liberdade. A pena para comércio ilegal de animais silvestres é de seis meses a um ano de cadeia, mais multa estipulada pela Justiça.

Feiras clandestinas estão espalhadas por toda parte, mas esses crimes continuam acontecendo nas barbas das autoridades em feiras tradicionais e legalizadas como a Feira de Caxias, no municiípio de Duque de Caxias, há mais de 50 anos. Esse é o maior centro de comércio ilegal de animais silvestres e deve receber atuação constante e efetiva dos órgãos de fiscalização ambiental. Repressão total já! Chega de conivência! Chega de impunidade!