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sexta-feira, 24 de abril de 2009

Conservação - INEA propõe criação de Parque Estadual na Região dos Lagos


O Instituto Estadual do Ambiente (INEA), da Secretaria Estadual do Ambiente, vai apresentar a secretários do Meio Ambiente da Região dos Lagos os resultados dos estudos técnicos para a criação do Parque Estadual da Costa do Sol. Administrado em parceria com as prefeituras e formado por vários segmentos, o novo parque terá um papel estratégico na proteção de ecossistemas ameaçados e no incentivo à atividade turística.

A vistoria técnica nas áreas previstas para fazer parte do parque já foi realizada pela equipe do instituto. Agora, a proposta será encaminhada aos municípios que terão áreas incluídas e, a seguir, acontecerão audiências públicas para apresentação do projeto à comunidade. A proposta já recebeu apoio do Ministério do Meio Ambiente e da Secretaria do Ambiente do Estado do Rio.

A idéia é implantar o conceito de gestão de parques setoriais, a exemplo do que existe em outros países, como o Canadá, por exemplo, mas que não são comuns ainda no Brasil. O estado cria e viabiliza a desapropriação, planos e investimentos, e os municípios administram em regime de co-gestão os futuros centros de visitação.

Dividido em três grandes setores e com 29 áreas segmentadas, o futuro Parque Estadual da Costa do Sol vai absorver unidades criadas pelos municípios, mas que não eram reconhecidas pelo Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC). Todas estas áreas reunidas somam cerca de 5,7 mil hectares nos municípios de Cabo Frio, Arraial do Cabo, Araruama, Saquarema, São Pedro da Aldeia e Iguaba Grande.

A riqueza ambiental da região e a integração dos municípios através de um consórcio muito ativo na questão ambiental, são duas situações muito favoráveis à criação do parque, segundo os técnicos do INEA. O Parque Estadual da Costa do Sol é uma das unidades de conservação propostas pelo grupo de trabalho formado pelo Consórcio Intermunicipal Lagos São João, com recursos do Ministério do Meio Ambiente. Além do impacto positivo para o turismo da região, a criação da unidade também integra o conjunto de medidas para a revitalização da Lagoa de Araruama, e a utilização adequada dos seus recursos, com atividades de alta ou baixa intensidade conforme o grau de proteção da área.

Outros locais, como as dunas de Cabo Frio ou a Mata de Jacarepiá, conhecida pela presença de micos-leões dourados, também passarão a fazer parte do novo parque, que terá um papel importante na preservação da biodiversidade e dos recursos hídricos da Região dos Lagos.

domingo, 16 de novembro de 2008

Construção verde - Sky Village: A nova aldeia vertical de Copenhagen


O município de Rødovre de Copenhague, Dinamarca, anunciou recentemente a Sky Village como o vencedor do concurso Rødovre Arranha-céu. O projeto vencedor foi concebido por uma parceria de escritórios de arquitetura, a MVRDV e a ADEPT. A torre terá 116 m de altura e acomodará apartamentos unifamiliares, um hotel, escritórios, estacionamento, um parque público e uma praça.

Com área útil de 21.688 m2, o novo
arranha-céu será localizado em Roskildevej, uma grande artéria leste do centro de Copenhagen. O projeto é baseado em uma grade flexível, permitindo possíveis modificações de rearranjo das unidades. O prédio pode ser transformado de acordo com a demanda do mercado imobiliário. Essa flexibilidade de adaptação é uma das principais características de um edifício sustentável.

Cada “unidade pixel” mede 60 m2 e estão ligadas ao núcleo central da super-estrutura. Isto cria uma concepção estratégica de bairro empilhado, uma aldeia vertical, o que eles chamam de Sky Village. Consiste em três núcleos agrupados permitindo acessos distintos para os diferentes segmentos do projeto, integrando as mais avançadas tecnologias para satisfazer e adequar o dinamarquês às normas ambientais.

O topo do edifício será ocupado por um hotel, onde o hóspede poderá desfrutar a vista panorâmica do centro da cidade. O projeto inclui um sistema de reciclagem de água, a utilização de 40% de concreto reciclado nas fundações e uma variedade de dispositivos que produzirão energia a partir da fachada da torre.


Um parque público anexo conta com bastante vegetação, trilha, playground, área para picnic e área para exercícios físicos, sempre privilegiando os jovens e os idosos.