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segunda-feira, 20 de abril de 2009

Tecnologia verde - Cientistas transformam CO2 em biocombustível


Cientistas do Instituto de Bioengenharia e Nanotecnologia de Cingapura anunciaram a descoberta de uma forma de transformar o dióxido de carbono, o mais nocivo dos chamados gases do efeito estufa, em metanol, que não agride o meio ambiente. O método, segundo eles, demanda menos energia do que tentativas anteriores. Eles usaram catalisadores orgânicos para transformar o CO2 no biocombustível.

A equipe, liderada por Yugen Zhang, usou carbenos-N-heterocíclicos (NHC, um catalisador orgânico) na reação química com o CO2. Os NHCs são estáveis, e a reação entre eles e o CO2 pode acontecer sob condições climáticas amenas, no ar seco, não sendo necessário usar muitos catalisadores na operação.

O processo também emprega hidrosilano, combinação de sílica com hidrogênio. O hidrosilano fornece hidrogênio, que se liga ao dióxido de carbono numa reação de redução. Essa redução do dióxido de carbono é eficientemente catalizada pelos NHCs mesmo a temperatura ambiente.

Tentativas anteriores de converter o CO2 exigiam mais gasto energético e muito mais tempo, segundo a equipe. O grupo ainda não esclareceu como o processo poderia ser difundido para capturar e converter parte das bilhões de toneladas de CO2 lançadas anualmente na atmosfera pela queima de combustíveis fósseis, o que segundo cientistas é o principal fator por trás do aquecimento global.

Se realmente houver viabilidade para o tratamento da enorme quantidade de CO2 lançada na atmosfera, muita gente que anda ganhando dinheiro com o aquecimento global vai começar a espernear. O lobby vai ser grande.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Biocombustível - Pesquisa da UFRJ quer transformar algas em combustível


As algas são as maiores produtoras de oxigênio do planeta. Ajudam a limpar as águas, por se alimentarem de matéria orgânica, esgoto.

A Kappaphycus alvarezii já é conhecida e explorada há anos em diferentes pontos do mundo, especialmente na Ásia, sua região de origem. Dela se extrai uma geléia, a carragena, que é utilizada em vários produtos: pasta de dente, presunto, shampoo e sorvete. Mas no Brasil é que se revelou a possibilidade de delas extrair-se álcool combustível. É o que pretende uma pesquisa do professor Maulori Cabral, da Universidade Federal do Rio (UFRJ), que já dura 2 anos.

No Brasil, até agora, só houve autorização de plantio entre a Baía de Sepetiba, no Rio, e Ilhabela, em São Paulo. O cultivo é fácil e rápido. Em 45 dias, a alga está no ponto da colheita, feita de forma manual, recolhendo-se a rede que as mantêm na superfície.


Depois de passar por um processo simples de secagem, a alga é levada para o laboratório da universidade onde sofre uma lavagem para reidratação e retirada de sais. A fervura desse material é a próxima etapa, adicionando ácidos para "quebrar" a carragena, transformando-a em um líquido. Depois, nova mistura, agora com leveduras, células que fermentam e produzem álcool a partir de moléculas de açúcar. Após 26 minutos, na estufa a 30º C, a quantidade de gás no tubo mostra que houve uma fermentação perfeita. Havendo gás na parte de cima, significa que o líquido tem uma mistura de água e etanol. Para ser utilizada como biocombustível, a mistura precisa ser destilada.

Segundo o professor Maulori, se tudo der certo, em 2013 o projeto sai do papel. Ainda é preciso aumentar a produção de algas, melhorar as técnicas, investir em novas pesquisas. Só assim, teremos a que está sendo considerada, a terceira geração do álcool combustível.

Ainda falta muito para isso se tornar realidade. Mas, segundo os pesquisadores, existem vantagens de se retirar álcool de alga, se comparado com o de cana: é possível uma produção bem maior na mesma área plantada e não ocupa terra, solo. Não é preciso usar água doce para irrigar. E ainda: a cana tem que ser colhida e moída rapidamente. Já a alga, depois de seca pode ser estocada, servindo para regular a safra.

Excelente alternativa econômica para os pescadores artesanais da região liberada para cultivo, como já vem sendo feito por uma empresa nas águas de Itacuruçá. Mais uma vez, está faltando agilidade do poder público para fomentar a aqüicultura, atividade que contribui para fixar o homem em sua região de origem, gerar renda, conservar o meio ambiente e combater a pesca predatória, principalmente na Baía de Sepetiba. Vê-se agilidade para destruir, para incentivar a instalação de mega e delirantes projetos portuários e industriais. Isso sim, tem apoio imediato das prefeituras e dos governos federal e estadual. A baía vai sendo destruída e o pescador artesanal, que poderia estar integrado a projetos de ecoturismo, hoje é uma espécie em extinção.