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segunda-feira, 20 de abril de 2009

Tecnologia verde - Cientistas transformam CO2 em biocombustível


Cientistas do Instituto de Bioengenharia e Nanotecnologia de Cingapura anunciaram a descoberta de uma forma de transformar o dióxido de carbono, o mais nocivo dos chamados gases do efeito estufa, em metanol, que não agride o meio ambiente. O método, segundo eles, demanda menos energia do que tentativas anteriores. Eles usaram catalisadores orgânicos para transformar o CO2 no biocombustível.

A equipe, liderada por Yugen Zhang, usou carbenos-N-heterocíclicos (NHC, um catalisador orgânico) na reação química com o CO2. Os NHCs são estáveis, e a reação entre eles e o CO2 pode acontecer sob condições climáticas amenas, no ar seco, não sendo necessário usar muitos catalisadores na operação.

O processo também emprega hidrosilano, combinação de sílica com hidrogênio. O hidrosilano fornece hidrogênio, que se liga ao dióxido de carbono numa reação de redução. Essa redução do dióxido de carbono é eficientemente catalizada pelos NHCs mesmo a temperatura ambiente.

Tentativas anteriores de converter o CO2 exigiam mais gasto energético e muito mais tempo, segundo a equipe. O grupo ainda não esclareceu como o processo poderia ser difundido para capturar e converter parte das bilhões de toneladas de CO2 lançadas anualmente na atmosfera pela queima de combustíveis fósseis, o que segundo cientistas é o principal fator por trás do aquecimento global.

Se realmente houver viabilidade para o tratamento da enorme quantidade de CO2 lançada na atmosfera, muita gente que anda ganhando dinheiro com o aquecimento global vai começar a espernear. O lobby vai ser grande.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Energia – Nenhuma novidade para o licenciamento de termelétricas


Na última segunda-feira (13), o Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e o Presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Roberto Messias, vieram à mídia, numa coletiva de imprensa como de costume (aliás, nunca vi um ministério convocar tanta coletiva de imprensa como o MMA nesses “novos tempos”, tempos de flexibilização), anunciar nova Instrução Normativa obrigando os responsáveis pelos novos projetos de termelétricas a óleo combustível e a carvão a adotar medidas que visem à mitigação das emissões de dióxido de carbono.

Segundo eles, a partir de agora, no procedimento de licenciamento ambiental de qualquer empreendimento desse tipo de termelétrica, seus responsáveis terão que apresentar um programa de mitigação das emissões de dióxido de carbono, como de recuperação florestal, investimentos em geração de energia renovável ou medidas que promovam a eficiência energética, objetivando compensar o meio ambiente das emissões de gases desse tipo de planta energética, somando-se a outras iniciativas do governo federal para combater o aquecimento global.

Que história fiada para boi dormir! Essas medidas mitigadoras há anos já vêm sendo exigidas no licenciamento desse tipo de projeto pelos órgãos responsáveis pelo licenciamento ambiental nos estados, como no caso da antiga FEEMA no Rio de Janeiro. Seria mais transparente, mais decente, se as autoridades viessem anunciar que o licenciamento de termelétricas a carvão e a óleo combustível continuará sendo feito sem qualquer problema. Não precisaria nem de coletiva de imprensa. Colocar essa “novidade” como mais uma iniciativa do governo para o combate do aquecimento global é deboche. Não é outra coisa. O governo quer é liberar e continuar liberando vários projetos de termelétricas desse tipo que estão nas gavetas de grandes empresas no país. O licenciamento de termelétricas a carvão e óleo combustível continuará sendo feito qualquer problema!

Chuva ácida

Seria novidade, se as autoridades viessem à mídia para anunciar que o governo, a partir de agora, não licenciará qualquer tipo de projeto com elevado potencial de poluição, como o caso dessas termelétricas, criando incentivos para a implantação de projetos de geração de energia limpa por todo o país, como energia eólica, solar, hidrogênio, PCHs (pequenas centrais hidrelétricas), dentre outras. Incentivar, fomentar a utilização da energia solar em todas as residências e empresas desse país. Isso sim, seria novidade.

Esse nada mais é do que um novo caso de flexibilização. Com o aval do governo, continuaremos aumentando a emissão de CO2 e, claro, sempre acompanhada de um enxofrezinho e mais outros elementos tóxicos. As árvores, que a inédita e eficiente Instrução Normativa pretende fazer plantar para mitigar a emissão de CO2 por parte desses maravilhosos projetos, serão destruídas pela chuva ácida provocada pelas emissões por eles produzidas. Mais um “engana trouxa” para quem quiser acreditar.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Biocombustível - Pesquisa da UFRJ quer transformar algas em combustível


As algas são as maiores produtoras de oxigênio do planeta. Ajudam a limpar as águas, por se alimentarem de matéria orgânica, esgoto.

A Kappaphycus alvarezii já é conhecida e explorada há anos em diferentes pontos do mundo, especialmente na Ásia, sua região de origem. Dela se extrai uma geléia, a carragena, que é utilizada em vários produtos: pasta de dente, presunto, shampoo e sorvete. Mas no Brasil é que se revelou a possibilidade de delas extrair-se álcool combustível. É o que pretende uma pesquisa do professor Maulori Cabral, da Universidade Federal do Rio (UFRJ), que já dura 2 anos.

No Brasil, até agora, só houve autorização de plantio entre a Baía de Sepetiba, no Rio, e Ilhabela, em São Paulo. O cultivo é fácil e rápido. Em 45 dias, a alga está no ponto da colheita, feita de forma manual, recolhendo-se a rede que as mantêm na superfície.


Depois de passar por um processo simples de secagem, a alga é levada para o laboratório da universidade onde sofre uma lavagem para reidratação e retirada de sais. A fervura desse material é a próxima etapa, adicionando ácidos para "quebrar" a carragena, transformando-a em um líquido. Depois, nova mistura, agora com leveduras, células que fermentam e produzem álcool a partir de moléculas de açúcar. Após 26 minutos, na estufa a 30º C, a quantidade de gás no tubo mostra que houve uma fermentação perfeita. Havendo gás na parte de cima, significa que o líquido tem uma mistura de água e etanol. Para ser utilizada como biocombustível, a mistura precisa ser destilada.

Segundo o professor Maulori, se tudo der certo, em 2013 o projeto sai do papel. Ainda é preciso aumentar a produção de algas, melhorar as técnicas, investir em novas pesquisas. Só assim, teremos a que está sendo considerada, a terceira geração do álcool combustível.

Ainda falta muito para isso se tornar realidade. Mas, segundo os pesquisadores, existem vantagens de se retirar álcool de alga, se comparado com o de cana: é possível uma produção bem maior na mesma área plantada e não ocupa terra, solo. Não é preciso usar água doce para irrigar. E ainda: a cana tem que ser colhida e moída rapidamente. Já a alga, depois de seca pode ser estocada, servindo para regular a safra.

Excelente alternativa econômica para os pescadores artesanais da região liberada para cultivo, como já vem sendo feito por uma empresa nas águas de Itacuruçá. Mais uma vez, está faltando agilidade do poder público para fomentar a aqüicultura, atividade que contribui para fixar o homem em sua região de origem, gerar renda, conservar o meio ambiente e combater a pesca predatória, principalmente na Baía de Sepetiba. Vê-se agilidade para destruir, para incentivar a instalação de mega e delirantes projetos portuários e industriais. Isso sim, tem apoio imediato das prefeituras e dos governos federal e estadual. A baía vai sendo destruída e o pescador artesanal, que poderia estar integrado a projetos de ecoturismo, hoje é uma espécie em extinção.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Poluição - Países pobres dizem que ricos exportam sua poluição


Nas últimas décadas, muitas fábricas deixaram nações desenvolvidas em busca de mão de obra mais barata e das exigências ambientais menores para baratear seus custos.

Por conta disso, países como a China, que absorvem essa demanda das empresas, dizem que emitem gases-estufa para produzir bens de consumo para os ricos, e querem agora que aqueles que consomem esses bens, não quem os produz, sejam responsabilizados pela emissão de gases do efeito estufa decorrente do processo.

Elliot Diringer, vice-presidente do Centro Pew de Mudança Climática Global, núcleo de estudos da Virgínia (EUA), afirma que a questão não é tão relevante ou crucial para as negociações.

Já Surya Sethi, integrante da delegação indiana, discorda veementemente da posição de Diringer. Segundo ele, o problema climático não será resolvido se se não resolver-se a questão da produção e do consumo, que ocorre nos países industrializados, pois os níveis de consumo atuais são insustentáveis e, se não caírem, não haverá solução para a questão. Uma saída seria criar novas tecnologias que reduzam emissões. Segundo o delegado indiano, nas economias emergentes, exceto na China, o consumo de combustíveis fósseis, que agrava o efeito estufa, está estagnado ou caindo.

terça-feira, 24 de março de 2009

Energia - Usinas a óleo poderão ser convertidas para gás natural


Após participar de um seminário sobre as perspectivas para o setor de energia elétrica no Rio, organizado pelo Gesel (Grupo de Estudos do Setor Elétrico) da UFRJ, o presidente da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), Maurício Tolmasquim, informou que as usinas termelétricas projetadas para funcionar a óleo combustível poderão ser convertidas para gás natural.

A proposta deverá ser elaborada pelo governo para unidades que já foram leiloadas mas ainda não foram construídas. Os contratos já foram analisados e a intenção é converter parte das térmicas a ó
leo, com o objetivo de reduzir a emissão de gás carbônico, constituindo-se também numa saída para a sobreoferta de gás no país, que vai aumentar ainda mais com o início da produção do pré-sal. Trata-se ainda de um combustível com preços mais acessíveis e com maior facilidade de transporte.

O presidente da EPE se disse "indignado" com a maior facilidade de concessão de licenças ambientais no país: "Eu acho estranho que isso aconteça e é a área ambiental que determina isso. Depois, os ambientalistas ficam surpresos e indignados. Indignado fico eu com o absurdo de dar licença para térmica", disse. Tolmasquim espera que, em 2009, haja reversão desta tendência, com uma maior oferta de energia hídrica do que térmica.

Ainda segundo Tolmasquim, o leilão de licitação da usina de Belo Monte, no Pará, com capacidade de geração de 11 mil megawatts, deverá acontecer em outubro deste ano e há possibilidade de nos próximos três anos serem construídas usinas com capacidade total de 52 mil megawatts.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Denúncia - Uma única face do etanol brasileiro


Essa é apenas uma face do tão defendido etanol brasileiro. Essa situação também não é restrita ao etanol. É típica da área rural brasileira. Não bastasse a exploração da mão-de-obra, típica de um país escravagista, o transporte de trabalhadores rurais é vergonhoso, desumano.

Esta semana, o Jornal Nacional mostrou reportagem sobre o assunto e nós veiculamos o vídeo aqui no blog. Trabalhadores sendo tranportados sem qualquer segurança, em verdadeiras sucatas, dignas de ferro-velho. Como um sistema de produção nessa situação pode ser considerado ecológico?


Não é possível aceitar esse tipo de coisa em um país que pretende se tornar uma potencia energética e exemplo para o mundo no setor.

Que conseito de desenvolvimento sustentável passa pela cabeça desses que divulgam aos quatro ventos a cultura da cana de açúcar no Brasil para produção de combustível? Será que eles estão realmente no Brasil? Nos gabinetes, nos jatinhos, nas recepções, realmente não dá para ver o que acontece nos rincões. E há muito tempo! Não é de hoje. Que políticos e empresários são esses?