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quarta-feira, 8 de abril de 2009

Poluição - Carbono do desmatamento colocaria o Brasil entre os maiores poluidores do mundo


As emissões de carbono provenientes do desmatamento são significativas e colocariam o Brasil, caso fossem contabilizadas, na 4ª ou 5ª posição entre os maiories emissores de carbono do Mundo. Por causa disso, segundo especialistas do mercado de carbono, os países industrializados deverão exercer forte pressão para incluir os projetos de conservação florestal no novo acordo que deverá substituir o Protocolo de Kyoto, a partir de 2012, o que prevê que o país deverá sofrer uma pressão muito grande nas próximas negociações.

A nações industrializadas procurarão incluir esse tipo de projeto no protocolo mais preocupadas com a nossa floresta, ainda com grandes áreas preservadas, pois as suas (florestas) quase não existem atualmente.

O governo brasileiro é contra a inclusão dos projetos de conservação florestal no acordo, por uma questão de soberania nacional, por receio de algum tipo de moção anti-desenvolvimentista, conservacionista, imposta ao país.

Nenhum país pode, atualmente, incluir projetos de conservação florestal no Protocolo de Kyoto como projetos de redução de emissões de gases poluentes, o chamado Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL). O protocolo permite apenas duas modalidades de projetos de MDL na área florestal: reflorestamento de áreas degradadas ou aflorestamento, ou seja, o plantio em áreas que nunca tiveram árvores. Conservação florestal, ou desmatamento evitável, não é elegível como projeto de MDL.

Os projetos que não são aceitos pelo Protocolo de Kyoto são aceitos pelo mercado voluntário, que funciona em paralelo ao mercado regulado, e é movido pelas iniciativas de empresas que têm medidas voluntárias de redução de emissão.

O novo tratado climático que substituirá o Protocolo de Kyoto deve ser concluído até dezembro próximo, na reunião da Organização das Nações Unidas, programada para ocorrer em Copenhague, na Dinamarca.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Biodiversidade – 56 novas espécies descobertas na Papua Nova Guiné


A descoberta de 56 espécies provavelmente novas para a ciência foi anunciada em comunicado divulgado hoje na Austrália pelos cientistas da expedição Programa de Avaliação Rápida (RAP), liderada pela ONG Conservação Internacional (CI), realizada entre julho e agosto de 2008, às montanhas da região central da Papua Nova Guiné. Participaram da expedição cientistas locais, da CI e das universidades de British Columbia (UBC), do Canadá, e Montclair State, de Nova Jersey, Estados Unidos, além de membros das comunidades da região.

Mais de 600 espécies foram registradas durante a expedição. Desse total, 50 aranhas, 2 plantas, 2 sapos, uma perereca e uma lagartixa são as grandes novidades da ciência.

Entre os anfíbios, estão um sapinho marrom que emite um som agudo (Oreophryne sp), uma perereca verde clara de olhos enormes (Nyctimystes sp.) e um sapo de cachoeira que tem um canto alto e estridente (Litoria sp.). A lagartixa (Cyrtodactylus sp.) foi a única do seu tipo encontrada em ambientes densos de floresta na área estudada.

O sapo da espécie Litoria sp. vive em cachoeira
e emite um som alto e estridente para
atrair a fêmea para a cópula


Sapo da espécie Oreophryne sp.

Esta perereca verde de olhos enormes é a Nyctimystes sp.

Lagartixa batizada de Cyrtodactylus sp.,
única espécie nova de réptil encontrado
nas florestas estudadas


Entre as espécies de aranhas, a descoberta de três gêneros inteiramente novos merece destaque. Segundo os pesquisadores, a posição chave desses gêneros na árvore evolutiva vai ajudar a entender como esse grupo único de aranhas saltadoras evoluiu.


Aranha saltadora batizada de Uroballus sp.

Aranha saltadora nomeada Orthrus sp.,
gênero catalogado pela primeira vez pelos cientistas


Aranha saltadora Tabuina varirata

Papua Nova Guiné é um país da Oceania que ocupa a metade oriental da ilha da Nova Guiné, e uma centena de ilhas e arquipélagos, a leste e a nordeste, embora sempre na Melanésia. As maiores ilhas são New Britain, New Ireland, Bougainville e Manus. A única fronteira terrestre que tem é com a Indonésia (820 km de extensão), a oeste, mas tem fronteiras marítimas com Palau e os Estados Federados da Micronésia, a norte, com as Ilhas Salomão, a sueste, e com a Austrália, através do Mar de Coral, Estreito de Torres e Mar de Arafura, ao sul. Sua capital é Port Moresby. Sua costa tem um total de 5.152 km. O país tem uma área total de 462.840 km² (452.860 km² terrestre e 9.980 km² de águas internas) e adquiriu sua independência da Austrália há pouco mais de 30 anos (1975).

Apresenta um relevo bastante montanhoso com picos que chegam a atingir 4.509 m de altitude. Possui mais de 750 dialetos, mas o inglês é a língua oficial. Como no início foi muito difícil para a maioria aprender o inglês, surgiu o Piding, ou inglês quebrado, que é mais ou menos como um inglês falado como eles lêem em sua língua nativa.

O país apresenta grandes problemas ambientais e tem suas florestas ameaçadas pelo desmatamento para produção de madeira. Foi aí que o aquecimento global fez seus primeiros refugiados. Os habitantes das seis pequenas ilhas que compõem o arquipélago de Carteret, ao norte da ilha de Bougainville, são os primeiros refugiados de mudanças climáticas no mundo. Eles foram obrigados a deixar suas casas em função da elevação do nível do mar, diretamente ligada ao aquecimento global. O arquipélago, isolado no Pacífico Sul, deve desaparecer por completo nos próximos anos. Uma das ilhas já foi divida em duas, tranformando em pântanos lugares que antes eram secos. Os que ainda se arriscam a permanecer no local enfrentam doenças trazidas pelas mudanças no ambiente. Os nativos, que vivem da mesma forma há séculos, já não conseguem retirar seu sustento do mar. Em uma tentativa de proteger as praias, eles construíram barreiras de conchas gigantes na areia, mas as águas continuam subindo. Algumas famílias já foram transferidas para um campo de refugiados em Bougainville, a cerca de 100 Km ao sul.

Apesar disso tudo, boa parte das áreas selvagens da Papua Nova Guiné continua sem ser explorada para documentação científica. O programa RAP da CI planeja mais três expedições ao país a partir de abril deste ano. Porém, se nada for feito para diminuir as agressões ao meio ambiente na Papua Nova Guiné, principalmente em relação a suas florestas, as espécies descobertas hoje poderão estar extintas amanhã.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Clima - Físico defende resfriamento global - alertas não passam de histeria


Ao contrário das previsões que estão anunciando cada vez mais a intensidade do aquecimento global, os próximos 20 anos deverão ter um resfriamento do planeta. A afirmação é do físico Luiz Carlos Molion. Ele falou no último dia 24, durante o 23º Seminário Cooplantio, no Rio Grande do Sul, que o assunto não passa de uma histeria global. Durante a palestra, ele apontou quais serão os cenários para o Rio Grande do Sul, destacando que haverá uma redução das chuvas, com alguns lugares mais sensíveis e outros menos, variando na ordem de 10 a 20% de um total pluviométrico. Os invernos ocorrerão com freqüência maior de massas de ar polar frias, que podem provocar uma freqüência maior de geadas. (Veja alguns vídeos do Professor Molion)




Molion acredita que os efeitos para a agricultura gaúcha não devem ser tão grandes como se imagina, mas algumas culturas podem sofrer com as geadas. Espera-se até que chova menos, de forma mais distribuídas em termos de tempo ao longo da safra. Os invernos poderão ser mais rigorosos e, dependendo do tipo de cultivo como, por exemplo, os citros, poderão sofrer com invernos mais frios e com as geadas.

Sobre suas posições contrárias aos prognósticos levantados por cientistas em relação ao aquecimento global, o físico respondeu dizendo que a maioria da comunidade científica prefere seguir a onda mundial. Comentou que muitos técnicos querem manter o seu status. Embora sejam pessoas de boa formação e que sabem as incertezas que existem por trás disso, preferem rezar a mesma cartilha do IPCC (sigla em inglês de Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas). Segundo ele, felizmente o clima não está colaborando com o IPCC. O IPCC gostaria que houvesse um aquecimento global.

Quantos interesses devem estar por trás disso tudo, Hein?