Mostrando postagens com marcador unfpa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador unfpa. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Social - Mundo precisa de US$ 65 bilhões contra pobreza


Segundo uma revisão orçamentária aprovada pelos Membros das Nações Unidas durante a sessão de encerramento da reunião da Comissão sobre População e Desenvolvimento (CPD), na semana passada, em 2010, serão necessários investimentos da ordem de US$ 64,7 bilhões para programas populacionais, essenciais para a redução da pobreza, promoção do desenvolvimento e diminuição da mortalidade materna, no final da última sexta-feira. Um terço desse valor, cerca de US$ 21,6 bilhões, deve vir da assistência internacional, enquanto os dois terços restantes referem-se a investimentos nacionais pelas nações em desenvolvimento.

A nova cifra de
US$ 64,7 bilhões é uma revisão considerável dos US$ 20,5 bilhões (segundo as taxas de câmbio de 1993) previstos para 2010 segundo a Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento (CIPD), realizada no Cairo em 1994. Esta é a primeira vez em 15 anos que as estimativas de custo do Programa de Ação do Cairo são revisadas como exigido por consenso global.

Essa revisão era urgente devido ao crescimento dramático das necessidades atuais, com o aumento estratosférico dos custos da assistência médica e da coleta de dados, já que muitos países se preparam para a rodada 2010 do censo.

As novas cifras foram aprovadas em reconhecimento à necessidade de se aumentarem urgentemente os recursos financeiros para a implementação do Programa do Cairo, segundo resolução adotada durante a reunião. Os Membros das Nações Unidas estão particularmente preocupados com os recursos para o planejamento familiar, que estão muito abaixo do necessário.

Os
US$ 64,7 bilhões foram divididos segundo as categorias de trabalho adotadas no Cairo. Os custos totais em 2010 para saúde sexual e reprodutiva, que incluem planejamento familiar e saúde materna, estão estimados em US$ 27,4 bilhões; US$ 32,5 bilhões para HIV/Aids; e US$ 4,8 bilhões para pesquisa básica, coleta de dados e análise política. As cifras mudam anualmente, subindo de cerca de US$ 67,8 bilhões em 2011 a US$ 69,8 bilhões em 2015.

As novas estimativas refletem de maneira mais adequada as atuais necessidades e estão mais alinhadas com os investimentos necessários para se alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM). Segundo Thoraya Ahmed Obaid, Diretora Executiva do UNFPA, o Fundo de População das Nações Unidas, com a desaceleração da crise financeira, agora é o momento de se aumentar o investimento social e redobrar esforços em prol da agenda da CIPD. As experiências compartilhadas pelos países em todo o mundo, mostram claramente a necessidade de ação intensificada e comprometida com a causa.

A agenda principal antes da reunião da Comissão era a contribuição do Programa do Cairo para os ODM. Os países em desenvolvimento defenderam com firmeza a idéia quando, no dia da abertura, declararam que implementação do Programa de Ação da CIPD é crucial para a erradicação da pobreza extrema. Falando em nome do Grupo dos 77 e da China, acrescentaram que o consenso do Cairo tem um impacto direto na habilidade de se alcançar os ODM associados à saúde e aos resultados sociais e econômicos nas áreas relacionadas a crianças, mães, HIV/Aids, gênero, pobreza e emprego.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Saúde - Dia Mundial da Saúde


Neste Dia Mundial da Saúde, 07 de abril, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) junto com a Organização Mundial da Saúde, chama a atenção para a segurança das instalações e a agilidade dos trabalhadores do setor saúde no tratamento de pessoas em situações de emergência, com especial atenção para as necessidades das gestantes. Quando desastres são desencadeados, as gestantes temem por sua própria saúde e pela saúde de seus bebês, e elas precisam do apoio de profissionais de saúde qualificados.

Em qualquer contexto, uma a cada cinco mulheres em idade fértil tem chance de estar grávida e 15% das gestantes passarão por complicações do parto com ameaça a suas vidas. Quando as instalações médicas são danificadas ou destruídas por desastres ou situações de conflito, as mulheres são forçadas a dar à luz sem as condições essenciais para um parto seguro.

A falta de apoio médico é frequentemente complicada por fatores adicionais de risco que ameaçam a saúde das mulheres e dos bebês. Tais riscos incluem trauma, má-nutrição ou doenças, além da exposição à violência. As mulheres grávidas em situações de emergência podem sofrer com partos prematuros, abortos, bebês natimortos e os efeitos negativos da violência.

Hoje, no Dia Mundial da Saúde, prestamos homenagem aos profissionais de saúde que respondem quando as emergências eclodem, e clamamos por maior atenção às necessidades das mulheres e a seu direito à saúde sexual e reprodutiva. Alertamos as autoridades para suprirem as emergências de insumos e equipamentos, garantindo partos higiênicos e seguros, e intervenções médicas quando necessário. Alertamos as autoridades para que disponibilizem treinamento aos profissionais da área de saúde e parteiras, a fim de garantir que as mulheres recebam os cuidados de que precisam em todas as fases, gestação, parto e pós-parto. Alertamos as autoridades para que reparem e reabasteçam clínicas e alas hospitalares voltadas para a saúde materna. Alertamos as autoridades que a população está cansada de ser roubada e necessita urgentemente de serviços de saúde dignos e eficientes.