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sexta-feira, 13 de março de 2009

Meio ambiente - 3 bilhões sofrerão com escassez de água em 2025


Cerca de três bilhões de pessoas, mais da metade da população mundial, sofrerão escassez de água em 2025. É o que revela o relatório divulgado na quinta-feira pela Unesco, a agência da ONU para Educação, Ciência e Cultura. Se as atuais tendências continuarem, incluindo as secas, o aumento populacional, a crescente urbanização, a mudança climática, a proliferação indiscriminada do lixo e a má administração dos recursos, o mundo se dirigirá para uma catástrofe. Estes novos problemas estarão na agenda de uma importante conferência internacional, o Quinto Fórum Mundial da Água, que acontecerá em Istambul, Turquia, entre 16 e 22 deste mês.

Publicado a cada três anos, o relatório atual enfatiza a importância da água no desenvolvimento e crescimento econômico. Na África, destaca o documento da Unesco, meio bilhão de pessoas ainda sofre com a falta de condições básicas de saneamento. Esse panorama se reflete no fato de que 80% das doenças nas nações em desenvolvimento estão relacionados com a água, causando cerca de três milhões de mortes precoces por ano. Cinco mil crianças morrem por causa da diarréia a cada dia no mundo, sendo que cerca de 10% das doenças poderiam ser evitadas com medidas básicas de saneamento e higiene.

Crescimento populacional significa também mais pressão na agricultura, setor que mais consome água no planeta (cerca de 70%). Caso os atuais métodos de irrigação do solo não sejam aprimorados, a demanda do setor agrícola por água vai aumentar entre 70 e 90% até 2050.

Apesar de ser o país com a maior reserva de água doce do planeta, o Brasil não está imune aos problemas de escassez e mau uso, principalmente no setor agrícola, onde o desperdício é muito grande. A água é mal utilizada por todos os setores da economia, em particular na irrigação, onde ela é utilizada com baixa eficiência. O Brasil ainda está muito aquém de uma produção agrícola sustentável.

Desastre ambiental - Derramamento faz Austrália declarar zona de catástrofe


As autoridades australianas declararam nesta sexta-feira, 13, zona de catástrofe a área de 60 quilômetros de praia no nordeste do país afetada por uma mancha negra de combustível, derramado esta semana por um navio mercante. A região abriga algumas das praias mais paradisíacas e conhecidas da Austrália.

Na última quarta-feira, o navio Pacific Adventurer com bandeira de Hong Kong, que transportava 6
0 contêineres com nitrato de amônio, teve 31 deles lançados ao mar o que corresponde a 620 toneladas do produto. O local onde caíram os contêineres é de águas profundas. O capitão do navio informou que cerca de 30 toneladas de combustível também foram derramadas. A companhia britânica Swire Shipping Ltd., proprietária do navio, informou inicialmente que foi derramado no mar o equivalente a 42.500 litros de petróleo. Posteriormente, a empresa informou que mergulhadores avaliaram os danos no casco e perceberam que havia vazado “muito mais” do que 42.500 litros de petróleo. A companhia, porém, não forneceu novas estimativas, mas especialistas acreditam que a quantidade pode chegar a 100 toneladas.


O acidente ocorreu nas águas da baía de Moreton, próximo a Brisbane, capital do estado de Queensland, nordeste da Austrália, devido a um temporal causado pelo ciclone Hamish que passava pela região e ameaçava a costa do estado há uma semana. Os contêineres a bordo deslocaram-se quando a embar
cação enfrentava mar revolto e atingiram o tanque de combustível abrindo um buraco no casco por onde vazou o combustível. O navio zarpou da ilha de Stradbroke em direção a Newcastle e ontem foi rebocado para o porto de Brisbane, onde serviços de emergência, bombeiros e ambulâncias estavam a sua espera.

O governo de Queensland acusa a empresa de ter enganado as autoridades australianas com os primeiros números sobre o acidente, o que levou as autoridades locais a pensar que o impacto ambiental seria menor. A Autoridade Portuária Australiana informou que o navio não poderá deixar o país enquanto não forem fornecidas explicações satisfatórias. O governo quer que a proprietária do navio indenize os custos de limpeza.

Os parques nacionais mantidos nas ilhas de Moreton e Bribie, ao norte de Brisbane, e o sul do litoral de Sunshine foram as áreas mais afetadas pelo derramamento, tendo suas areias cobertas por combustível. A área afetada, conhecida como Costa do Sol, é distante da Grande Barreira de Corais, que aparentemente não corre risco com o acidente. Segundo as autoridades, os efeitos do desastre são muito mais graves do que se acreditava inicialmente. O impacto ambiental de longo prazo ainda não foi estimado. Muitas aves com as penas cobertas por óleo estão sendo resgatadas por equipes especializadas na tentativa de reabilitá-las.

Hoje os serviços de emergência iniciaram a limpeza da área, ajudados pela maré, que durante a noite passada conseguiu dispersar parte da enorme mancha. O primeiro-ministro, Kevin Rudd, prometeu ajuda federal para evitar uma catástrofe ambiental na região.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Meio ambiente – Príncipe Charles afirma que transgênicos causarão a pior catástrofe ecológica


O desenvolvimento em massa de culturas transgênicas pode provocar a pior catástrofe ambiental jamais vista no mundo, afirmou nesta quarta-feira (13) o príncipe Charles, herdeiro do trono da Inglaterra e fervoroso defensor da causa ecológica. Segundo ele, depender de "grupos gigantescos" para a produção de alimentos em vez de pequenos agricultores irá terminar com um "desastre total".

E o príncipe continua: "se as pessoas acham que, de um modo ou de outro, isto vai funcionar porque eles vão ter uma nova forma de técnica genética engenhosa, então não contem comigo, porque isto vai ser a maior catástrofe ambiental de todos os tempos".

O Banco Mundial afirmou que os preços dos aliment
os quase dobraram nos três últimos anos e que dois bilhões de pessoas foram afetadas pela atual crise de alimentos.

Até o príncipe Charles, que não é nenhum especialista, enxerga isso. Se o desenvolvimento e produção de transgênicos e o controle por parte de monopólios internacionais fosse tão bom, porque o mundo passa por essa crise alimentar, somente pelo crescimento populacional? Os transgênicos estão espalhados pelo mundo todo e, segundo os “especialistas”, são responsáveis pelo aumento da produtividade agropecuária, são mais resistentes a pragas e doenças, respondem mais facilmente à fertilização e correção do solo, são mais resistentes às mudanças climáticas, etc. No Brasil, por exemplo, grande parte da produção de alimentos é proveniente de organismos geneticamente modificados, “melhorados” segundo os mesmos especialistas. Isso há décadas. Basta ver a quantidade de sementes modificadas colocadas no mercado anualmente. Não há novidade alguma. E a crise está aí. Onde está a eficiência desses transgênicos? A sim, está no bolso daqueles que possuem suas patentes!

Só falta o príncipe e sua família abdicarem de grande parte de suas fortunas para ajudarem no combate à miséria e a injustiça que assola o planeta. Será que ele(s) topa(m)?

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Desenvolvimento - Modelo de desenvolvimento indiano é catastrófico


A ativista indiana Vandana Shiva definiu como uma catástrofe o modelo de desenvolvimento econômico da Índia. A escritora e cientista criticou o desempenho da economia do mundo em geral, mas particularmente da Índia. No caso de seu país, disse que o que muitos consideram um milagre econômico é um desastre, principalmente porque vem acontecendo à custa da natureza, de seus processos ecológicos e dos ecossistemas vitais.


A evolução da economia indiana nos últimos anos, com crescimento que alcança 9% ao ano, só funciona para algumas pessoas que se apropriaram do mundo de milhões de pessoas, de sua forma de vida, de sua água e inclusive de sua terra.


Enquanto isso, milhões de pessoas comem menos e têm menos água para beber, muitas comunidades são obrigadas a deixar suas terras para que outra fábrica possa se instalar e milhares de produtores rurais lutam nos arredores de Nova Délhi contra os projetos de transformar suas terras em zonas urbanas.


Outra questão citada por Shiva é a crise mundial de alimentos, que considera uma crise de especulação e distribuição causada pelo homem e que se baseia na falsa integração das economias locais em uma economia global, onde cinco gigantes controlam os preços em nível mundial. Ainda afirmou que o desenvolvimento de biocombustíveis também tem sua parcela de culpa no crescimento da demanda de cereais, inclusive mais do que o aumento da população.


Segundo a escritora, é o momento de o crescimento econômico deixar de ser ecologicamente cego e voltar a suas raízes. Shiva ficou famosa nos anos 70 ao impedir a derrubada indiscriminada de florestas de seu país com seus abraços às árvores, junto com centenas de mulheres do movimento "chipko".

Vandana Shiva não está falando novidade alguma, está apenas constatando o que era previzível há muito tempo por ambietalistas do mundo todo, inclusive ela. O que ocorre na Índia, está ocorrendo na China, ocorreu e ocorre no Brasil e em todos os países “em desenvolvimento” no planeta. É o crescimento a qualquer custo, muito apreciado pela maioria dos economistas, financistas, políticos e espoliadores dos recursos naturais. Alguns especialistas insistem em continuar a enaltecer o crescimento "espetacular" dos países como a Índia, a China, dentre outros. Vemos isso todos os dias nos jornais, nos telejornais, em documentários. O que interessa é o resultado, de preferência a curto e médio prazos. O que interessa é o bolso dessa meia dúzia de pessoas inescrupulosas que se dizem grandes empreendedores e têm o apoio dos governos despreparados de seus países. Nada mais do que isso.

Enquanto reinar esse tipo de gente e de mentalidade, não adianta ficar discutindo emissões de CO2, desmatamentos, crises econômicas, etc. (a meu ver chega de discutir. Não precisamos ficar discutindo mais nada. Temos que agir). Enquanto não tivermos governantes preparados, sérios, comprometidos com a sustentabilidade econômica e dos recursos naturais do planeta (aliás, o inverso, pois a economia depende diretamente dos recursos naturais. Sem eles não existe economia), esse quadro não vai mudar. Por exemplo: enquanto apoiarem mega eventos em países que não respeitam o conceito de sustentabilidade e os direitos humanos, como as olimpíadas da China, onde os atletas vão ter que respirar ar altamente poluído, as coisas não vão mudar. Enquanto existir atletas descompromissados com a questão da sustentabilidade, voltados unicamente para auto-promoção com suas conquistas de marcas e medalhas e que se sujeitam a disputar competições em países como a China, as coisas continuarão as mesmas. Se existisse o mínimo de conscientização entre os atletas, o boicote à China seria um bom sinal de esperança.