segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Tecnologia verde - Siemens apresenta conceito de celulares ecológicos


A tendência de se construir dispositivos com baixo impacto ambiental, de modo a reduzir a poluição está se confirmando. Recentemente, na Europa, a Siemens anunciou que irá adotar um código de conduta para o meio ambiente. A empresa vem desenvolvendo propostas de construção sustentável de eco dispositivos. Em curto prazo, poderemos ter disponíveis no mercado novos modelos de equipamentos desenvolvidos nesse novo conceito verde.

Nesse sentido inclui-se a nova família EcoVision de telefones móveis. Esses aparelhos são construídos em materiais recicláveis, orgânicos e eco plásticos. Dois modelos foram apresentados, o “Folha” e o “Solar”, completamente alimentados por energia solar.

Além da preocupação com os materiais e a forma de utilização de energia, o cuidado com o design não foi esquecido. O display invisível está inserido em uma lente translúcida, dando ao telefone um toque futurista. Os modelos foram desenvolvidos para consumir menos energia. Isso é apenas o começo.

sábado, 9 de agosto de 2008

Meio ambiente – Baía de Sepetiba em alerta


A Baía de Sepetiba foi matéria de O Globo mais uma vez essa semana. A matéria destacava o estado de alerta em que se encontram os ambientalistas da região, em relação ao excesso de empreendimentos na orla da baía, que já possui dois terminais de carga funcionando (Porto de Itaguaí e MBR). Ano que vem entrará em operação mais um terminal e a FEEMA já tomou conhecimento de mais três portos, que ainda não tiveram os pedidos de licença ambiental enviados. Segundo informações, a FEEMA já negou a licença para duas empresas interessadas na instalação de portos na Baía de Sepetiba, a Brazore e a BHP Billiton, ambas mega mineradoras internacionais.

Técnicos do Projeto Boto-cinza, patrocinado pela Vale, que também terá pelos menos dois terminais na baía (possui participação na CSA - entrará em operação brevemente; controla a MBR - operando há décadas na Ilha de Guaíba), afirma que Sepetiba já está no limite de receber novos empreendimentos. Segundo eles, daqui para frente deveria ser barrado qualquer porto ou atividade, pois este excesso pode desencadear uma degradação em cadeia e Sepetiba virar uma Baía de Guanabara.

O Laboratório de Mamíferos Aquáticos e Bioindicadores
da Uerj (MAQUA) também encontrou nos botos de Sepetiba concentrações de resíduos industriais que prejudicam o sistema imunológico, hormonal, diminuem a capacidade de reprodução e causam anomalias ósseas. Os técnicos estimam que existam na Baía de Sepetiba entre 700 e 2000 botos-cinza, que já sentem a poluição ambiental e sonora. Os animais sofrem com doenças de pele, que têm ligação direta com baixa imunidade, ferem-se na colisão com hélices e cascos de embarcações e com redes de pesca ou morrem por sufocamento quando presos às redes, pois periodicamente precisam emergir para respirar. Por ano, são 20 golfinhos mortos pelas redes e 10% dos botos fotografados pelo Projeto Boto-Cinza apresentam ferimentos.


Botos mortos na Baía de Sepetiba

Os técnicos ainda temem pela ação dos grandes barcos, qu
e vêm do sul do país e praticam a pesca predatória de manjuba e sardinha, problema antigo que se perpetua por falta de fiscalização dos órgãos ambientais. A oferta destes peixes pode ficar escassa e o boto sentirá com isso, já que esses peixes fazem parte de sua dieta. O boto é a sentinela da vida na baía. Se ele sente, todos sentem.

Outro antigo problema que enfrenta a baía diz respeito à água de lastro dos navios. Se não houver fiscalização adequada dos navios que aportarem em Sepetiba (e não há), espécies exóticas podem ser trazidas na água do lastro de navios estrangeiros e acabar com a fauna e flora locais.

A verdade é que a Baía de Sepetiba não é comparável com a Baía de Guanabara, simplesmente porque a segunda ganha muito mais espaço na mídia devido sua localização e importância econômica e populacional (a capital e a maior parte da região metropolitana do Rio de Janeiro se encontra em suas margens). Simplesmente, a Baía de Sepetib
a dá menos “ibope” (a população da orla é menor se comparada com a Baía de Guanabara e as cidades que a rodeiam). Sepetiba é frequentemente esquecida. Enfim, o que acontece é que a Baía de Sepetiba é tão agredida hoje quanto a Baía de Guanabara. É um dos ecossistemas do estado em nível crítico de sobrevivência. Além dos mega-projetos, Sepetiba é agredida pelo despejo de grande parte do esgoto sem tratamento produzido pelas indústrias, residências da Baixada Fluminense e pelos núcleos urbanos de sua orla, pela ocupação desordenada, destruição de manguezais, aterros e dragagens irregulares, pesca predatória, tráfego crescente de navios de grande porte, poluição atmosférica, chuva ácida, metais pesados, dentre outros absurdos. O desleixo do Poder Público, em todas as esferas, é evidente e histórico no caso de Sepetiba.

Não é somente o boto que está morrendo e os peixes estão acabando. A baía está agonizando. A baía está em fase terminal. O homem também não resistirá.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Direitos Humanos - Olimpíadas 2008


Não compre produtos fabricados na China ou em outros países que violam os direitos humanos e a liberdade de imprensa. Não financie o sofrimento e a exploração de seres humanos e outros animais.

Crime – A roubalheira continua

Todo dia descobrem-se falcatruas dos políticos brasileiros. Mais uma chegou ao nosso conhecimento ontem. A roubalheira continua no Senado Federal. Empresas, com o aval de políticos, superfaturavam a disponibilização de funcionários terceirizados para o Senado Federal.

O senado tem em torno de 1.100 funcionários terceirizados. Só na TV Senado, são 337 contratados por empresas que venceram licitações. Eles custam R$ 2,4 milhões por mês. A maior parte desse dinheiro vai
para os donos das empresas e não para os trabalhadores. Um arquivista, por exemplo, tem salário de R$ 1.900, mas o Senado paga à empresa terceirizada mais de R$ 6.200. Um operador de pós-produção ganha R$ 3.800, mas custa ao Senado R$ 14.167. Um diretor de programação recebe R$ 4 mil, para a empresa quase R$ 17 mil. A roubalheira é descarada. A diferença em relação ao que se pratica no mercado chamou a atenção da polícia.

Com autorização da Justiça, a Polícia Federal gravou conversas telefônicas entre diretores do Senado e empresários, concluind
o que uma quadrilha fraudou as licitações e os contratos. As gravações indicam participação de altos integrantes do Senado nas fraudes e há citações dos nomes do diretor-geral da Casa, Agaciel Maia, e do primeiro-secretário, senador Efraim Morais (DEM-PB). Oito pessoas foram indiciadas por improbidade administrativa. O Ministério Público pede a devolução de R$ 36 milhões aos cofres públicos. Mesmo sob suspeita, os contratos foram renovados por ordem do senador Efraim Morais.


O senador nega qualquer envolvimento no epis
ódio. Disse que vai solicitar à PF que encaminhe ao Conselho de Ética qualquer gravação telefônica com os funcionários envolvidos no esquema. O presidente da casa defendeu o primeiro-secretário.

Nessas horas ninguém é culpado. Que diretoria é essa que aprova o pagamento de salários claramente escandalosos e não toma nenhuma providência? Só se manifestam quando a coisa explode e vai para
a mídia. Que presidente e que secretário são esses? Estão fazendo o que lá? E o pior de tudo que são pagos com dinheiro do povo. O povo é que paga aqueles que estão fraudando as licitações, os funcionários usados pelos fraudadores e os políticos eleitos pelo mesmo povo. Enquanto eles continuam roubando, a população fica sem saneamento básico, educação, saúde, transporte, habitação, e claro, sem dignidade.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Economia - Onde está a classe média?


Duas pesquisas divulgadas nesta quarta-feira - uma da Fundação Getúlio Vargas e outra do IPEA – tentam incutir (pra não dizer “atochar”) na mente do povo, com a ajuda da mídia sensacionalista e tendenciosa, que a classe média cresceu e o número de pobres encolheu no país. Senhores especialistas/comentaristas, não precisa ser muito inteligente para ver que a classe média está cada vez mais miserável! A classe média está morrendo! A distribuição de renda no país é tão desumana que estão se formando somente duas classes no Brasil: a muito rica e a muito pobre. Que conversa fiada é essa de que a classe média está crescendo! Claro que é para tentar iludir a massa, tentar amansar a boiada, que continua a ruminar e deixar que os poucos, mas muito ricos e poderosos, continuem a fazer o que quiserem para continuar enriquecendo e explorando o povão. Para continuar a enganar o povo, que iludido, se acha com poder aquisitivo maior, capaz de comprar bens e serviços que antes não tinham condições, e continuar enriquecendo e aumentando a exploração por parte desses gananciosos (principalmente pelos políticos e empresários inescrupulosos).

Que salários são esses que os pesquisadores consideram para a formação da classe média? Salários de fome. Isso nunca foi e nunca será classe média. Continua a ser classe pobre ou miserável. Salários que mal dão para satisfazer as necessidades básicas e dignas de uma família. Agora vêem com essa de “nova classe média”. É a velha classe baixa, isso sim.

Trabalhor escravo

Os pobres desse país estão comprando computadores, celulares, carros, etc., etc., etc., porque os eternos exploradores deram acesso ao crédito indiscriminado, o que ajuda nada mais a prender e encalacrar cada vez mais essa classe em dívidas eternas. Se comprar automóvel, não pode comprar computador e vice-versa. Os bancos não têm nem piedade dos aposentados
(que vivem há anos como verdadeiros miseráveis) dando-os a isca do crédito fácil para depois cobrarem a dívida originada de juros absurdos. É a verdadeira agiotagem legalizada, com o apoio do governo que se gaba de proporcionar melhores condições de vida à população a esse preço. O povo continua sendo enganado e agora de forma mais maquiavélica.

Segundo o estudo, da
FGV, a classe C, considerada por eles a "nova classe média" no país, passou de 42,49% da população brasileira em abril de 2003 para 51,89% em abril de 2008, ou seja, já é mais da metade da população! Isso é espetacular para quem é idiota ou para quem não vive no Brasil.

O estudo do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) revela que três milhões de pessoas deixaram de ser pobres entre 2002 e 2006 nas seis principais regiões metropolitanas do país, o que corresponde a uma queda de 8,8 pontos percentuais na pobreza. O número de pobres era de 14,3 milhões em 2002, subiu para 15,4 milhões em 2003 e desde então vem caindo, tendo chegado a 11,3 milhões neste ano. Deixaram de ser miseráveis e passaram a ser paupérrimos!!!

De acordo com a FGV, famílias estão deixando a linha da pobreza, não apenas pela ajuda de programas sociais, mas sobretudo por conseguirem trabalho com carteira assinada, como se o trabalho com carteira assinada proporcionasse salário adequado para a pessoa se manter dignamente. É a escravidão legal, com documento oficial, com o aval do governo!

Já o IPEA afirma que só nos primeiros seis meses de
2008, surgiram no Brasil 1,3 milhão de novas vagas e atribui a melhora aos aumentos reais do mínimo e programas sociais. Pelo amor de Deus! 1,3 milhão de vagas destinadas a subempregos, sem exigência de capacitação ou qualificação profissional, com salários de fome! Quando os “aumentos reais” desse salário mínimo influenciaram em alguma coisa para melhorar a vida desse povo que o recebe? Quando que esse salário mínimo representa alguma coisa nesse país, que traga benefícios reais para a população? Esse salário mínimo de R$ 450,00 nada mais é do que o maior representante dessa escravidão legalizada!

A renda familiar média do brasileiro aumentou de R$ 1.568 em abril de 2004 para R$ 1.956, em 2008 - um crescimento de quase 25%. Segundo o DIEESE o salário mínimo para a manutenção digna de uma família seria de R$ 2.072,70. Ora, se o salário familiar médio passou para R$ 1.956,00, continuamos a não atingir o mínimo necessário para uma vida digna! Além do que, se o salário mínimo fosse o sugerido pelo DIEESE, a renda média familiar do brasileiro cresceria consideravelmente, quando aí poderíamos ficar mais otimistas com o crescimento ou o surgimento da “nova classe média”! Quanta falta de senso, quanta cara-de-pau!

Há algum tempo atrás, a classe média era representada pelos profissionais liberais (médicos, professores, advogados, engenheiros, etc.), pequenos e médios empresários, funcionários públicos, dentre outros, que conseguiam manter condições dignas de vida para si e seus familiares. Hoje o que vemos é o empobrecimento dessa classe média. Com o apresentado pelas tais pesquisas, estão querendo “atochar” essa tal de “nova classe média” na população. Isso, a meu ver, é falta de vergonha. Basta lembrar quanto ganha um médico, um professor, um engenheiro hoje em dia. Um recém formado, que investiu muitos recursos para se educar (mesmo se conseguiu cursar ensino público), ganha salário de fome em seu primeiro emprego e continuará a ganhar por muito tempo se quiser continuar trabalhando. Todos estão ganhando salários de fome! O pior é que os profissionais aceitam esse tipo de coisa! Se fosse em qualquer outro país, já teriam parado tudo, à exemplo do que fazia o atual presidente quando líder sindicalista.

Os institutos ainda, estão muito satisfeitos com a “redução da desigualdade”! Os miseráveis estão diminuindo, passando para o nível dos paupérrimos. Enquanto isso a classe dos ricos aumenta, tanto física (maior quantidade de exploradores da população de 362,26 mil passaram para 476,59 mil) quanto economicamente (estão cada vez mais ricos). Essa é a desigualdade que os institutos estão festejando.

Ainda, segundo os institutos, o ponto fraco detectado pelas pesquisas, foi a educação. O país saiu da condição de crise de desemprego para
o apagão de mão-de-obra. Hoje os empresários estão demandando pessoas qualificadas e o Brasil, apesar de ter feito o dever de casa e aumentado a educação, falta aumentar a qualidade na quantidade necessária. Os empresários agora vivem se lamentando com a falta de mão-de-obra especializada! Estou morrendo de penas deles! Sabe porque isso? Mais uma vez pelo acúmulo de riqueza na mão de meia dúzia. Anos e anos de exploração do povo a todo custo, não dando-lhe condições de educação, saúde, capacitação e vida digna. Agora, se quiserem continuar a enriquecer, terão de pagar a conta, os empresários e os políticos ladrões, que só souberam roubar e espoliar o povo nesses anos todos.


O recado dos institutos, diante dessa realidade que expusemos aqui, é no mínimo suspeito: o Brasil está fazendo o dever de casa e as melhoras sociais são sustentáveis. Se continuarmos investindo em educação e bons programas sociais, boas colheitas virão para enfrentar as intempéries. Para o bom entendedor, meias palavras bastam.

Ainda segundo a Fundação Getúlio Vargas, existem no Brasil 36 milhões de pobres. FGV, não são pobres! São miseráveis! Não existe povo digno sem distribuição de renda, sem salários dignos! Com renda, c
om salários dignos, teremos educação, saúde, habitação, bens e serviços. Com exploração não existe desenvolvimento sustentável. Chega de pesquisas fajutas patrocinadas por políticos e empresários inescrupulosos. Até quando teremos que ser dirigidos por bandidos? Até quando bandidos continuarão a fazer as leis que teremos de cumprir? Até quando o povo continuará a votar em bandido? Até quando a roubalheira vai continuar nesse país? Até quando a escravidão continuará a existir? Como disse anteriormente, a exemplo do presidente Lula quando sindicalista, já passou a hora de pararmos o país.

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terça-feira, 5 de agosto de 2008

Meio ambiente - China – Que exemplo de desenvolvimento! Não adianta maquiar


Não dá para entender como ainda existem alguns “especialistas-comentaristas” que apontam a China como exemplo de país em desenvolvimento, exaltando o impressionante “crescimento” do PIB do país em níveis acima dos 10% ao ano! Eles ainda acham o que acontece na China uma das maiores maravilhas da economia mundial. O PIB real da China nunca chegou a esses níveis senhores! O que a China produz economicamente, tem ou terá de gastar para se recuperar ambientalmente! O crescimento da China é feito às custas da destruição criminosa do ambiente natural e a exploração da mão-de-obra em modelo escravagista. Que economia de mercado é essa, reconhecida até pelo magnânimo presidente Lula? Com toda sua cultura milenar, exaltada aos quatro ventos por muitos admiradores, mas, certamente, não observadores, eles ainda não entenderam o conceito de desenvolvimento sustentável.

Muitos acreditam que os problemas ambientais na China se resumem à poluição atmosférica causada pela enorme emissão de gases tóxicos de suas indústrias, documentada pelas reportagens televisivas durante a cobertura das olimpíadas. Aliás, a catástrofe ambiental chinesa só ganhou destaque na imprensa com o problema da poluição atmosférica de Pequim, que pode afetar atletas e turistas du
rante os jogos. Mas a realidade é outra completamente diferente. A realidade é cruel.


Ainda não há consenso de que o país seja o maior emissor de gases-estufa do mundo, à frente dos Estados Unidos, mas sabe-se claramente que a China está entre os primeiros da li
sta, alavancada pelo uso de carvão como fonte de energia. E o problema cresce. Estimativas do IPCC (painel do clima da ONU), indicam que até 2010 as emissões chinesas crescerão até 5%, em relação a 2004. Pesquisas menos animadoras mostram que as emissões na China devem crescer ainda mais. Ao levar em conta todas as províncias e fazer uma análise detalhada, projeta-se um aumento de ao menos 11% na produção chinesa de gases-estufa. A china costuma ser tratada como um só país, mas cada uma das províncias é maior do que muitos países da Europa, tanto em tamanho quanto em população. Nessas proporções, qualquer ação provoca reações com impactos gigantescos (positivos ou negativos).

A verdade é que o problema do crescimento chinês não se resume à poluição atmosférica, com o lançamento sem limites de gases tóxicos por suas chaminés. O avanço da indústria e do comércio também tem ajudado a estabelecer espécies invasoras por todo o país. Aproximadamente 400 plantas e animais exóticos são considerados invasores. Um tipo de lagarta vinda da América do Norte, por exemplo, rapidamente devasta a paisagem urbana de Pequim ao desfolhar mais de 200 espécies de planta. Da mesma forma, sementes de grama não-nativa e outros vegetais importados para deixar a capital mais bonita para as olimpíadas podem ter dado carona a insetos nocivos.

A poluição atmosférica, sem dúvida, ocupa o topo da lista dos problemas ambientais chineses, s
eguida de perto pela falta de água para sua população, a segurança alimentar, a erosão das terras, a poluição dos rios, o destino final de resíduos sólidos, a propagação de espécies invasoras de animais e plantas pelo país e a perda de biodiversidade. Apesar do governo tomar algumas iniciativas para tentar diminuir momentaneamente as emissões atmosféricas (pelo menos durante os jogos olímpicos), o país não se preocupou até o momento em aplicar tecnologias para economia e racionalização de água em toda Pequim nem priorizar uma política para geração de menos lixo – ao invés de construir mais incineradores. O consumo desenfreado cresce cada vez mais nos grandes centros urbanos. Os novos milionários e a nova classe média são simplesmente devastadores, consumindo desesperadamente e produzindo quantidades de lixo cada vez mais catastróficas.

Cerca de 300 cidades na China têm grave carência de água e mais de 70% dos rios chineses estão poluídos, praticamente mortos. A disponibilidade de água por pessoa é somente 1/32 do nível médio internacional.

E alguns animais refletem os problemas ambientais do país. O boto baiji, natural do rio Yangtzé, por exemplo, está praticamente extinto (criticamente ameaçado). Segundo a Sociedade Zoológica de Londres, caso seja confirmada a sua extinção, ele será o primeiro cetáceo a desaparecer como resultado direto da influência do homem: pesca abusiva, navegação excessiva, poluição fluvial e construção de usinas hidrelétricas. Sobrou até p
ara o panda-gigante, símbolo nacional, que perdeu muito de seu habitat (e continua perdendo) e quase sumiu nos anos 1980. Ainda é tido como "em perigo".

Apesar da maioria dos chineses utilizarem a bicicleta como meio de transporte (não sabemos até quando terão capacidade para respirar e pedalar), só 22% têm carro, a frota automotiva cresce exageradamente.

O que vem ocorrendo na China é que o governo realmente não tem interesse em mostrar coisas que assustam os turistas e a opinião pública mundial e por isso, vem tomando medidas para esconder descaradamente suas mazelas. Mas o cobertor é pequeno para tanto descalabro. Além de limitar carros para controlar a poluição durante as olimpíadas, proibiu a venda de carne de cachorro, iguaria tradicional. A fumaça de automóveis, porém, deve sair de cena só durante os jogos. Já os cães, por ironia, podem passar de vítimas a vilões. Estudos mostram que, na última década, os maiores estorvos para turistas foram doenças respiratórias e... mordidas de cachorro. Muitos viajantes precisam de cuidados respiratórios durante a viagem e muitos, após a viagem para a China, têm que se tratar devido a mordidas de animais - de cachorro, algumas de gato e macaco - precisando de vacina anti-rábica. Está difícil de esconder os absurdos chineses. Não existe cobertor suficiente que consiga esconder ainda, o desrespeito aos direitos humanos, à liberdade de expressão, a exploração de mão-de-obra, as populações rurais miseráveis, o abuso de autoridade, a censura à internet, as calúnias aos opositores do regime, etc., etc., etc. Chega de exaltação a esse modelo do absurdo!


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Meio ambiente - O “boom” da construção civil faz o resíduo das obras superar o lixo doméstico nas capitais


Apesar de ser considerado menos nocivo ao ambiente do que o doméstico por ter um potencial de reciclagem maior, o volume de resíduos gerados pela construção civil já supera o de lixo doméstico nas capitais brasileiras. Em Salvador (BA), a quantidade de entulho recolhida em obras e reformas quase chega a 60% do total de lixo da cidade - em Goiânia (GO) e em Porto Alegre (RS) esse índice fica em 55%.

O problema ambiental é agravado pelo fato de o lixo ser depositado em local inadequado. Prefeituras não cumprem resolução de 2002 do Ministério do Meio Ambiente que determinou a criação de aterros específicos para o entulho de obras.


Em Goiânia, a agência ambiental do município já autuou todas as empresas que fazem coletas de restos da construção civil por despejo de materiais em áreas não permitidas. A cada dia são recolhidas na capital de Goi
ás pelo menos 1.300 toneladas geradas por obras e reformas. A agência aponta o "boom" do setor da construção no país como uma das causas do problema. O PIB (Produto Interno Bruto) da construção civil cresceu 21,7% entre 2004 e 2007.

Em Belo Horizonte (MG), o volume de resíduos produzidos por obras também deve ser superior ao do lixo doméstico. O lixo de construção representa 45% do que é coletado pela prefeitura diariamente e não há dados sobre quatro aterros particulares onde materiais também são depositados. Um aterro próprio para entulhos usado pela prefeitura se exauriu e os rejeitos acabam depositados junto ao lixo comum.


Em São Paulo, são recolhidas por dia 4.000 toneladas de lixo de construções pelas concessionárias da prefeitura. Também há na maior cidade do país 28 mil caçambas particulares cadastradas atuando na coleta de entulho.

A maioria dos municípios ainda não tem estrutura na área ambiental para fiscalizar e regulamentar a destinação do entulho. As maiores poluidoras são pequenas empresas que atuam de maneira informal. Em Minas, por exemplo, o Sindicato da Indústria da Construção Civil diz ter criado u
m "banco" onde construtoras podem comprar e vender terra e entulho descartados de obras.

Pelo visto, é urgente a criação de uma política para reutilização desse material (pois tecnologia existe), prevendo a sua reciclagem, processamento, além de sistema de licenciamento de obras prevendo as medidas necessárias para o destino adequado por parte das construtoras. A obra só seria aprovada caso a construtora apresentasse plano que contemplasse o tratamento e reutilização dos resíduos gerados pela construção.


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segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Qualidade de vida - Pobreza e poluição ameaçam a saúde do brasileiro


Relatório com 230 páginas, traça um quadro sombrio dos impactos sobre saúde das iniquidades sociais, da degradação ambiental e do consumo inconsciente. Segundo os especialistas da Comissão Nacional sobre Determinantes Sociais da Saúde, criada pelo presidente da República em 2006, os custos para o contribuinte são incalculáveis, tanto do ponto de vista da necessidade de atendimento quanto do prejuízo econômico gerado por morbidade e mortalidade do trabalhador. Falta de saneamento básico, má distribuição da rede de serviços sanitários, poluição atmosférica nos grandes centros urbanos, alimentação e nutrição, mudanças no comportamento e estilos de vida, crescimento econômico sem distribuição de renda, condições de trabalho, migração, colonização e urbanização são os mais importantes fatores que geram impactos na saúde da população.

A Comissão foi formada por 16 lideranças de diversos setores e liderada pelo Presidente da FIOCRUZ, o sanitarista Paulo Buss. Personalidades externas à área médica, como Moacyr Scliar, Lucélia Santos, Zilda Arns, Dalmo Dallari e Roberto Smeraldi, se juntaram a especialistas como Adib Jaten
e e César Victora.

Um dos exemplos das rápidas mudanças pelas quais o Brasil vem passando - com impactos muitas vezes não considerados nas políticas públicas relevantes - é o da alimentação. Nas últimas décadas, aponta o relatório,houve uma transição nutricional, com a substituição de um padrão baseado no consumo de cereais, feijões, raízes e tubérculos por uma alimentação mais rica em gorduras e açúcares. Essa mudança resultou no aumento de risco de sobrepeso e obesidade, condições que contribuem de forma expressiva para doen
ças crônicas e incapacidades.

O transporte automotivo também está entre os grandes vilões, mesmo sem considerar os acidentes, que recentemente chegaram a matar mais que a violência. Só na cidade de São Paulo, os custos financeiros das doenças respiratórias e cardiovasculares geradas pela poluição atmosférica passam de US$ 1,5 bilhão por ano.

Se muitos fatores analisados estão vinculados à urb
anização, a Amazônia também não está imune nos impactos, principalmente pelas mudanças demográficas e grandes projetos que agravam problemas como o da malária, assim como pelos efeitos das queimadas de pastagem ou de derrubada florestal.

O que mais me espanta, é que para chegar a essas conclusões, obedecendo ao costume desses que estão acostumados a empurrar os problemas com a barriga (principalmente os políticos brasileiros), foi necessário formar uma comissão de especialistas, de ilustres. O Presidente da República, homem vivido e de origem popular (coisa que ele adora ficar lembrando aos que ainda o escutam), parece que esqueceu o básico. Teve que criar tal comissão para lembrá-lo quais as causas das mazelas da população brasileira. Quanta perda de
tempo e dinheiro mais uma vez gastos, à custa da população evidentemente, para chegar às conclusões que todos sempre souberam, até mesmo a pobre população desfavorecida. Para variar, muita discussão, muito estudo, muita reunião, muito blá, blá, blá, e agir que é bom, nada. E o pior de tudo é que ainda existem “especialistas” e “ilustres” que se sujeitam a esse tipo de coisa. Enquanto isso, o povo, sem saúde, educação, renda digna, habitação, transporte, saneamento, fica batendo palma. Até quando vai continuar esse estado de coisas? Pobre Brasil!

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