

A Polícia Federal rastreia investimentos feitos pelo banqueiro Daniel Dantas em áreas de mineração no Pará, localizadas em terras de preservação ambiental e em reservas indígenas. O relatório do delegado Protógenes Queiroz, responsável pela Operação Satiagraha, levanta suspeita sobre a "idoneidade dos projetos de exploração de minérios" e faz referência à "grande quantidade de áreas de preservação indígena ou ambiental". Os investimentos do grupo constituem um dos principais focos do inquérito da PF. Todos que foram presos já estão soltos, com exceção de dois colaboradores de Dantas. A análise dos investimentos já provocou o indiciamento de Dantas, sob as acusações de formação de quadrilha e gestão fraudulenta.
O Grupo Opportunity admite que possui áreas de mineração na Reserva Biológica de Tapirapé e em áreas indígenas do Estado. Mas também reconhece que não tem autorização para explorá-las e por isso não desenvolve nenhuma atividade nesses territórios.
No caso da reserva biológica, é necessário obter autorização das instituições da área ambiental; e no caso da terra indígena, a legislação veda a exploração do subsolo. Isso pode mudar, no entanto, com a aprovação de um projeto que tramita no Congresso, regulamentando a exploração de minérios em terras indígenas.
Durante as investigações da Satiagraha, ficou claro, segundo Protógenes, que a empreitada mineral seria comandada por Dantas, por meio da GME4 (Global Miner Exploration), empresa recém-criada e presidida por Paulo Rogério Campos Magalhães. O Opportunity teria 62% das ações da empresa.
Caberia ao ex-cunhado do banqueiro, Carlos Bernardo Torres Rodenburg, "manter contato com pessoas interessadas na venda de imóveis rurais nos Estados do Pará e Piauí". Em gravação, Rodenburg trata da aquisição de 1.800 alqueires "integrantes da Floresta Nacional do Itacaiúnas", no Pará.
O Opportunity informou ter duas fazendas no Pará, mas desconhece a floresta nacional. Segundo o governo do Pará, "a Floresta Nacional de Itacaiúnas fica ao lado da Flora Carajás"
Quanta gente foi e “seria” (ou será?) corrompida para encobrir as atividades criminosas desse grupo em unidades de conservação e áreas de preservação permanente? Quanta gente deve estar envolvida nessas falcatruas? O sujeito já se mostrou “todo poderoso”. Já conseguiu tirar o delegado responsável pelas investigações, já conseguiu a liberdade com o aval do Supremo, imagina o que vem por aí!
Com relação à apatia "muito estranha" da mídia, seria importante levantar se e quais jornalistas foram prestadores de serviço dessa quadrilha e de outras na grande mídia brasileira. Quem são eles? Como foram pagos? Que tipo de favores prestaram e receberam? Sabemos que é difícil, pois os jornalistas se protegem como se fossem integrantes de uma máfia. Mas é importante mostrar quem é quem nessa mídia que fala o que bem entende, promove o que quer e destrói o que não lhe é útil. É hora da Polícia Federal agir e colocar na cadeia os jornalistas e/ou comentaristas quadrilheiros.
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