
Denominado "Transformações na indústria bancária brasileira e o cenário de crise", o estudo conclui que o Brasil tem um sistema bancário incompleto que favorece a concentração de riqueza e o aumento da exclusão social.
Ao contrário dos Estados Unidos, que combinou a redução na quantidade de bancos com ampliação do número de agências bancárias, o Brasil apresentou diminuição na quantidade tanto de bancos como no número de agências.

A diferença regional detectada é alarmante quando se pensa em desenvolvimento de médio e longo prazo no país. Nas regiões Norte e Nordeste, por exemplo, a relação da população por agência chega a ser quase três vezes maior do que nas regiões Sul e Sudeste. Entre 1996 e 2006 as três regiões acumulam uma perda de 41,4% na participação relativa no total de crédito.
O estudo mostra que houve avanço da experiência brasileira de popularização de serviços bancários por intermédio das operações de correspondentes não bancários. Em 2008, por exemplo, o Brasil registrou a presença de 84,3 mil correspondentes bancários operados em locais não bancários como padarias, postos lotéricos, correios, farmácias, entre outros. Esses avanços, no entanto, não são considerados ideais. O país precisaria avançar rapidamente do ponto de vista da popularização dos bancos. O estudo sugere que a constituição de novos bancos, bancos comunitários como existem nos Estados Unidos e Alemanha, por exemplo, ajudaria não apenas a difundir o crédito, mas torná-lo mais acessível à população que se encontra fora do sistema bancário.